Encaixotado, São Paulo não consegue nem atacar, cai para o Palmeiras e frusta o Morumbi lotado | OneFootball

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·22 March 2026

Encaixotado, São Paulo não consegue nem atacar, cai para o Palmeiras e frusta o Morumbi lotado

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O relógio marcava quase 70 minutos quando começo a escrever essas linhas e o São Paulo tinha dado apenas dois chutes a gol. Sim, isso mesmo, duas finalizações, ao passo que tinha exatamente o dobro de posse de bola do Palmeiras. E por incrível que pareça, terminou exatamente assim, com essas duas míseras finalizações, ambas no primeiro tempo, que não levaram nenhum tipo de perigo ao rival. Frustração para a torcida, engasgada com o arqui-inimigo, o grande jejum atual de vitórias contra eles e que esperava um time mais incisivo depois da eliminação na semifinal do Paulistão. E deu uma justa vaia aos protagonistas do espetáculo horroroso apresentado.

Acho que os dois dados explicam por si só o que foi o clássico da noite deste sábado (21), no Morumbi. Enquanto a torcida fez sua parte, com uma festa incrível antes e durante o duelo, o time de Roger Machado foi o símbolo da ineficácia. Muita posse, muito toque e muita improdutividade, virando presa fácil do Palmeiras, que manteve sua escrita atual e voltou a nos vencer, desta vez por 1 a 0.


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Perda da liderança no Campeonato Brasileiro para eles e manutenção dos incômodos tabus no Choque-Rei: já são 12 jogos sem conseguir vencer o rival.

E olha que o time verde não precisou de muito (incluindo uma eventual ajudinha da arbitragem, como se tornou rotina ultimamente) para conseguir o resultado. O tento saiu logo aos cinco minutos do jogo, quando Arias recebeu passe enfiado no meio de campo, carregou até a entrada da área, limpou a marcação de Lucas Ramon e bateu no canto de Rafael para marcar.

Um belo gol, que coroou o plano de jogo dos verdes para o duelo, executado, em partes, com maestria. Afinal, marcando o gol cedo, o Palmeiras pôde se deleitar. Armou a armadilha e Roger caiu com gosto: deu a posse de bola aos tricolores, que rodaram, rodaram, rodaram e não conseguiam entrar no último terço, quebrar a última linha, articular de maneira mais efetiva e, claro, chutar, finalizar…

Ante um reativo rival, que tinha o placar como aliado e ainda conseguia na etapa inicial atacar com perigo utilizando de seus velozes e ariscos pontas, podendo ampliar o placar.

Roger até tentou na etapa final, trocando peças nas laterais, meio-campo e ataque. Mas piorou o sistema construtivo e a armação ficou ainda mais bagunçada. Melhor para o time verde, que se fechou de vez e, vendo a inoperância tricolor, desistiu de vez de jogar.

Um cenário de frustração para o torcedor, que não deu a melhor das recepções para Roger e, agora com duas derrotas seguidas, estacionado nos 16 pontos, três atrás do rival e da liderança, liga sua corneta e interrompe a curta trégua dada à diretoria.

Para manter vivo o sonho de título (ou pelo menos de um Brasileirão digno, com posição alta e vaga na Libertadores), Roger vai ter trabalhar bastante durante a pausa do calendário para a Data Fifa. Tempo para isso ele terá: o Tricolor só volta a campo no dia 1/4 (quarta-feira), às 19h30 (de Brasília), contra o Internacional, fora de casa.

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