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·29 January 2026
Das dificuldades em Nice a <i>sombra</i> de Samu no FC Porto: conheça Terem Moffi

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·29 January 2026

O FC Porto está muito perto de garantir mais um reforço para a frente de ataque. Segundo apurou o zerozero, Terem Moffi vai ser oficializado esta sexta-feira como o novo ponta-de-lança dos azuis e brancos.
Com a lesão prolongada de Luuk de Jong - que não volta a jogar esta época -, os dragões estavam no mercado por uma terceira alternativa à posição mais adiantada do terreno. O internacional nigeriano vai juntar-se a Samu e Deniz Gul como opções para Francesco Farioli.
Atualmente no momento mais difícil da carreira, o avançado chega proveniente do Nice para se reencontrar com o técnico italiano, com o objetivo de ajudar a equipa portuense e de redescobrir o seu futebol.
Nascido a 25 de maio de 1999, em Calabar, na Nigéria, Terem Moffi é um avançado de 26 anos que despontou no futebol francês. Curiosamente, iniciou a carreira na Europa e num campeonato mais periférico, atuando no Zalgiris Kaunas e no FK Riteriai, da Lituânia. Os 21 golos em dois anos deram que falar e levaram o avançado para o Kortrijk, da Bélgica. Aí, não se destacou tanto, mas isso não impediu que o Lorient visse as suas qualidades e desembolsasse oito milhões de euros pelo seu passe.
Foi já no clube francês que evoluiu e que começou a mostrar alguma veia goleadora, tendo faturado por 35 vezes em 90 partidas disputadas. O Nice mostrou-se atento e, depois de um empréstimo com opção de compra em 2022/23, investiu 25 milhões de euros na sua contratação. O início foi prometedor, mas alguns contratempos nas últimas duas épocas acabaram por manchar um pouco a passagem pelos aiglons.
Não obstante, Moffi destaca-se ainda pela capacidade física e porte atlético avantajado. Com quase 1,90m de altura, torna-se logo em mais uma ameaça para o jogo aéreo portista, que tem dado cartas nesta época. Apesar disso, é rápido e mostra qualidade nas movimentações sem bola.
Não sendo um primor técnico, consegue associar-se com os colegas no jogo interior, seja a segurar a bola de costas ou ao primeiro toque. O facto de ser canhoto adiciona diversidade ao ataque dos azuis e brancos, sobretudo na forma como define dentro da área e ataca os espaços.
Comparando com as duas opções atuais para a frente de ataque portista, Moffi apresenta um perfil mais semelhante ao de Samu, mas com mais capacidade na criação - diga-se que o espanhol evoluiu muito nesse aspeto.
Isso foi visível na sua aventura com o técnico italiano ao serviço do Nice, que coincidiu com uma das suas melhores épocas na carreira, num contexto que beneficiou ambas as partes, com Moffi a crescer num modelo que potenciava as suas características e Farioli a tirar rendimento máximo do avançado nigeriano.
Como já referido, os últimos dois anos não foram nada fáceis para o internacional nigeriano. Durante a pré-época de preparação para a temporada 24/25, Moffi sofreu uma rotura dos ligamentos cruzados do joelho, durante o estágio na Áustria.
O avançado ficou de fora por vários meses, tendo regressado só no final dessa época, onde ainda apontou um golo em cinco jogos. Foi a tempo, de uma maneira ou de outra, de contribuir para que o Nice terminasse no quarto lugar da Ligue 1 e em zona de playoff de acesso à Liga dos Campeões.
O ponta de lança recuperou a titularidade este ano, mas não evitou a eliminação da liga milionária perante o Benfica. Diga-se, contudo, que essa derrota foi o catalisador para o arranque desastroso do emblema de Nice. As várias derrotas no início desta época criaram um ambiente tóxico entre jogadores e adeptos, que culminou na agressão e em insultos racistas ao próprio nigeriano.
O caso ocorreu após o desaire frente ao seu antigo clube, o Lorient, no final de novembro - três dias após ter visitado a sua nova casa, o Estádio do Dragão. Sem subir aos relvados desde aí e à procura de sair do clube francês, surge então a oportunidade de rumar a Portugal e trabalhar com uma cara que bem conhece.
A previsível apreensão dos aficionados pelos dragões é compreensível, uma vez que entramos na reta final da temporada e era importante um reforço com ritmo de jogo para atacar as frentes que restam. No entanto, é importante considerar que o contexto emocional é extremamente importante no rendimento dos atletas e nada melhor do que se juntar a um plantel que usa o termo Famiglia para mostrar essa união.
Nesse contexto, trabalhar novamente com Farioli, que conhece bem o seu estilo, poderá acelerar a adaptação, ao passo que privar com Pablo Rosario - com quem já jogou em França - no balneário, também ajudará nesse processo de recuperação.








































