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·1 August 2026

Crónica e notas: Man. City 1-1 (1-3 pen.) Inter (pré-época)

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A era de Enzo Maresca no Manchester City começou com uma derrota tangencial no desempate por penáltis frente ao Inter Milão, perante 42.286 adeptos no Kai Tak Stadium, em Hong Kong, no sábado.

As duas equipas, que se encontraram de forma memorável na final da Liga dos Campeões de 2023, estavam empatadas 1-1 após os 90 minutos, antes de os italianos de Cristian Chivu levarem a melhor no desempate por 3-1 para conquistarem o Troféu Asahi Super Dry, naquele que acabou por ser um arranque competitivo e, em grande medida, encorajador para o novo treinador do City.


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O jogo ganhou vida ao minuto 14, quando Antoine Semenyo arrancou pela ala esquerda e assistiu Divin Mubama, que finalizou de perto para dar aos mancunianos uma vantagem madrugadora.

Semenyo foi o jogador em maior destaque no primeiro período – esteve agonizantemente perto de aumentar a vantagem instantes depois, passando por vários defesas do Inter antes de Josep Martinez se esticar bem para negar o internacional ganês com a perna esquerda.

A vantagem do City durou pouco, no entanto. Apenas alguns minutos após o remate bloqueado de Semenyo, os campeões da Serie A chegaram ao empate quando um cruzamento de Jamal Iddrissou passou pela linha defensiva do City e sobrou para Benjamin Pavard, que rematou certeiro da entrada da área.

Apesar das alterações em massa ao intervalo, a segunda parte trouxe mais motivos para optimismo. Vitor Reis atirou à barra, e o extremo adolescente Ryan McAidoo, um dos jogadores mais entusiasmantes da noite, acertou no poste de fora da área antes de ver uma recarga passar a rasar o poste mais distante, numa fase em que o City pressionava em busca do golo decisivo.

Como as equipas não conseguiram desfazer a igualdade, o desempate por penáltis foi decisivo. Rayan Ait-Nouri, Abdukodir Khusanov e Nico Gonzalez falharam as suas conversões, com apenas Claudio Echeverri a marcar, entregando o troféu ao Inter num contexto de pré-temporada que, no fim de contas, pouco significava.

A equipa de Maresca segue agora para Seul, onde a esperam particulares frente a uma selecção de estrelas da K-League e ao Atlético de Madrid.

Eis como se saíram os jogadores do Manchester City no primeiro jogo da era Maresca.

Onze inicial

Gianluigi Donnarumma – 6/10

Teve alguns momentos de instabilidade na primeira parte e, embora tenha feito as defesas quando foi chamado a intervir, mostrou-se nervoso com a bola nos primeiros 45 minutos.

Rico Lewis – 5,5/10

Não foi uma das suas melhores exibições com a camisola do Manchester City, não conseguindo travar Dimarco e os jogadores do lado esquerdo do Inter.

Abdukodir Khusanov – 7/10

Fez uma série de desarmes cruciais, foi intenso nos duelos e é um sério candidato a começar a época como defesa-central de primeira escolha.

Josko Gvardiol – 7/10

Tal como Khusanov, travou o Inter por várias vezes nos 10 minutos iniciais e colocou várias bolas no meio-campo para fazer o City subir no terreno.

Stephen Mfuni – 6/10

Pareceu desconfortável a defender, mas ofereceu algo na linha de Nico O’Reilly no momento ofensivo, ligando-se bem com Antoine Semenyo.

Mateo Kovacic – 6/10

Não conseguiu comandar o jogo num trio de meio-campo demasiado fácil de ultrapassar para o Inter.

Tijjani Reijnders – 6/10

Não representou verdadeira ameaça ofensiva e também não se destacou a defender, numa prestação muito mediana de um jogador que precisa de mostrar a Maresca o que vale na pré-temporada, no meio de conversas sobre uma possível saída.

Phil Foden – 6/10

Foi fortemente marcado pelo Inter e teve pouco espaço para sacar magia, precisando de subir o nível nos particulares em Seul, porque Maresca quer desbloquear a melhor versão de Foden.

Savinho – 6,5/10

Brilhou na ala direita num ataque renovado do City e, embora queira juntar-se ao Tottenham no que resta da janela de transferências, quanto mais continuar a impressionar mais os Spurs vão querer pagar o dinheiro e levá-lo para o norte de Londres.

Divin Mubama – 7/10

Estava no sítio certo à hora certa no lance do primeiro golo e esteve bem a ligar o jogo e a envolver os médios, baixando no terreno e atraindo defesas, podendo sair de cabeça erguida após esta exibição. Foi o primeiro marcador da era Maresca no Etihad Stadium.

Antoine Semenyo – 8/10 (POTM)

Simplesmente extraordinário, não são precisas mais palavras.

Suplentes

Max Alleyne – 6/10

Nico Gonzalez – 6/10

Vitor Reis – 6,5/10

Ryan McAidoo – 7/10

Rayan Ait-Nouri – 6,5/10

Kaden Braithwaite – 6/10

Claudio Echeverri – 6,5/10

Mahamadou Sangaré – 6,5/10

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