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·23 April 2026
Com 4 competições, Remo tem o Bahia como sua maior vítima em 2026

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Os recentes confrontos entre Bahia e Remo em 2026 desenharam um cenário estatístico atípico e preocupante para a defesa tricolor. Apesar de disputar quatro competições diferentes nesta temporada — Série A, Copa do Brasil, Copa Verde e Campeonato Paraense —, o Remo encontrou no Esquadrão a sua maior facilidade para balançar as redes.
Em apenas dois jogos disputados contra o time de Rogério Ceni, os paraenses marcaram sete gols, transformando o Bahia em sua principal vítima no ano, mesmo na comparação das partidas da equipe remista diante de adversários contra os quais está mais habituado a jogar.
A marca é surpreendente quando comparada ao desempenho do Remo contra adversários regionais ou de menor investimento. O volume de gols sofridos pelo Bahia diante do time azulino supera, inclusive, o somatório de gols que o Remo marcou contra adversários locais em diversas rodadas de competições estaduais, evidenciando a dificuldade do sistema defensivo tricolor especificamente neste duelo.
A contagem para o Bahia atingir o posto de “maior vítima” do Remo começou em março, no duelo pela Série A, e foi ampliada nesta última quarta-feira (22), pela Copa do Brasil.
A eficiência do adversário contra o Tricolor é de 3,5 gols por partida, um índice que destoa da média ofensiva que o Remo apresenta em seus outros compromissos na temporada, assim como também é bastante superior ao número de gols que o Bahia costuma sofrer em 2026.
Em apenas dois jogos, o Remo marcou 7 gols contra o Bahia. O número supera a produção ofensiva do clube paraense contra qualquer outro adversário nas quatro competições que disputa em 2026.
O Bahia também o único time que sofreu duas derrotas para o Remo nesse ano.
Somando Estadual e Copa Verde, o Remo também enfrentou times como Bragantino-PA, São Francisco-PA, Castanhal-PA, Amazônia Independente-PA, Porto Velho-RO, Monte Roraima e Amazonas FC.
Já falando especificamente sobre a Série A, o Remo tem 13 gols marcados em 12 jogos (quatro deles contra o Bahia), além de ter sofrido 22 gols nesse período (apenas um marcado pelo Bahia).
Remo e Paysandu já se enfrentaram três vezes em 2026, em todas as ocasiões pelo Campeonato Paraense.
Somando os três clássicos, o time azulino só marcou dois gols, em empate por 1×1 e em uma derrota por 2×1 na ida da final do Paraense. Na partida decisiva da final estadual, empatou em 0x0 e ficou com o vice-campeonato.
O fato de o Bahia ser o time que mais sofre gols do Remo em 2026 aponta para uma dificuldade tática clara de Rogério Ceni em neutralizar as transições do adversário. Os erros de passe na construção ofensiva têm oferecido contra-ataques letais, que o Remo soube aproveitar com precisão nos dois jogos.
Vale relembrar que 2024 foi o ano em que o Bahia mais sofreu derrotas para o Vitória em anos recentes, inclusive perdendo a final do Baianão. O técnico do time rival era justamente Léo Condé.
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