Copa do Mundo 2026: o guia do torcedor — camisas, favoritos e o que esperar do Mundial mais ambicioso da história | OneFootball

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·12 May 2026

Copa do Mundo 2026: o guia do torcedor — camisas, favoritos e o que esperar do Mundial mais ambicioso da história

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Durante quase três décadas, a Copa do Mundo seguiu uma fórmula testada: 32 seleções, oito grupos, um país-sede e o mesmo ritmo familiar do mata-mata. Em 2026, esse modelo irá se transformar. O que vem no lugar é o torneio mais ambicioso, mais espalhado e mais imprevisível da história do futebol — uma Copa com 48 seleções, três países anfitriões e 104 jogos espalhados por mais de 40 dias.


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Para o torcedor brasileiro, é uma Copa do Mundo diferente em todos os sentidos. Mais oponentes, mais variáveis, mais camisas circulando, mais histórias começando. Vale entender o que muda em campo, fora dele e nas próprias camisas que vão entrar em campo entre junho e julho de 2026.

A Copa 2026 em números:

Uma Copa do Mundo diferente de tudo que veio antes

A Copa do Mundo de 2026 é a primeira sediada por três países simultaneamente. Os Estados Unidos ficam com a maior parte do torneio — 11 cidades-sede e 78 das 104 partidas. O México recebe três cidades e a abertura no histórico Estádio Azteca, palco das finais de 1970 e 1986. O Canadá entra com Toronto e Vancouver, recebendo jogos da fase de grupos e do início do mata-mata.

Três países, 16 cidades, 104 jogos

A escala muda tudo. São 16 cidades-sede, 11 fornecedoras diferentes de material esportivo, seleções de seis confederações e um calendário que vai de 11 de junho a 19 de julho. A final acontece no MetLife Stadium, em East Rutherford (Nova Jersey), e a disputa de terceiro lugar fica em Miami.

Para a FIFA, são 40 dias de logística contínua entre três países, três fusos horários e capacidades de estádio que somam mais de 800 mil lugares. As seleções devem atuar, principalmente na fase de grupos, em estádios geograficamente próximos para reduzir deslocamentos longos. A entidade também garantiu três dias inteiros de descanso para as equipes antes de 103 das 104 partidas.

A primeira Copa do Mundo pós-regulamentação das bets no Brasil

Para o torcedor brasileiro, a Copa do Mundo de 2026 também será a primeira disputada inteiramente sob a vigência da Lei 14.790/2023, que regulamentou as apostas esportivas no país. As principais casas licenciadas pelo SPA/MF já têm mercados completos abertos para o Mundial, com odds para campeão, artilheiro, fase de grupos e jogo a jogo.

Para quem combina futebol com o lado dos mercados, o guia de apostas da Copa do Mundo 2026 reúne análises por seleção, mercados disponíveis e como funciona o ambiente regulamentado brasileiro durante o torneio.

Como vai funcionar o novo formato da Copa do Mundo 2026?

A maior mudança técnica está no formato. As 48 seleções foram divididas em 12 grupos de quatro equipes cada — quatro a mais que os oito grupos das edições anteriores.

12 grupos e a nova fase de 32 seleções

Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam direto, e mais oito terceiros colocados (os melhores no critério de desempate) também avançam.

Resultado: 32 seleções no mata-mata, e uma fase nova chamada oficialmente de Round of 32 (ou dezesseis-avos de final), que não existia no formato antigo.

Daí em diante, o caminho é familiar: oitavas, quartas, semifinais, decisão de terceiro lugar e final, todas em jogo único. A diferença é que cada equipe que chegar à decisão jogará oito partidas — uma a mais que nas Copas com 32 seleções.

Calendário e datas-chave

  • Fase de grupos: 11 a 27 de junho
  • Mata-mata: 29 de junho a 19 de julho
  • Final: 19 de julho, no MetLife Stadium

A FIFA estruturou a tabela em blocos regionais para reduzir deslocamentos longos: as seleções jogam, especialmente na fase de grupos, em estádios geograficamente próximos.

O Brasil no Grupo C

O sorteio aconteceu em 5 de dezembro de 2025 no Kennedy Center, em Washington, e definiu o caminho da Seleção:

A estreia da Seleção é em 13 de junho contra Marrocos, no MetLife Stadium — o mesmo estádio que receberá a final do torneio. Toda a fase de grupos do Brasil será disputada na costa leste dos Estados Unidos. A Seleção não joga no México nem no Canadá durante a primeira fase.

As camisas que vão definir a Copa do Mundo 2026

Aqui é onde o Mundial deste ano se diferencia de qualquer Copa anterior: serão 11 fornecedoras de material esportivo diferentes em campo, o maior número da história. Não é só uma curiosidade estatística — é o reflexo direto da expansão para 48 seleções, que abriu espaço para marcas que nunca tinham passado por uma Copa do Mundo.

Adidas, Nike e Puma — o pódio histórico

A liderança continua com as três grandes:

As três marcas seguem dominando o mercado e vestindo a maioria das potências, mas dividem o protagonismo visual com um número recorde de fornecedoras alternativas.

