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·1 February 2026
Corinthians luta, mas não segura pressão e perde Mundial Feminino para o Arsenal na prorrogação

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O Corinthians lutou, foi valente, não conseguiu impedir a imposição do Arsenal na grande decisão do Mundial Feminino em Londres. Com a bola rolando, as Brabas saíram atrás, foram buscar o empate duas vezes, incluindo nos acréscimos da partida, mas as inglesas venceram na prorrogação 3 a 2.
Além da conquista do primeiro mundial feminino organizado pela Fifa, o Arsenal também garantiu a bagatela de 2,3 milhões de dólares (cerca de R$ 11,9 milhões na cotação atual) pelo título, enquanto o vice-campeão Corinthians fica com 1 milhão de dólares (cerca de R$ 5,2 milhões).
Diante de um time mais forte fisicamente e em meio de temporada, o Corinthians, fazendo apenas seu segundo jogo no ano, precisou superar seus limites para se manter vivo na grande decisão.
Jogando em casa, o Arsenal controlou o jogo, ficou com a bola na maior parte do tempo e abriu o placar logo aos 15 minutos, quando Smith aproveitou rebote na área e completou para o fundo das redes.
Apesar de todo cenário adverso, as Brabas do Timão não se entregaram e, com muita raça e disposição, foram buscar uma resposta contundente pouco tempo depois.
Primeiro com Duda Sampaio, que acertou o travessão em chute de fora. E depois com a grande Gabi Zanotti, que aproveitou cobrança de escanteio da direita e testou firme para o gol. A goleira Borbe fez a defesa, mas a bola ultrapassou a linha: 1 a 1. Na sequência, as inglesas pressionaram, mas Lelê segurou as pontas. E o empate.
No segundo tempo, o panorama foi praticamente o mesmo. Mais inteiro no jogo, o Arsenal partiu para pressão, subiu suas linhas de marcação e criou muita dificuldade para construção de jogo do Corinthians.
A blitz londrina surtiu efeito aos 13 minutos. Após bom cruzamento da direita, Wubben-Moy subiu mais que a defesa aurinegra e testou no cantinho, sem chances para Lelê.
Mais uma vez em dificuldade, o Timão buscou o desafogo com Jhonson, que teve uma chance cristalina após receber lançamento de Duda Sampaio, mas parou em grande intervenção da goleira Anneke Borbe.
O Arsenal deu o troco minutos depois, chegou a acertar o travessão e passou a controlar a reta final, dando a entender que o resultado estava definido em Londres. O problema é que era o Corinthians quem estava do outro lado. Sem se entregar em nenhum momento, o Alvinegro do Parque São Jorge foi buscar o que parecia improvável e empatou a partida.
Já no fim dos acréscimos, o VAR flagrou um contato faltoso de McCabe em Robledo na área e a arbitragem assinalou o pênalti. Na cobrança, Vic Albuquerque, maior artilheira da história do clube, foi na segurança, bateu no meio do gol e sacramentou o empate, levando a decisão para prorrogação.
Embaladas pelo gol no fim, as Brabas foram mais agressivas no início da prorrogação e chegaram a assustar nos primeiros minutos em cabeçada de Vic Albuquerque defendida por Borbe.
Na sequência, porém, o Arsenal voltou a acelerar e chegou ao terceiro gol ainda antes do intervalo do tempo extra. Após bobeada de Duda Sampaio no meio, Foord recebeu na esquerda e bateu rasteiro, entre a Lelê e a trave: 3 a 2.
As inglesas ainda tiveram uma grande chance de marcar o quarto com Foord na segunda etapa, mas Lelê fez grande defesa. Na reta final, o Arsenal ainda perdeu a goleira Borbe, que levou a pior em dividida com Jhonson, e foi só. O jogo foi encerrado e o clube londrino garantiu o título do Mundial Feminino.








































