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·18 April 2026
Copa do Brasil 1998: o título que chegou na véspera da maior glória

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Em 30 de maio de 1998, o Estádio do Morumbi explodiu. Aos 44 minutos do segundo tempo, Oséas chutou sem ângulo, a bola entrou e o Palmeiras estava campeão da Copa do Brasil pela primeira vez em sua história. A vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro dava ao Verdão o título da competição no agregado de 2 a 1 — e, mais do que isso, confirmava que aquele grupo extraordinário da Era Parmalat tinha tamanho para grandes coisas.
Um ano depois, esse mesmo elenco levantaria a Copa Libertadores de 1999. O título nacional de 1998 não foi apenas uma conquista: foi o anúncio.
O Palmeiras disputou 12 jogos na competição, com seis vitórias, quatro empates e duas derrotas. Marcou 21 gols e sofreu apenas oito. A campanha foi consistente da estreia à decisão, com o time mostrando poder ofensivo nos jogos em casa e solidez defensiva nas partidas fora.
A jornada começou na primeira fase de forma tranquila, diante do CSA, de Alagoas — 1 a 0 fora, 3 a 0 em casa, sem qualquer sobressalto. Na fase seguinte, o Ceará ofereceu resistência no primeiro duelo, mas tomou 6 a 0 no Palestra Itália e foi eliminado sem apelo.
Nas oitavas de final, o Botafogo colocou o Palmeiras à prova no Maracanã. O time carioca venceu a ida por 2 a 1, com gols de França e Zé Carlos — Cris havia descontado para o Verdão. Na volta, em São Paulo, Agnaldo marcou o único gol do jogo e o Palmeiras avançou nos critérios do gol fora de casa.
Nas quartas, o Sport foi visitado na Ilha do Retiro e foi batido por 2 a 0 — Paulo Nunes e Oséas marcaram. Na volta, em São Paulo, o empate em 1 a 1 não abalou o Verdão, que avançou com tranquilidade. Já na semifinal, o adversário foi o Santos. O Palmeiras empatou em 1 a 1 no Parque Antártica e em 2 a 2 na Vila Belmiro — e novamente o critério do gol fora garantiu a classificação. A final seria contra o Cruzeiro.
A decisão foi disputada em dois jogos. No primeiro, em 26 de maio de 1998, o Cruzeiro venceu por 1 a 0 no Mineirão, com gol de Fábio Júnior aos 26 minutos do primeiro tempo. A derrota colocava o Palmeiras em situação difícil, mas não insuperável.
Quatro dias depois, 30 de maio, o Morumbi recebeu a volta. Aos 12 minutos do primeiro tempo, Paulo Nunes abriu o placar e igualou o agregado. O jogo ficou embolado durante a etapa final, com o fantasma da prorrogação e dos pênaltis pairando sobre a torcida. Então, aos 44 minutos, Oséas bateu de forma improvável — sem ângulo, de trivela — e mandou a bola para as redes. Palmeiras 2 a 0. Campeão da Copa do Brasil.
O “gol espírita” de Oséas entrou para o folclore do clube. Um gol que parecia impossível, marcado no último suspiro, pelo jogador que viria a repetir o papel de herói nas grandes noites do time.
Paulo Nunes foi o grande artilheiro do Palmeiras na Copa do Brasil 1998, com cinco gols marcados na competição. O atacante gaúcho, que viria a ser convocado para a Seleção Brasileira naquele mesmo ano para a Copa do Mundo da França, foi o principal homem de área do Verdão na campanha.
Oséas, seu parceiro de ataque, foi o jogador dos momentos decisivos — marcou o gol que eliminou o Sport nas quartas e, claro, o gol do título. No meio-campo, Zinho e César Sampaio davam consistência e experiência ao time, enquanto Alex conduzia a criação.
A defesa tinha Marcos no gol — já consolidado como o dono da posição — com Arce, Roque Júnior e Júnior Baiano na zaga. Arce, lateral-direito paraguaio, era um dos mais eficientes atacantes pelo corredor direito de todo o futebol sul-americano.
O técnico era Luiz Felipe Scolari. Felipão havia chegado ao Palmeiras vindo do futebol japonês, onde treinava o Júbilo Iwata, e já havia provado seu valor ao ganhar a Copa Libertadores pelo Grêmio em 1995. No Palmeiras, ele encontrou o material humano perfeito para construir algo histórico.
A parceria entre o Palmeiras e a multinacional italiana Parmalat começou em 1992 e transformou o clube em uma potência continental. Durante oito anos, o Verdão acumulou títulos nacionais, estaduais e internacionais com um elenco que chegou a fornecer mais de oito jogadores para a Seleção Brasileira ao mesmo tempo.
O Palmeiras daquela época ganhou Campeonatos Brasileiros, Paulistas, uma Copa do Brasil, uma Copa Libertadores e uma Copa Mercosul — além de ter disputado o Mundial de Clubes de 1999. Era um projeto de clube-empresa avant la lettre, que redefiniu os padrões de profissionalismo no futebol brasileiro.
O título de 1998 foi o 14.º do clube na Era Parmalat e chegou num momento em que o elenco atingia sua maturidade coletiva. Os jogadores que venceram o Cruzeiro em maio de 1998 seriam praticamente os mesmos que ergueriam a taça da Libertadores em julho de 1999. A Copa do Brasil foi, nesse sentido, a cerimônia final de um processo de amadurecimento que culminaria na maior conquista da história palmeirense.
Não foi uma coincidência. Foi uma construção. E, se você quiser saber mais sobre a ampla e gloriosa história do Palmeiras, visite a Enciclopédia Alviverde.
🏆 Campeão
Palmeiras — Percurso Copa do Brasil 1998
Técnico: Luiz Felipe Scolari · 12 jogos · Primeiro título do Verdão na Copa do Brasil
12 Jogos
6 Vitórias
4 Empates
2 Derrotas
21 Gols Pró
8 Gols Contra
5 Paulo Nunes (artilheiro)
* Oitavas (vs. Botafogo) e semifinal (vs. Santos) decididas pelo critério do gol fora de casa. Fonte: CBF / Wikipedia.
Classificação nas oitavas e na semifinal pelo critério de gol fora de casa.
O Palmeiras conquistou a Copa do Brasil em 30 de maio de 1998, após vencer o Cruzeiro por 2 a 0 no Estádio do Morumbi, em São Paulo. No agregado das duas finais, o placar foi de 2 a 1 para o Alviverde.
Paulo Nunes marcou o primeiro gol aos 12 minutos do primeiro tempo, e Oséas anotou o segundo aos 44 minutos do segundo tempo — o gol que garantiu o título.
Paulo Nunes foi o maior goleador do Palmeiras na competição, com cinco gols marcados ao longo da campanha.
Luiz Felipe Scolari, o Felipão, comandava o Palmeiras. Ele havia chegado ao clube vindo do futebol japonês e já era campeão da Libertadores pelo Grêmio em 1995.
O elenco que conquistou a Copa do Brasil em 1998 era praticamente o mesmo que venceu a Copa Libertadores em julho de 1999. O título nacional foi o amadurecimento final do grupo que faria história continental um ano depois.
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