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·3 April 2026

Faltando seis rodadas, a Serie B 2025-26 tem disputas abertas por toda a tabela

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A seis rodadas do fim, a Serie B 2025-26 entra definitivamente em sua fase crítica, aquela em que os objetivos deixam de ser projeções e passam a ser urgências. A tabela, embora ainda comprimida, reforça os blocos apresentados há algumas rodadas: quatro times disputam diretamente o título e o acesso automático, um grupo consistente se organiza na zona de playoffs, enquanto a metade inferior vive uma luta cada vez mais dramática pela permanência. Ainda assim, a instabilidade, o traço mais marcante do campeonato permanece intacta. Não por acaso, a competição já soma 15 trocas de treinadores ao longo da temporada, reflexo direto de um cenário em que poucas sequências são suficientes para alterar completamente o destino de um clube.

No topo, a disputa é milimétrica. Venezia (68), Monza (65) e Frosinone (65) estão separados por apenas três pontos, em uma briga direta não apenas pelo acesso, mas também pelo título. Logo atrás, o Palermo (61) sustenta sua posição com consistência, enquanto Catanzaro, Modena, Juve Stabia e Cesena completam a zona de playoffs. Esse grupo, aliás, está bem abaixo em pontuação: os giallorossi, primeiros citados, somam 52, enquanto os bianconeri, em oitavo, têm 43. Na outra ponta, o Pescara, mesmo ainda na lanterna, dá sinais claros de reação após a chegada de Lorenzo Insigne, reduzindo drasticamente a distância para a zona de playout e recolocando-se na disputa pela sobrevivência.


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Individualmente, o campeonato também mantém seus protagonistas bem definidos. Joel Pohjanpalo, do Palermo, com 21 gols, lidera a artilharia e foi eleito o melhor jogador de fevereiro, consolidando-se como o principal nome da competição. Ao seu redor, uma lista extensa de atacantes com dois dígitos concretizados – Andrea Adorante (Venezia), Antonio Di Nardo (Pescara), Stiven Shpendi (Empoli), Tommaso Biasci (Avellino), Farès Ghedjemis (Frosinone) – evidencia o caráter ofensivo e competitivo da liga, mesmo para os mais modestos como o lanterna.

Invicto nos últimos oito jogos, com 68 pontos, o Venezia chega à reta final como o time mais completo da Serie B. Dona do melhor ataque do campeonato, com 64 gols marcados, e ao mesmo tempo uma das defesas menos vazadas, com apenas 27 sofridos, a equipe de Giovanni Stroppa construiu sua liderança a partir de um equilíbrio raro na competição. O empate contra o Monza na 32ª rodada reforçou essa consistência em jogos grandes, mantendo uma sequência positiva que a sustenta no topo.

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Com vitória importante no confronto direto com os palermitanos, o Monza segue forte na briga pelo título (Arquivo/Palermo FC)

Ofensivamente, a equipe se destaca pela diversidade de soluções: o equatoriano John Yeboah, com 11 gols, é um dos jogadores mais desequilibrantes da liga, enquanto Andrea Adorante, com 13, figura entre os principais artilheiros. No meio, Gianluca Busio e Issa Doumbia – auxiliados por Matteo Dagasso desde janeiro – ditam o ritmo, sendo o norte-americano também um dos jogadores mais influentes em construção ofensiva. Defensivamente, a estrutura liderada por Michael Svoboda garante solidez e controle de espaços. Na meta, Filip Stankovic segue se destacando.

O Monza, vice-líder, se apoia sobretudo em sua consistência defensiva. Com apenas 26 gols sofridos, possui a melhor defesa entre os postulantes ao acesso direto, sendo extremamente competitivo em jogos de alto nível. O empate no confronto direto com o líder mostrou um time maduro, ainda que menos incisivo ofensivamente. A equipe de Paolo Bianco constrói sua campanha com base em controle territorial e disciplina tática, mas por vezes carece de maior agressividade lá na frente. Ainda assim, nomes como Matteo Pessina – decisivo no resultado mais recente – e um elenco experiente mantêm os brianzoli como candidatos reais ao título. É uma formação que raramente se expõe, mas que precisa transformar controle em vitórias.

