Jogada10
·6 February 2026
Conselho aponta uso indevido de cartão corporativo por Casares no São Paulo

In partnership with
Yahoo sportsJogada10
·6 February 2026

Uma apuração conduzida pelo Conselho Fiscal do São Paulo revelou que o ex-presidente Julio Casares realizou quase R$ 500 mil em gastos pessoais por meio do cartão corporativo do clube ao longo de sua gestão. A informação foi divulgada inicialmente pelo “ge”. Os valores, utilizados para despesas como salão de cabeleireiro e compras em lojas de grife, foram depois ressarcidos pelo dirigente, com juros e correção. Contudo, apenas no segundo semestre do ano passado.
As irregularidades vieram à tona após o Conselho Fiscal solicitar, pela primeira vez desde 2021, os extratos detalhados do cartão corporativo utilizado por Casares. Até então, não havia registro de prestação de contas ou fiscalização formal sobre o uso do cartão por parte de qualquer departamento interno do clube.
O levantamento mostrou que, em meio a um período de forte crise financeira no Tricolor, marcado por atrasos salariais e dificuldades recorrentes para quitar direitos de imagem de atletas, o então presidente mantinha valores em aberto com o próprio São Paulo. Em média, os gastos pessoais somavam pouco mais de R$ 8 mil mensais desde o início do mandato.

Casares gastou R$ 500 mil em cartão corporativo do São Paulo – Foto: Reprodução Youtube
Na época, o clube não possuía uma norma interna que determinasse prazo para a devolução de despesas pessoais feitas no cartão corporativo. Essa lacuna só acabou sendo corrigida após o episódio, quando o diretor de compliance, Roberto Armelin, instituiu uma diretriz específica para regulamentar o uso do instrumento e estabelecer critérios mais claros de controle e ressarcimento.
A ausência dessa política formal, aliada à falta de cobrança por parte do departamento financeiro, comandado por Sérgio Pimenta, gerou incômodo em diferentes setores do clube e também entre membros do Conselho Deliberativo. Internamente, houve críticas à fragilidade dos mecanismos de fiscalização adotados durante a gestão passada.
Por outro lado, integrantes ligados à antiga gestão argumentam que uma norma específica não seria necessária. Isso porque o Código de Ética e Conduta do São Paulo já traria orientações suficientes para garantir o uso responsável do cartão corporativo.








































