Esporte News Mundo
·3 March 2026
Escalada: entenda o processo que levou à demissão de Filipe Luís no Flamengo

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·3 March 2026

A demissão de Filipe Luís do comando do Flamengo não foi um movimento isolado, tampouco uma reação à goleada por 8 a 0 no Carioca. A decisão foi o ponto final de uma escalada de pressão que começou ainda no início da temporada e ganhou força nas últimas semanas.
Do desempenho abaixo do esperado às críticas abertas da torcida, o ambiente foi se deteriorando até a ruptura.
Depois de um ano vitorioso, a expectativa era de manutenção do alto nível. Mas o começo de 2026 não correspondeu. O Flamengo oscilou no Campeonato Carioca, sofreu derrotas incômodas e apresentou dificuldades coletivas que passaram a preocupar parte da diretoria e da torcida.
A equipe mostrava pouca consistência defensiva e dependência excessiva de jogadas individuais, algo que começou a gerar questionamentos mais frequentes sobre o trabalho da comissão técnica.
O clima pesou de vez com os resultados em decisões. O Flamengo ficou com o vice na Supercopa do Brasil e, na sequência, também perdeu o título da Recopa Sul-Americana. Dois torneios de peso, duas frustrações em pouco tempo.
As derrotas ampliaram o desgaste interno e externo. A cobrança deixou de ser pontual e passou a ser constante, especialmente nas redes sociais e nas arquibancadas.
Com os tropeços, a torcida passou a direcionar críticas mais duras a Filipe Luís. Parte dos protestos tinha como alvo a insistência do treinador em alguns jogadores considerados abaixo do rendimento esperado.
Durante partidas no Maracanã, houve vaias individuais e cânticos de cobrança. A percepção de que o técnico demorava a promover mudanças ou insistia em determinadas escolhas táticas alimentou um clima de hostilidade que foi crescendo jogo após jogo.
O ambiente já não era o mesmo do período de títulos.
Após a derrota na Recopa, uma declaração de Everton Cebolinha ambém chamou atenção. O atacante afirmou que aquela poderia ser sua última temporada no clube, o que foi interpretado por parte da torcida como reflexo de um ambiente interno desgastado.
Embora a fala tenha sido pessoal, o contexto reforçou a sensação de que o elenco atravessava um momento de instabilidade.
Mesmo com a goleada que garantiu vaga na final do Carioca, a diretoria optou por encerrar o ciclo. Internamente, a avaliação era de que o ambiente já estava comprometido e que a relação entre comissão técnica e arquibancada dificilmente seria reconstruída a curto prazo.
Assim, a demissão de Filipe Luís foi menos sobre um resultado específico e mais sobre o acúmulo de fatores que, ao longo das semanas, criaram um cenário de desgaste contínuo.
A goleada não apagou a escalada. Apenas antecedeu o desfecho.









































