ENFIM, SAIU! Oscar ‘põe a mão na consciência’ e rescinde seu contrato com o São Paulo | OneFootball

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AVANTE MEU TRICOLOR

·2 April 2026

ENFIM, SAIU! Oscar ‘põe a mão na consciência’ e rescinde seu contrato com o São Paulo

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Enfim, acabou a trágica novela entre São Paulo e Oscar. Depois de um início para lá de conturbado, quando o ainda jovem meia deixou o clube após rompimento na Justiça para ir ao Internacional, ele voltou, à contragosto de muitos torcedores, e praticamente não jogou. Agora, se acertou com o Tricolor e finalmente assinou sua rescisão contratual.

O acerto entre as partes foi confirmado através do BID da CBF, que publicou já na noite desta quinta-feira (2) a rescisão do ex-camisa 8 do São Paulo com o clube que o revelou.


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O AVANTE MEU TRICOLOR apurou que o acordo prevê o pagamento de cerca de R$ 10 milhões ao jogador, valor bem inferior aos R$ 60 milhões previstos até dezembro de 2027, quando seu vínculo expiraria.

MÃO NA CONSCIÊNCIA

A diferença se explica pela decisão do próprio meia de abrir mão de parte significativa do que teria a receber, optando por considerar apenas o período até novembro do ano passado, quando sofreu um mal súbito durante exames no CT da Barra Funda, posteriormente diagnosticado como síncope vasovagal.

O que parece ser nada além do justo. Quem brigava pelos valores a mais eram os responsáveis pela carreira de Oscar, que batiam o pé pelo direito de receber integralmente o previsto em contrato, que era válido até o final de 2027, estimado em cerca de R$ 53 milhões.

O CASO

Um dos assuntos mais debatidos pelo novo presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, com o estafe do futebol profissional foi o andamento das negociações para rescisão do contrato do meia-atacante Oscar, que não se reapresentou para esta temporada e só não anunciou oficialmente ainda a sua aposentadoria justamente por não ter entrado em acordo com o clube do Morumbi sobre valores que ainda tem a receber do contrato que tem duração até o final de 2027.

Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, Massis queria mais agilidade no processo. Ao receber as contas do São Paulo do CEO Márcio Carlomagno, o mandatário e seus aliados notaram que a definição sobre quanto vai custar Oscar mensalmente é fundamental para definir o quanto do caixa será consumido e o clube poderá investir no elenco para o restante do ano.

A cobrança de Massis cai, sobretudo, nos departamentos jurídico e financeiro. Já que a novela sobre a rescisão do antigo camisa 8 parece longe de uma definição. Na verdade, neste momento os dois lados possuem divergências sobre o assunto.

Em pelo menos três reuniões realizadas desde dezembro, todas quando o Tricolor ainda era presidido por Julio Casares, Oscar se mostrou disposto a parcelar o montante em mais de 24 prestações mensais. Mas o clube do Morumbi contestou o valor. Desde então, jurídico e financeiro fazem um pente-fino no contrato e nas contas para atestar ou não a quantia.

Os advogados do meia alegam que Casares pode ter dado confissão de dívida quando sugeriu que ele recebesse as prestações como forma de salário em um eventual estágio de gerente que faria em Cotia. Oscar quer seguir no futebol após aposentado e seria uma forma de continuar no São Paulo se preparando para a nova função.

A brecha dada pelo ex-presidente, contudo, foi ignorada a pedido do ex-camisa 8, que não quer brigas e conflitos e aceitou o prazo da tal auditoria interna para saber a resposta do São Paulo.

Aliás, também a mando de Oscar a seus advogados, existe o consenso entre as partes até aqui de que meia-atacante e clube vão simplesmente rescindir de forma amigável, ou seja, sem pagamento de multa de nenhum dos dois. E que ele vai abrir mão do que teria direito a receber a partir deste mês no restante do vínculo.

PRESSÃO FAMILIAR

A decisão de pendurar as chuteiras partiu de Oscar após ele sofrer uma síncope vasovagal em 11 de novembro.

Em um primeiro momento, Oscar voltaria aos trabalhos apenas na reapresentação do elenco para a pré-temporada de 2026. Mas a diretoria do São Paulo mantém a posição de deixar em suas mãos a decisão de quando e como voltar aos treinamentos.

Seria mais tempo também para que o camisa 8 decida ou não por sua aposentadoria, como querem seus familiares.

Oscar esteve internado em hospital da zona oeste da capital paulista, após apresentar uma intercorrência com alterações cardiológicas durante exames realizados no CT da Barra Funda. Oscar chegou a desmaiar e perder os sentidos durante atividade física de avaliação.

Extensa investigação realizada no hospital confirmou que o jogador apresentou um episódio de síncope vasovagal. Estável e clinicamente bem durante todo o período internado, o atleta segue programação médica de repouso pelos próximos dias.

Passado o susto, é consenso dentro do Tricolor que não há nenhum tipo de pressa ou pressão para o retorno de seu meia. Oscar ficará afastado dos trabalhos o tempo que achar necessário e terá total apoio do clube em sua decisão.

O mesmo vale para o futuro. Dirigentes são-paulinos não tocaram com o camisa 8 em nenhum momento o assunto encerramento da carreira. Oficialmente ou não, a postura é a mesma: Oscar tem contrato até o final de 2027, a prioridade agora é sua recuperação não só física como emocional e a decisão é estritamente pessoal.

Por parte do São Paulo, a ordem é seguir contratualmente como está, sem alterações de cláusulas ou valores.

“Ele tem mais dois anos de contrato e daremos o tempo que for necessário para a sua recuperação e ele pensar o que for melhor para ele. O importante é que não foi nada grave e ele já está ao lado da família. Nossa prioridade é ver ele bem. Não tem nem motivos para qualquer discussão além dessa. Acima de tudo respeitamos o que o Oscar significa e sua importância para o São Paulo”, disse uma fonte da cúpula do futebol são-paulino ao AVANTE MEU TRICOLOR, que pediu para não ser identificada.

Contratado no início da temporada, Oscar soma dois gols e cinco assistências nos 21 jogos que disputou pelo São Paulo. Fontes próximas do jogador consultadas pela reportagem apontam que o pedido da família é para que ele pendure as chuteiras. Mas o assunto não foi mais debatido desde que ele recebeu alta, até como forma de não pressioná-lo.

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