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·6 June 2026

Copa do Mundo. Dia 5. A vantagem de viajar de ônibus pelos EUA

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A imprensa que cobre a Seleção já começou a se deslocar a Cleveland, onde o Brasil enfrenta o Egito, no sábado (6), no último amistoso antes da estreia da equipe verde e amarela nesta edição da Copa do Mundo. De acordo com os números do Instituto Léo Pereira de Matemática e Análises, 80% dos profissionais seguiram para Ohio pela malha aérea norte-americana. Os jatinhos começaram, então, a decolar dos aeroportos de Nova York e Nova Jersey nesta sexta-feira (5). Há quem encontrará a equipe de Carlo Ancelotti direto, sem passar por Morristown e Basking Ridge. Os cálculos também apontam que 15% dos jornalistas viajarão em carros alugados. Os outros 5% da pesquisa correspondem à equipe de reportagem do Jogada10, que, na contramão dos colegas, chegará a Ohio de ônibus.

Passar a madrugada na estrada é um dos grandes deleites na vida de um easy rider. Primeiro, porque é a chance de apreciar as estradas dos Estados Unidos. Elas sempre despertaram curiosidade com seus road movies, como “Natureza Selvagem”, de Sean Penn, e canções, como “Born To Be Wild”, da banda Steppenwolf. Segundo, pela chance de se voltar a si mesmo, durante algumas horas, em meio a um frenesi da Copa do Mundo. Por fim, pela oportunidade única de mergulhar no inconsciente e acordar em um novo destino. Afinal, mover-se de uma cidade a outra de ônibus é sempre a melhor opção para quem não dirige. Um voo é rápido demais para novas reflexões filosóficas.


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Por conta da ocasião, é apenas uma amostra de uma jornada que todo viajante sonha. Cruzar o país de leste a oeste. De Nova York a Seattle, passando, assim, por rodoviárias, lanchonetes no meio do nada e estações de serviço.

Na vanguarda da cobertura da Seleção Brasileira, o J10 vai nadando contra a corrente, fugindo do óbvio e galgando novos parâmetros ao viajar pelos Estados Unidos das três formas possíveis: avião, trem e ônibus. A experiência antropológica está, desse modo, completa na terra do blues e do jazz. Agora é desbravar Cleveland, um lugar inédito na vida do cronista. São, aliás, 16 horas, contando a ida e a volta.

*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.

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