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·18 June 2026

Danilo, do Flamengo, debocha de críticos em entrevista: “Não sei de onde tiraram isso”

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Veja como foi a entrevista de Danilo nesta quarta-feira (17)


Quem não gosta do Flamengo costuma ironizar a convocação de Danilo para a Copa do Mundo. No entanto, o herói do tetra da Libertadores entrou no intervalo contra o Marrocos e melhorou o sistema defensivo do Brasil. Questionado sobre a questão física, o rubro-negro garantiu que está bem, mesmo aos 34 anos, e rebateu os ‘haters’.

Desde o tempo de Manchester City (ING), sempre digo que se você precisar de um lateral que faça o corredor e dê profundidade todo o tempo, eu não serviria. Mas se precisar de um jogador que vai entender os momentos e encurtar as distâncias, eu sirvo e bastante —, iniciou Danilo.


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Mas não pela idade e meu hipotético momento físico, que tiraram isso não sei de onde (risos), eu sempre fui esse jogador. O Mister é muito atento a isso, ele monta bem as estratégias. Eu me arrisquei no ataque uma vez ou outra como nos velhos tempos —, disse o lateral e zagueiro.

RESERVA OU TITULAR?

Reserva na estreia do Brasil na Copa do Mundo, Danilo entrou no intervalo contra o Marrocos. Pela boa atuação, o jogador do Flamengo deve ser ‘promovido’ ao time titular nesta sexta-feira (19), diante do Haiti. Aos ser perguntado sobre o tema, o zagueiro comentou que todo o elenco tem o mesmo nível de importância.

Outro dia falei que não existia reserva e titular. Talvez tenha me expressado mal. Todo time tem um núcleo duro, onde existem seis, oito que jogam sempre. E cinco que estão na rotação dependendo da estratégia. A estratégia muda de acordo com o adversário. O que aconteceu no último jogo (escalação sair em cima da hora contra Marrocos) teve uma importância exagerada —, falou.

É natural. Hoje temos um time 80% definido que vai jogar sexta. E três ou quatro ainda não se sabe, seja por questão tática, por mania do treinador (por exemplo). Algumas escolhas não têm explicação, vai do técnico. Se o treinador falar que vou jogar hoje, amanhã ou uma hora antes a minha preparação vai ser a mesma. Posso falar isso para todos? Não —, pontuou Danilo.

O QUE MAIS DANILO FALOU NA COLETIVA?

Na antevéspera de Brasil e Haiti, Danilo falou sobre outros temas. O zagueiro do Flamengo comentou sobre o momento de Endrick, da situação da Seleção Brasileira e o espírito de liderança perante o grupo. Veja as outras falas do atleta.

