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·6 April 2026

Ex-dirigente do São Paulo é expulso do quadro associativo

Article image:Ex-dirigente do São Paulo é expulso do quadro associativo

O cenário político do São Paulo sofreu um abalo sísmico nesta segunda-feira (6). Marcio Carlomagno, ex-superintendente geral e figura central da gestão anterior, foi oficialmente expulso do quadro associativo do clube. A decisão da Comissão de Ética, fundamentada no regimento interno por “praticar ato de gestão irregular ou temerária”, encerra o vínculo de um dos homens mais influentes do Morumbis nos últimos anos. Sem dúvida, a punição reflete o avanço das investigações sobre o uso ilegal de camarotes no estádio, onde Carlomagno é uma das peças-chave de uma associação criminosa.

O relatório da Polícia Civil, que serviu de base para a expulsão, detalha uma rede de exploração clandestina de espaços no estádio para a divisão de lucros entre o quarteto formado por Carlomagno, Rita de Cássia Adriana Prado, Mara Casares e Douglas Schwartzmann. A investigação concluiu que o grupo operava uma “engrenagem sistêmica de saque ao patrimônio”, utilizando a influência de cargos administrativos para ceder espaços e desviar receitas que deveriam pertencer integralmente ao clube.


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Mara Casares é outra peça-chave do esquema de camarotes no São Paulo – Foto: Instagram @maracasares

O caderno de prova

A situação de Marcio Carlomagno tornou-se insustentável após a polícia analisar um caderno encontrado na residência de uma das envolvidas. O documento revelou a participação direta do ex-superintendente na sociedade irregular, contradizendo as negativas anteriores de que ele teria apenas cedido o espaço sem ganho financeiro.

Para a Polícia Civil, os registros contábeis informais comprovam que Carlomagno não era apenas um facilitador, mas um beneficiário direto do esquema que lesou as finanças do São Paulo.

São Paulo quer se distanciar de Carlomagno

A decisão da Comissão Disciplinar, embora caiba recurso, é vista como um ponto final na trajetória política de Carlomagno no clube, já que o pedido seria analisado pelos mesmos membros que redigiram o relatório da expulsão. O São Paulo agora busca se distanciar da imagem de má gestão deixada pelo episódio, enquanto lida simultaneamente com crises no campo e nos bastidores. A expulsão do ex-superintendente marca um posicionamento rígido da atual governança contra atos que ferem o patrimônio institucional.

Dessa forma, mesmo com um início de ano conturbado, o São Paulo tenta limpar a casa. Com a expulsão de Carlomagno, o clube envia um recado claro de que irregularidades administrativas terão tolerância zero, independentemente do cargo ocupado no passado. O foco agora volta-se para os desdobramentos criminais na Justiça, enquanto a torcida aguarda que a transparência financeira seja a marca definitiva do clube no Brasileirão 2026.

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