Central do Timão
·27 January 2026
Conselho do MP-SP rejeita pedido do Corinthians e mantém investigação sobre intervenção judicial no clube

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·27 January 2026

O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo (CSMP-SP) decidiu, em reunião realizada nesta terça-feira (27), manter em andamento o inquérito civil que analisa a possibilidade de uma intervenção judicial no Corinthians. O colegiado rejeitou o recurso apresentado pelo clube, que pleiteava o arquivamento da investigação instaurada no âmbito do Ministério Público estadual. A informação foi divulgada inicialmente pelo Meu Timão.
A manifestação do Corinthians foi encaminhada ao MP-SP em 19 de dezembro de 2025. No documento, a diretoria reconheceu a existência de dificuldades financeiras, mas sustentou que o cenário não configura hipótese legal para a adoção de uma medida extrema como a intervenção judicial. O recurso foi submetido ao Conselho Superior após o promotor Luiz Ambra Neto, responsável pela condução do inquérito civil, discordar dos argumentos apresentados pela defesa alvinegra e optar pelo prosseguimento da apuração.

Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians
Entre os principais pontos levantados pelo clube, está a alegação de que suas atividades institucionais seguem em funcionamento regular, com autonomia assegurada pela Constituição Federal. A defesa também propôs, como alternativa à intervenção, a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), instrumento por meio do qual o Ministério Público pode estabelecer compromissos formais para correção de eventuais irregularidades, sem afastamento da atual administração, mediante prazos e fiscalização específica.
O clube também questionou a caracterização do Corinthians como patrimônio cultural sujeito a tutela especial do Estado e colocou em dúvida a existência de interesse público que justificasse a medida extrema de intervenção. Outro argumento apresentado foi o de que o elevado endividamento não é uma situação exclusiva da instituição alvinegra e que a portaria que fundamenta o inquérito não aponta, de forma objetiva, falhas específicas de gestão.
Ainda na tentativa de afastar a medida, o Corinthians destacou providências internas já adotadas nos últimos anos, como a reprovação de contas de administrações anteriores, a criação de um comitê financeiro, negociações para parcelamento de débitos fiscais, tratativas com a Caixa Econômica Federal envolvendo a Neo Química Arena e o andamento do processo de reforma estatutária.
Mesmo diante da defesa apresentada, o CSMP-SP optou por não acolher o recurso, mantendo o inquérito em curso. Com a decisão, os autos retornam ao Ministério Público de São Paulo, que dará sequência à análise do pedido de intervenção judicial formulado pelo promotor Cássio Conserino. Caberá à Promotoria avaliar se o contexto político, financeiro e administrativo do clube justifica a adoção de uma medida dessa natureza.
O requerimento do promotor foi protocolado em novembro de 2025, em meio a investigações criminais que envolvem três ex-presidentes do clube, Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo. As apurações tratam de supostas irregularidades, incluindo uso indevido de cartão corporativo, possível emissão de notas fiscais fraudulentas e o episódio relacionado ao caso VaideBet, que culminou no processo de impeachment de Augusto Melo.
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