As marcas alternativas que estreiam no Mundial

Pelo menos sete fornecedoras alternativas terão presença em 2026, vestindo seleções que finalmente conquistaram vaga no Mundial expandido:

  • Marathon veste o Equador
  • Merooj chega ao Mundial com o Irã
  • Capelli Sport entra com Cabo Verde, que disputa sua primeira Copa
  • Saeta assina com o Haiti
  • Jako veste o Iraque
  • 7SABER (brasileira) veste o Uzbequistão — primeira presença de uma marca nacional brasileira em uma Copa

Para colecionadores, é um cenário único. Camisas de seleções pequenas, com fornecedoras pouco conhecidas globalmente e tiragens limitadas, podem se tornar peças raras imediatamente. O torcedor que costuma garantir camisas de estreia tem motivos extras para correr atrás dessas em 2026.

Brasil e Argentina — o peso da história

A camisa do Brasil, lançada pela Nike em março de 2026, recupera elementos clássicos do design canarinho com grafismos inspirados na bandeira nacional. O escudo e o logo da Nike vêm em aplicação bordada com acabamento em relevo, e o tecido usa a tecnologia Aero-FIT para ventilação em jogos de alta exigência.

A Argentina, defensora do título, mantém com a Adidas um contrato que vai até 2038 — um dos vínculos mais longos entre fornecedora e federação no futebol mundial. As camisas recentes da Albiceleste têm transformado a divulgação dos uniformes em quase um lançamento de moda, com peças reservas que já viraram itens de lifestyle.

A última Copa da Alemanha com a Adidas

A Alemanha disputa sua última Copa com a Adidas como fornecedora. A partir de 2027, a Tetracampeã passa a ser vestida pela Nike, encerrando uma das parcerias mais icônicas do futebol mundial.

Para colecionadores, a camisa alemã de 2026 é, simbolicamente, o fim de uma era. Vale como peça de coleção tanto pelo design quanto pelo simbolismo — é o último uniforme da seleção alemã com as três listras da Adidas.

As outras gigantes europeias

A França vestirá novamente a Nike, em uma camisa que vem confirmando a marca como uma das líderes de vendas globais entre seleções desde 2018. Sob comando da Nike, a Inglaterra também volta à Copa com seu padrão clássico, e a Holanda mantém o laranja característico em uma camisa que segue minimalista e direta.

Portugal segue com a Puma em um contrato de longa data, e o México mantém o vínculo com a Adidas, vestindo verde-bandeira na estreia em casa, no Estádio Azteca.

A diversidade visual da Copa de 2026 está praticamente garantida. Em campo, vão se alternar designs ousados, releituras clássicas, marcas globais e fornecedoras emergentes.

Os favoritos ao título — do hexa à zebra do milênio

Em campo, a expansão para 48 seleções aumenta o número de jogos, mas também o número de variáveis. Seleções emergentes ganham mais oportunidades de surpreender, e o formato de jogo único do mata-mata aumenta o peso de cada partida.

Os favoritos tradicionais

Entre os favoritos, alguns nomes se destacam:

  • Brasil — chega buscando o sexto título e o fim de uma seca que dura desde 2002. Geração nova chegando, cabeça de chave, sorteio considerado favorável no Grupo C.
  • Argentina — defesa do bicampeonato no que pode ser a última Copa de Lionel Messi como protagonista. A geração mantém o núcleo do Catar 2022.
  • França — finalista em 2018 e vice em 2022, segue como uma das forças mais consistentes da última década.
  • Espanha — chega com geração renovada e ciclo positivo na seleção.
  • Inglaterra — finalmente parece convergir para uma campanha que faça jus aos talentos individuais.

Alemanha, Portugal e Holanda entram como apostas tradicionais que sempre podem complicar o caminho dos favoritos.

O fator zebra no novo formato

O novo formato também aumenta as chances de zebras. Com mais grupos e mais jogos, basta uma campanha consistente em quatro partidas para uma seleção menor virar protagonista.

Em Copas anteriores, o Marrocos chegou às semifinais em 2022, a Croácia foi vice em 2018 e em 2022, e seleções como Coreia do Sul e Costa Rica protagonizaram campanhas históricas no passado. Em 2026, com mais espaço no chaveamento e oito terceiros colocados se classificando, esse tipo de história tem ainda mais chance de se repetir.

A camisa como termômetro do Mundial

Poucos objetos refletem tão bem o estado de uma Copa do Mundo quanto as camisas que entram em campo.

Em 1994, foram os designs ousados de uma era em que a Adidas dominava sozinha. Em 2002, a globalização já deixava sua marca, com as camisas de Coreia e Japão entrando em circulação fora do continente.

Em 2014, o Brasil viu seus uniformes vestindo torcedores de qualquer país. Em 2018 e 2022, fornecedoras como Hummel, New Balance e Marathon começaram a furar a bolha das três grandes.

Em 2026, com 11 fornecedoras diferentes, 48 seleções e três países sediando, a camisa volta a ser o registro mais democrático do futebol mundial. Cada modelo conta uma história diferente — sobre identidade nacional, sobre design, sobre mercado, sobre um futebol que continua se expandindo enquanto se mantém o esporte mais coletivo do planeta.

Os próximos meses prometem ser de pré-Copa intenso, com lançamentos, vazamentos, debates sobre design e expectativa crescendo a cada amistoso. A bola só rola em 11 de junho, mas a Copa de 2026 já começou — bordada nos uniformes que estão sendo apresentados, um por um, pelas seleções classificadas.

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