Esporte News Mundo
·29 January 2026
Clubes do Brasileirão superam valor bilionário em vendas de jogadores; veja lista

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·29 January 2026

O mercado da bola brasileiro iniciou 2026 em um patamar jamais visto. Em apenas um mês, os clubes do país ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão em arrecadação com vendas de jogadores, consolidando uma força vendedora que historicamente sempre existiu, mas que agora atinge números inéditos. A exportação de jovens talentos e a negociação de ativos valorizados colocaram o Brasil novamente no centro do mercado internacional, especialmente para clubes médios da Europa e gigantes de mercados alternativos.

Lucas Paquetá no West Ham – Foto: Ryan Pierse/Getty Images
No topo do ranking de arrecadação aparece o Vasco, que transformou a janela em um respiro financeiro decisivo. A venda de Rayan para o futebol inglês foi responsável pela maior fatia do montante, complementada por outras negociações pontuais. Logo atrás, o Internacional mostrou precisão ao negociar atletas em diferentes estágios de valorização, enquanto clubes como Red Bull Bragantino, Santos e Botafogo confirmaram modelos já conhecidos: vender bem, em volume ou com foco estratégico, para sustentar seus projetos esportivos.

Rayan no Vasco – Foto: Wagner Meier/Getty Images
Ao todo, 32 jogadores deixaram clubes brasileiros mediante compensação financeira apenas em janeiro. O dado reforça a vocação exportadora do país, favorecida pela desvalorização do real frente ao euro e ao dólar, que torna o jogador brasileiro atrativo no exterior. Em contrapartida, esse mesmo cenário encarece o mercado interno, criando um ambiente inflacionado para contratações dentro do Brasil.
E é justamente aí que mora o paradoxo da janela. Apesar do recorde de vendas, os clubes brasileiros gastaram ainda mais. As compras realizadas em janeiro de 2026 já ultrapassam R$ 1,8 bilhão, empurradas por contratações de alto impacto e pela repatriação de ídolos. Em alguns casos, uma única negociação superou toda a arrecadação de clubes que lideraram o ranking de vendas, escancarando o descompasso entre entrada e saída de recursos.

Gerson no Cruzeiro (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
Esse comportamento é explicado, em parte, pelo novo perfil financeiro do futebol nacional. SAFs e grupos empresariais passaram a injetar capital externo que não depende diretamente da venda de jogadores. Botafogo, Palmeiras e Bahia são exemplos de clubes que operam com aportes estruturais, permitindo investimentos pesados mesmo com a balança comercial negativa.
O futebol brasileiro está deixamdo de ser apenas um exportador de talentos para se tornar, ao menos nesta janela, um importador de luxo. O mercado movimentou cerca de R$ 2,8 bilhões em compras e vendas, com saldo negativo aproximado de R$ 800 milhões. Um cenário que reforça ambição esportiva e poder de investimento, mas que também acende o alerta sobre sustentabilidade financeira a médio prazo.









































