Dia 5: Diomande volta a ser feliz nos EUA, onde chegou sozinho e cheio de sonhos aos 15 anos | OneFootball

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Zerozero

·15 June 2026

Dia 5: Diomande volta a ser feliz nos EUA, onde chegou sozinho e cheio de sonhos aos 15 anos

Article image:Dia 5: Diomande volta a ser feliz nos EUA, onde chegou sozinho e cheio de sonhos aos 15 anos

O «Cromo do Dia» é a rubrica diária dos jornalistas do zerozero durante o Mundial 2026. Há 39 para colecionar - um para cada dia deste que é o maior torneio de seleções de sempre -, no formato de um pequeno artigo centrado numa figura da atualidade ou do passado no Campeonato do Mundo.

O Costa do Marfim x Equador foi um dos grandes jogos deste Mundial até ao momento. Futebol de parada e resposta, oportunidades a granel e alguns dos jogadores mais entusiasmantes da competição. A estrela mais cintilante? Yan Diomande, MVP e candidato a ser o melhor jogador jovem deste Mundial.

Aos 19 anos, o jogador do RB Leipzig tem uma das ascensões mais impressionantes do desporto-rei no passado recente. Dos pelados de Abidjan para um centro de alto rendimento na Flórida. De um desconhecido da equipa secundária à estreia no Bernabéu. 


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Da poeira de Abidjan ao Santiago Bernabéu

Diomande nasceu em Abidjan, maior cidade da Costa do Marfim - mais de seis milhões de habitantes - no meio de poeira e pobreza. Saiu de casa para uma academia de futebol muito cedo, tudo graças a Bamba: um mentor que ofereceu as primeiras chuteiras e deixou Yan viver em sua casa.

Na Costa do Marfim, despontou na academia e isso valeu-lhe um trajeto invulgar. Aos 15 anos, Diomande mudou-se sozinho para os Estados Unidos da América, sem saber dizer uma palavra de inglês.

«Cheguei e só falava francês, todos os outros falavam inglês. Aprendi a falar bem em seis meses, sozinho com o Duolingo», assumiu o jogador em entrevista ao RB Leipzig.

A DME Academy - e a seleção jovem da Costa do Marfim - abriu-lhe as portas da Europa. Diomande não convenceu em testes na Escócia, no Chelsea, Crystal Palace e Bournemouth e até no Olympiakos. O Leganés acreditou no jogador, inicialmente para a equipa secundária.

Lesionou-se mal chegou a Espanha e chegou à equipa principal depois de... humilhar a equipa principal num jogo particular. «Jogámos contra a equipa B. Nem sabia que o Diomande estava lá, sabia quem era mas não conhecia. Começou o jogo e nas primeiras seis ações rebentou connosco. Disse ao José Capdevilla (treinador da equipa B) para o tirar senão iam-lhe bater. No dia seguinte treinou connosco», disse Borja Jiménez, treinador que o lançou no Leganés, no podcast LegaFantasy.

A estreia surgiu sem pressão... no Santiago Bernabéu. O resto é história: dez jogos pelo Leganés - praticamente descido de divisão -, 542 minutos, dois golos, duas assistências e uma mudança para terras germânicas. O RB Leipzig deixou 20 milhões de euros no clube espanhol e levou o marfinense.

Um pesadelo para os adversários

A sua primeira temporada completa já deixou água na boca: 13 golos e nove assistências no clube alemão, com apenas 19 anos, são números brutais.

A partir da esquerda ou da direita, o extremo consegue conciliar velocidade, capacidade técnica e uma decisão acima da média para um jogador da sua idade. Pode ir para dentro, para fora, servir os colegas ou bater na baliza.

Ter Yan Diomande pelo frente é sempre um desafio. Que o diga Hincapié, lateral esquerdo do Arsenal e do Equador, que passou uma tarde de pesadelo em Philadelphia. Diante da seleção sul-americana, Diomande não marcou nem assistiu mas proporcionou um espetáculo que lhe valeu o prémio de MVP da partida.

Os Estados Unidos já lhe mudaram a vida uma vez. Poderá ser a segunda?

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