AVANTE MEU TRICOLOR
·12 April 2026
Contratação de Roger e saída de Arboleda fazem aliados pressionarem Massis por diretor estatutário no futebol

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·12 April 2026

Tão jogo o São Paulo perdeu para o Vitória no Barradão, no último sábado (11), pelo Campeonato Brasileiro, e os aplicativos de mensagens de aliados do presidente Harry Massis Júnior começaram a pipocar. Mais do que a insatisfação com a queda de produção da equipe sob a batuta do técnico Roger Machado (foi apenas uma vitória nas últimas cinco partidas da principal competição nacional), está a sugestão de ideias ao mandatário para reverter o quadro de insatisfação da torcida. E o principal deles é político.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, a base de sustentação de Massis acha que o presidente deve abandonar a convicção de deixar apenas Rui Costa como homem forte na Barra Funda. A avaliação é que chegou a hora de escolher um diretor estatutário para dividir a responsabilidade.
Segundo mensagens obtidas pela reportagens, a avaliação de nomes próximos de Massis é que por mais que o executivo Costa mereça elogios pelo trabalho em negociações (há três janelas que o Tricolor praticamente contrata jogadores sem gastar com a compra de direitos), em algumas situações faltou um entendimento melhor de como funciona a cabeça do torcedor e uma tentativa de melhorar o diálogo com o são-paulino.
“Como cobrar de um profissional que não é são-paulino que ele tenha um entendimento do que pensa o torcedor. O que temos hoje são decisões pautadas exclusivamente pela racionalidade. Mas futebol também é paixão”, disse um conselheiro influente, em mensagem lida por Massis.
Dois episódios são usados como exemplo: a demissão de Hernán Crespo para a contratação de Roger Machado e a tumultuada saída de Arboleda, que abandonou o clube insatisfeito pela perda de espaço. Conselheiros da base do presidente, por mais que tenham apoiado a decisão na primeira e achem o clube inocente na segunda, avaliam que os processos foram mal conduzidos e geraram desgaste na relação entre futebol e arquibancada.
“Ninguém está insatisfeito com o trabalho do Rui. Mas é evidente que faltou uma opinião contrária, alguém para ao menos sugerir o debate interno se a troca de técnico era plausível”, disse um conselheiro.
Se nos ambientes virtuais a coisa é educada, no clube social, o tom subiu consideravelmente. Aliados e desafetos de Massis tratam Costa como ‘Reizinho do CT’ e reclamam pelo fato do carro-chefe do São Paulo estar sendo decidido sem a presença de alguém estatutário.
Em ambos os casos, contudo, há uma certeza que se existisse uma figura como a de Carlos Belmonte, diretor estatutário por cinco anos na gestão Julio Casares , dificilmente Crespo seria demitido e Arboleda teria abandonado o clube. “O profissional é frio e calculista. As vezes precisam de um pouco de coração para serem resolvidas”, disse ao AVANTE MEU TRICOLOR uma fonte da alta cúpula.
Reuniões com Massis nesse sentido deverão começar a acontecer na próxima semana. E são dois argumentos fortes para convencer o presidente. O primeiro, lógico, é que a ideia de deixar o futebol profissional com um nome profissional é de Casares. Se há uma ruptura com os nomes mais próximos do ex-mandatário, que renunciou em janeiro, porque seguir com seu plano?
O outro argumento político. Com a costura política para a sucessão nas eleições do final do ano definidas, que maneira melhor de engrandecer o nome da futura postulante à gestão que ter um cargo no futebol?









































