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·9 March 2026
Cruzeiro-Atlético Mineiro está longe do recorde: eis o jogo com mais expulsões de sempre

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·9 March 2026

O Cruzeiro conquistou o Campeonato Mineiro neste domingo, após vencer o rival Atlético Mineiro por 1-0. Contudo, a partida ficou marcada pela autêntica batalha campal que ocorreu na reta final.
Num dos últimos lances do jogo - a segundos do apito final -, um desentendimento entre Christian e Everson gerou uma confusão generalizada, com vários jogadores - e equipas técnicas - de ambos os lados a envolverem-se em confrontos físicos.
O jogo acabou por ser interrompido durante cerca de dez minutos e o árbitro não poupou nas sanções: ao todo, foram exibidos 23 cartões vermelhos. Assim, terminou uma das finais mais violentas dos últimos anos, que se tornou no jogo com mais expulsões na história do futebol brasileiro.
No entanto, e depois de algum burburinho, o próprio Guinness World Records veio a público esclarecer que o recorde mundial continua intacto - e por muito...
No dia 27 de fevereiro de 2011, o Claypole recebeu e venceu o Victoriano Arenas por 2-0, no Estádio Rodolfo Vicente Capocasa, em jogo a contar para a jornada 23 da quinta divisão do futebol argentino.
À primeira vista, um jogo normal e sem grandes motivos de interesse, mas a verdade é que a narrativa fugiu completamente ao guião. Apesar de ter sido um embate entre duas equipas que não tinham qualquer rivalidade histórica, a partida foi intensa e ficou marcada por entradas duras e sucessivos confrontos físicos.
Uma discussão a meio-campo foi o que bastou para incendiar totalmente e, consequentemente, desencadear atos sucessivos de pancadaria, que se estenderam para fora do campo e obrigaram à intervenção da polícia local.
As cenas de violência levaram a que Damián Rubino aplicasse mão pesada. O árbitro não foi de modas e expulsou nada mais nada menos do que os 36 atletas relacionados na ficha de jogo. Por outras palavras, os 11 jogadores de cada equipa, bem como os sete elementos do banco de suplentes, foram admoestados com o cartão vermelho.
No entanto, o facto só foi conhecido quando foi divulgado o relatório do encontro, com o juiz a justificar a ação com os «confrontos gerais».
Ainda assim, a Federação procurou logo tentar reverter esta decisão, com receio de que se abrisse um «precedente grave».
No dia seguinte, o árbitro e os seus assistentes, Lucas Quito Vinas e Nicolás Sande, reuniram-se com membros do Tribunal Disciplinar da AFA para uma revisão dos acontecimentos.
Após o trabalho de apuramento, verificou-se que não mais do que cinco jogadores participaram na luta. Com isso, o número de expulsões baixou de forma considerável. No final, apenas sete futebolistas continuaram suspensos: três do Claypole e quatro do Victoriano Arenas.
Apesar deste ‘volte-face’, o árbitro não se livrou das críticas, principalmente dos intervenientes dos dois emblemas envolvidos.
«Nem todos tiveram culpa, é uma estupidez o que estão a fazer. Havia mais jogadores a tentar separar do que a lutar e muitos nem se intrometeram», afirmou o técnico do Claypole, Sergio Micieli, na altura, em declarações ao Diario del Sur.
Já o presidente do Victoriano Arenas, Domingo Sganga, não foi meigo nas palavras: «O árbitro ficou com medo e foi para um canto. Tive de pedir aos polícias que mandassem os jogadores para os balneários porque senão iam-se matar. Ele lavou as mãos. Deixou todos os meus jogadores suspensos e agora não tenho equipa para jogar. Se ele não soube definir quem bateu em quem, não poderia ter expulsado ninguém», concluiu.
Veja o resumo e os atos violentos do jogo em questão:









































