Central do Timão
·20 June 2026
Corinthians prepara homenagem a prefeito de Nova York após declarações sobre a Democracia Corinthiana

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·20 June 2026

O Corinthians prepara uma homenagem ao prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, em reconhecimento às recentes declarações do político sobre a história da Democracia Corinthiana e a trajetória de Sócrates, um dos maiores ídolos da história do clube.
A ação está prevista neste sábado (20), e contará com a participação de Walter Casagrande, ex-jogador do Corinthians e um dos protagonistas do movimento nos anos 1980. A informação foi divulgada pela GloboNews.

Foto: Divulgação/Corinthians)
Inicialmente, o clube buscava contato com Mamdani por meio do Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores do Brasil. No entanto, a aproximação passou a ser conduzida com o auxílio de Casagrande, que está em Nova York acompanhando a Copa do Mundo de 2026 e tem uma reunião marcada com o prefeito para tratar de possíveis projetos de intercâmbio esportivo e social entre Brasil e Estados Unidos.
Durante o encontro, o Corinthians entregará dois símbolos de reconhecimento. Um deles será uma camisa em homenagem a Sócrates, enquanto o outro será uma placa de agradecimento pela valorização internacional da história do clube e da Democracia Corinthiana.
A mensagem presente na homenagem destaca a importância do movimento criado no Parque São Jorge entre 1982 e 1984, ressaltando o papel da Democracia Corinthiana como um exemplo de participação coletiva dentro do futebol. O texto também faz referência a um dos cânticos tradicionais da torcida alvinegra, encerrando com a frase: “Vai Nova York, Vai Corinthians”.
A homenagem acontece após Mamdani citar o Corinthians e Sócrates durante uma edição do programa “The Morning Pitch”, divulgado pelas redes sociais da prefeitura de Nova York em 12 de junho. O conteúdo, apresentado pelo próprio prefeito, costuma abordar temas ligados à cidade, mas aproveitou a proximidade da Copa do Mundo de 2026 para discutir a relação entre futebol, sociedade e política.
Na ocasião, Mamdani relembrou a trajetória de Sócrates, capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982 e jogador do Corinthians entre 1978 e 1984. O prefeito destacou a atuação do ex-meia durante um período marcado pela ditadura militar brasileira e apontou o papel do ídolo alvinegro na defesa da democracia.
“Eu tenho pensado ultimamente sobre Sócrates, não o antigo filósofo grego, mas o maestro do meio-campo brasileiro. Sócrates jogou pelo Brasil nos anos 1970 e 80, incluindo a Copa do Mundo de 1982, onde capitaneou a seleção. Estes foram anos difíceis no Brasil. Uma junta militar repressiva governava o país, impondo seu domínio pela força”, afirmou.
Em outro trecho, Mamdani destacou a criação da Democracia Corinthiana e explicou como o movimento buscava estabelecer uma participação mais igualitária dentro do clube, independentemente da função exercida pelos integrantes.
“No Corinthians, o clube que capitaneou, Sócrates e seus companheiros participaram do que os brasileiros comuns sonhavam: democracia. Eles começaram um experimento em autogoverno chamado Democracia Corinthiana. Quer você fosse o centroavante estrela ou trabalhasse na lavanderia, você tinha um voto”, declarou.
O prefeito também relembrou um dos momentos mais marcantes protagonizados por Sócrates, quando jogadores do Corinthians entraram em campo utilizando faixas com a frase “Eu quero votar para presidente”, em referência ao movimento pelas eleições diretas no Brasil.
“E enquanto a ditadura militar torturava e assassinava seus cidadãos, Sócrates liderou os jogadores para o campo, usando jaquetas com as palavras ‘Eu quero votar para presidente’ nas costas. Conforme nos preparamos para celebrar a Copa do Mundo aqui em Nova York, estamos celebrando um esporte que deu a milhões de pessoas em todo o mundo, tantos pobres e esquecidos, um senso de pertencimento, uma conexão com seu vizinho, um sentimento de solidariedade compartilhada. O futebol criou movimentos, ajudou a derrubar ditadores, e por 90 minutos de cada vez, não apenas nos permitiu esquecer nossos problemas, mas encontrar maneiras de superá-los. Que belo jogo”, concluiu.
A iniciativa reforça a projeção internacional da Democracia Corinthiana, movimento que marcou a história do clube durante os últimos anos da ditadura militar brasileira e contou com nomes como Sócrates, Wladimir e Casagrande, além do diretor de futebol Adílson Monteiro Alves.
A trajetória do movimento também será retratada em uma série produzida pela HBO. A produção terá oito episódios e abordará os acontecimentos no Parque São Jorge, além das histórias dos principais personagens envolvidos na construção da Democracia Corinthiana.







