ENDRICK Endrick é uma joia rara do futebol brasileiro. É um jogador de potência, de poder de decisão, estrela. Queremos tê-lo perto, hoje no treino ele fez gol. Ontem ele deu um chute no Nannetti (goleiro da base do Flamengo) e quase tirou o moleque do treino. É tudo que queremos ter. Queremos que ele tenha o maior protagonismo. Para mim, Casemiro, Neymar… É a nossa última chance, a Seleção vai continuar com essa galera. O que pudermos fazer para que ele se sintam importantes, nós faremos. No último jogo ele não entrou por decisão do Mister, é um jogador que vai ser importante. JOGO COM MARROCOS A melhor forma de crescer é encarar tudo com clareza. Temos que ter certeza que aquele primeiro tempo foi totalmente aquém das nossas capacidades. A não criação de uma identidade e trocas constantes (na CBF, de treinadores) têm influência na ansiedade (demonstrada no jogo). Quando se tem algo coeso, você se agarra naquilo quando tudo fica difícil. Isso é uma coisa que não conseguimos construir. Depois do jogo contra a França, falei a todos que não tínhamos a mesma maturidade deles, da Argentina. O que não quer dizer que não podemos chegar longe. Temos que usar outros mecanismos. Talvez não pressionar tão alto, abrir mão da posse de bola e o comando do jogo seja do adversário. Isso é maturidade. Temos Raphinha, Vini, Endrick, Rayan… Na hora da brecha, temos gente para fazer gol. Vamos sofrer, sim, mas na hora de fazer vamos colocar a bola para dentro e segurar o resultado com a vida. LÍDER OU SEGUNDO Diferença faz porque quando você está em uma fase com três adversários você quer ganhar deles e ser o melhor. Esse é o nosso objetivo. Tem questões de logísticas, viagens curtas. Essa é uma opinião minha, mas acho que é do grupo inteiro. Se tiver que passar em segundo, mas ter um final feliz, que seja. Melhor a conexão entre a gente, evoluir… E aí os adversários e logística ficam em segundo plano. COMPARAÇÃO COM OUTRAS SELEÇÕES As outras seleções melhoraram muito. A maneira de formar jogadores e formar equipes evoluiu de uma maneira que todos ficaram iguais, seja em seleções ou clubes. A diferença entre ganhar, empatar e perder é curta. O Brasil sempre estará na primeira fileira, só se a gente for muito amador na maneira de conduzir jogadores, é muita gente nascendo todos os dias com qualidade. Temos muita gente boa. O Brasil não mudou de patamar. Isso não foi construído por mim, tem uma galera atrás que precisa ser respeitada. Temos que honrar isso. Temos que ter espírito de sacrifício para colocar mais uma estrela no peito. CRÍTICAS À CBF Sempre fui um grande crítico de desorganização. Já tive alguns debates com o Rodrigo Caetano. Tenho que reconhecer que o trabalho do pessoal que assumiu a CBF trouxe tranquilidade maior com coisas que o atleta não tem que lidar. Hoje existe planejamento e organização que é das melhores que já tive aqui dentro. Vai ter benefício a curto prazo, nessa Copa do Mundo, e a médio e longo prazo vai dar para criar identidade com os jogadores que estiverem nas categorias de base para criarem identidade. Eu acredito muito que faremos uma Copa bonita, mas esse direcionamento trará bons frutos a médio prazo, mas temos que ter a resiliência de esperar os processos, o que nem sempre é fácil. EXPECTATIVA X FRUSTRAÇÃO Assustou (o primeiro tempo). Existia muita expectativa interna em fazer um jogo grande, de domínio, de pressão a todo tempo. Quando acontece o contrário, com o adversário tendo várias ocasiões, não é fácil de gerir. Quando eu estava fora, meu papel era tentar um contraponto. Achar um equilíbrio. Não vamos sair de um momento levando pancada direto para atacar, é o equilíbrio primeiro. Estávamos desequilibrado tática e emocionalmente. Primeira coisa foi trazer essa calma no vestiário. Muitas vezes correr menos não quer dizer que não há entrega, mas que há mais calma. O segundo tempo não foi excepcional, mas tivemos mais calma. É normal que haja mais confiança. A gente conversou muito, talvez até demais. A confiança era muito alta, mas sempre falamos de forma propositiva. No final, conta o que é o resultado. Se jogarmos bem a chance de ganhar é sempre grande. FAMÍLIA É importante encontrar o equilíbrio para fugir da tensão do jogo, da preparação e dos treinos. O comum é trabalhar e ir para casa. Para minimizar isso é estar junto aqui no hotel, a sala de jogos, nos encontramos muito na fisioterapia para fazer tratamento. A gente procura dar uma suavizada para que as coisas em campo fiquem de uma maneira melhor. Cada um gosta de uma coisa. Sou mais do videogame, outros gostam de cartas, é muita energia guardada. Óbvio que experiência conta, mas Copa do Mundo é todo mundo com energia à flor da pele. A ansiedade existe sempre. A família é algo muito importante, é a base para cada ser humano, mas nem eles sabem o peso de representar a Seleção em uma Copa, mas não se pode exagerar. Até para a nossa família é tudo festa. Comemoração é quando se ganha o jogo, antes disso é só preparação.

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