Central do Timão
·31 May 2026
Emily Lima valoriza força coletiva do Corinthians após classificação no Dérbi e projeta sequência da temporada

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·31 May 2026

O Corinthians garantiu classificação para a próxima fase da Copa do Brasil Feminina ao vencer o Palmeiras por 1 x 0 na manhã deste sábado (30), no Allianz Parque. O gol de Gabi Zanotti nos minutos finais definiu o confronto único da terceira fase e manteve as Brabas vivas na competição nacional.
Após a partida, a técnica Emily Lima concedeu entrevista coletiva e destacou a atuação coletiva da equipe, avaliou o peso da vitória no Derby, comentou aspectos do desempenho dentro de campo e falou sobre o momento vivido pelo elenco alvinegro.

Foto: ©Rodrigo Gazzanel / Ag. Corinthians
Ao analisar a jogada que resultou no gol da classificação, a comandante corinthiana valorizou a movimentação de Gabi Zanotti e ressaltou a conexão demonstrada pelo grupo durante o clássico.
“A movimentação incrível da Zanotti, de trazer a zagueira para dentro e ocupar costas de zagueira para que ela perca referência, porque ela está olhando bola. Enfim, são coisas que muitas vezes o individual faz a diferença em um jogo como esse, mas não deixando de fortalecer hoje a coletividade e a conexão que existia entre o grupo de jogadoras, o grupo de staff. Enfim, jogadoras não relacionadas dentro do vestiário, assistindo o jogo. Então, eu acho que esse é um grupo onde a gente pode estar potencializando ainda mais e melhorando os detalhes que ainda a gente tem que ajustar”, disse.
Questionada sobre o impacto da classificação diante do rival e se o resultado fortalece o trabalho desenvolvido pela comissão técnica, Emily afirmou que mantém confiança no processo adotado desde sua chegada ao clube.
“Eu acho que o peso, eu tenho a cabeça muito tranquila, eu acredito muito em trabalho. Naquele momento lá da derrota na casa delas também, é um momento de muito aprendizado. Acredito que se a gente sai daquele jogo ali vitoriosa, muitas coisas a gente não ia conseguir detectar. Ganhar aqui é sempre bom para todo derby, ganhar um na casa do outro. A gente fortalece, sim, entende. Não foi a primeira vez, não foi a primeira vez. Isso faz parte já da história do Corinthians. Eu acho que a gente deixa isso para vocês avaliarem. A gente foca muito mais no trabalho e na sequência que a gente tem pela frente.”
A treinadora também apontou os aspectos que mais lhe agradaram e os que ainda precisam ser corrigidos após a vitória sobre o Palmeiras.
“Eu acho que o que me incomodou um pouco foi não ter tanto a bola como nós deveríamos, mas a gente conseguir reagir em cima disso. Eu não sei qual a palavra utilizar, se era nervosismo ou se… Eu não sei a palavra utilizar, mas a gente às vezes rifava situações. A gente entregava a bola para o adversário. A gente foi entrando no jogo, a gente foi diminuindo um pouco essa situação e com a marcação forte do Palmeiras e a transição, que é um ponto muito forte do Palmeiras, a gente sofria muito contra-ataque e tinha que correr para trás o tempo inteiro. Acredito que o que me agrada e o que me agradou foi esse trabalho coletivo que hoje existiu. E o trabalho coletivo vem das substituições. Você entrar num jogo de uma intensidade muito alta, pegando fogo.
Eu falei isso para a Vic. Você sabe como está a temperatura ali dentro. Então, é complicado para essas jogadoras entrarem, manter ou melhorar. Acredito que elas mantiveram essa energia, essa temperatura e logo a gente consegue definir o jogo aos 41 minutos, se não me engano, fazendo esse gol e depois ir jogando com a estratégia de tentar ficar com a bola, tentar ficar ao máximo com a bola no campo adversário, tentar matar jogo, tentar fazer falta, tentar parar o jogo para os minutos irem passando. Enfim, acho que agora elas desfrutaram um pouco. A gente vai entrar numa parada de descanso após essa próxima semana. As meninas já se apresentam na seleção. Eu acho que é isso, é desfrutar esse momento. Estamos aí líderes do Campeonato Brasileiro, classificação da Copa do Brasil. Eu acho que é descansar um pouco a parte mental mesmo, descansar e voltar a mil porque esse segundo semestre a gente vai ter o que falar ainda sobre o que a gente tem pela frente.”
Por fim, Emily Lima respondeu se considera que a vitória sobre o Palmeiras leva a sua assinatura e reforçou que vê o trabalho como uma construção coletiva baseada na identidade histórica do Corinthians.
Emily Lima: “Não é minha assinatura, eu trabalho coletivamente. Eu sou a cabeça no momento da derrota. Eu assumo essa responsabilidade. Eu acho que a cara do Corinthians é a cara da história que elas já construíram. Então a gente vem potencializando essa história. A gente não vai chegar aqui e falar que hoje o Corinthians joga de uma forma… O individual delas é muito forte e faz com que a gente possa potencializar o coletivo. Eu sempre falei desde a minha chegada que nós estamos chegando para ser facilitadoras do processo. E não solucionar nenhum tipo de problema ou alguma coisa desse tipo.
Ou mudar o Corinthians da forma de jogar. Eu acho que não. Eu acho que é facilitar individualmente para que a gente coletivamente possa tomar melhores decisões. É claro que o individual dessa equipe facilita muito o nosso trabalho. Então é muito mais a cara do Corinthians ser a cara do Corinthians e não ser a cara da Emily. Porque um dia a Emily vai embora e essa cara do Corinthians tem que continuar. E hoje eu acho que vocês que estão muito mais habituados a seguir Corinthians, hoje é a cara do Corinthians. Então eu tenho que entender onde eu estou e potencializar essa cara do Corinthians.”
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