Jogada10
·30 May 2026
Como foi a campanha do Arsenal até a final da Champions

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·30 May 2026

O Arsenal decide, neste sábado, 30/5, na Puskás Arena, em Budapeste (Hungria), a edição 2025/26 da Champions. Assim, está em busca de um título inédito, já que perdeu na única vez em que foi à final. Isso ocorreu em 2005/2006, quando sofreu derrota para o Barcelona na prorrogação (2 a 1) após 1 a 1 no tempo normal. Seu adversário é poderoso: o PSG é o atual campeão da competição e vem de um pentacampeonato francês. Porém, não há nada de favoritismo para os franceses. Afinal, embora o PSG tenha ganhado tudo em seu país, o Arsenal é que ganhou a Premier League. Inclusive, o time britânico acabou com longo jejum, pois não levava o Inglês desde 2003/04.
Além disso, a campanha do Arsenal na atual Liga dos Campeões é excepcional, bem superior à do PSG. Para se ter ideia, na fase de grupos, o Arsenal ficou em 1º lugar e o PSG em 11º na fase de Liga (36 times). Naquela etapa, o time inglês ganhou seus oito jogos. Já o PSG precisou de repescagem para avançar às oitavas e deslanchar. Além disso, o Arsenal se mostra uma defesa quase intransponível. Em 14 jogos, levou apenas seis gols. E mais: chega nesta final invicto.

Arsenal tem campanha campeã na Inglaterra e pode repetir a dose na Champions. Foto: Divulgação/Arsenal
A primeira fase do Arsenal foi impecável, com oito vitórias em oito jogos. O time conseguiu até um triunfo fora de casa contra a então vice-campeã Inter de Milão por 3 a 1. Além disso, deu uma surra em casa no Atlético de Madrid por 4 a 0. Assim, terminou como dono da melhor campanha de um grupo com outros 35 rivais. Além disso: 23 gols a favor e apenas 4 contra.
A partir das oitavas, o que se viu foi um Arsenal cauteloso e cerebral nas fases de mata-mata. Teve um empate e uma vitória por placar mínimo para avançar, mostrando mais uma vez que a defesa dos Gunners é uma potência. Não por acaso o treinador do PSG, Luis Enrique, disse com todas as letras: “Sem a bola, o Arsenal é o melhor time do mundo”.
Nas oitavas, eliminou o Leverkusen, com empate fora e vitória em casa. Nas quartas, passou pelo Sporting com 1 a 0 em Lisboa e segurando o empate sem gols em casa. Já na semifinal, voltando a enfrentar o Atlético de Madrid, viu espanhóis darem muito trabalho desta vez: 1 a 1 na Espanha e um suado 1 a 0 em casa, gol de pênalti de Gyokeres. Resta bater o PSG para o Arsenal conquistar um título que falta na sua história.
Mikel Arteta conseguiu transformar o Arsenal numa máquina defensiva. Conta com aquela que é considerada a melhor zaga do mundo, com o brasileiro Gabriel Magalhães e o francês Saliba. Mas não é apenas essa dupla. Os laterais Ben White e Calafiori conseguem ser muito eficazes na defesa e apoiar com qualidade. Caso cansem, Mosquera e Hincapié dão conta do recado. E olha que o principal lateral-direito, Timber, está machucado. Além disso, o volante Zubimendi é um xerifão que não deixa brecha para o inimigo.
Mas o Arsenal tem outro diferencial tão eficaz que nenhum outro time do mundo chega perto: a força na bola parada. O volume de gols que marca em cruzamentos ou escanteios impressiona. Há quatro anos é o melhor neste quesito na Inglaterra e na Europa, com uma estratégia (um jogador colado no goleiro, dois abertos e os zagueiros se posicionando para o cabeceio) que muitos tentam copiar, mas sem a eficácia londrina. E aí brilha Gabriel Magalhães. Além de um zagueiro notável, é o principal cabeceador desta arma mortal.
Declan Rice
Citar um único jogador de um time de alto nível é complicado. Mas é lugar-comum citar que Declan Rice é quem faz a diferença no meio de campo. Técnico, inteligente, driblador e bom na bola parada, o camisa 10 comanda o meiúca, buscando a bola e centralizando as jogadas, qualquer que seja o esquema adotado por Arteta. Atua mais recuado no 4-2-3-1, mais à frente quando o time precisa de mais força ofensiva. Em tempo: escanteio e falta são com ele.
Odegaard
O norueguês não é de fazer muitos gols vem fazendo excepcional temporada. Ao lado de Rice, consegue formar uma dupla azeitada. Tem uma diferença em relação a Rice, pois atua mais à frente. É o jogador mais técnico do time e de seus pés saem as principais jogadas ofensivas. Pode ser o diferencial nesta final.
Gabriel Martinelli
O brasileiro, que está convocado por Ancelotti para a Copa do Mundo, muitas vezes é titular. Mas reveza muito de posição com Trossard, que pode ser considerado o titular da posição. Mas não se enganem. Quando precisa dar mais mobilidade ou refrescar o ataque, Martinelli vai a campo. E, de modo muito bem, pode fazer a diferença. Aliás, ele é o artilheiro do time na Champions, com seis gols, à frente do matador Gyokeres.
Fase de Liga
16/9 -Athletic Bilbao 0x2 Arsenal – Gabriel Martinelli e Trossard 1/10 – Arsenal 2×0 Olympiacos – Gabriel Martinelli e Bukayo Sako 21/10 – Arsenal 4×0 Atlético de Madrid – Gabriel Magalhães, Gabriel Martinelli e Gyokeres (2) 4/11 – Slavia 0x3 Arsenal – Saka e Merino (2) 26/11 – Arsenal 3×1 Bayern – Timber, Madueke, Gabriel Martinelli. 10/12 – Brugge 0x3 Arsenal – Madueke (2) e Gabriel Martinelli.
Oitavas
Quartas
Semifinal
Martinelli – 6 gols Gyokeres – 5 gols Havertz, Madueke e Saka – 3 gols Gabriel Jesus e Merino – 2 gols Eze, Gabriel Magalhães, Timber, Trossard e Rice – 1 gol







