Logo abaixo, o Frosinone – que tem os mesmos 65 pontos do Monza, mas perde no confronto direto – representa o contraponto ofensivo entre os times com os quais disputa o título. Com 62 gols marcados, tem um dos ataques mais produtivos da Serie B, sustentado por intensidade, volume e presença constante no campo adversário. A vitória sobre o Südtirol reforçou essa identidade agressiva, com participações decisivas de Giacomo Calò, Antonio Raimondo e o já citado Ghedjemis. Ao mesmo tempo, a equipe paga o preço desse estilo: os 32 tentos sofridos mostram uma defesa menos sólida que a de seus concorrentes diretos. Ainda assim, o saldo é amplamente positivo, e os ciociari se mantêm como um dos mais fortes da competição.

O Palermo, logo na cola (61), consolida-se como a equipe mais estável fora do trio de liderança. Com números equilibrados – 52 gols marcados e apenas 27 sofridos –, o time alia consistência defensiva a eficiência ofensiva. Reflexo do trabalho de Pippo Inzaghi, especialista em acessos. A vitória sobre o Padova, mesmo com um jogador a menos e decidida nos acréscimos, sintetiza bem o espírito competitivo da equipe.

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Embalado por Ghedjemis, o Frosinone tenta o acesso direto: hoje, é terceiro colocado, perdendo no desempate para o Monza, vice-líder (Image Sport)

O grande nome das águias é Pohjanpalo. Com 21 gols, o finlandês não apenas lidera a artilharia como também foi eleito MVP de fevereiro, sendo decisivo em praticamente todos os momentos importantes da temporada. Ao seu redor, o Palermo construiu um sistema funcional, difícil de ser batido e extremamente pragmático. É, hoje, o candidato mais sólido ao acesso via playoffs, embora tenha totais condições de voltar diretamente à Serie A, que não disputa desde 2016-17.

Já o Catanzaro é um time de extremos. Com 49 gols marcados, apresenta um ataque eficiente e dinâmico, mas os 38 sofridos evidenciam fragilidades defensivas recorrentes. A derrota para o Cesena expôs novamente esse desequilíbrio: uma equipe que cria muito, mas concede espaços em excesso. Ainda assim, permanece firme na zona de playoffs, sustentado pela capacidade de acelerar o jogo e pela qualidade individual de seus jogadores ofensivos, como Mattia Liberali, Pietro Iemmello e Filippo Pittarello – sem falar no garoto Alphadjo Cissé, que teve séria lesão muscular nos adutores em fevereiro e não joga mais na temporada. A formação tem potencial, mas precisa urgentemente ajustar sua fase defensiva para não comprometer a reta final da campanha.

O Modena é, estatisticamente, uma dos times mais organizados da competição. Seus 50 pontos vieram, em sua grande maioria, por ostentarem a melhor defesa do campeonato, com apenas 25 gols sofridos. Isso tudo aliado a um ataque menos exuberante, mas eficiente, liderado pelos 11 tentos de Ettore Gliozzi. As vitórias sobre o Mantova e Spezia reforçam esse perfil: controle do jogo, poucos erros e aproveitamento das oportunidades.

Jogadores como Gliozzi, Yanis Massolin e Alessandro Sersanti são importantes nesse equilíbrio, enquanto o goleiro Leandro Chichizola aparece constantemente com intervenções decisivas. O Modena não brilha, mas é extremamente competitivo – e isso, na Serie B, costuma ser decisivo. Os dois últimos times citados, aliás, ainda possuem uma partida a menos, válida pela 31ª rodada. O duelo entre os canários e as águias foi remarcado para o dia 14 de abril devido as condições ruins do tempo na ocasião.

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O artilheiro Pohjanpalo segue soberano na Serie B e é a esperança do time de Pippo Inzaghi (Arquivo/Palermo FC)

Ainda uma grata surpresa, com 45 pontos, a Juve Stabia, sétima colocada, vive uma campanha marcada pela oscilação. O empate entre gols marcados e sofridos (38) traduz bem um time que alterna momentos de controle com lapsos defensivos. A vitória sobre o Spezia encerrou um jejum de sete partidas sem vencer, devolvendo confiança à equipe. Ofensivamente, o coletivo se apoia muito na transição rápida. Contratado em janeiro após se destacar no minúsculo Saluzzo, da Serie D, o atacante brasileiro Matheus Santos ainda não conseguiu emplacar uma boa sequência até aqui, com apenas quatro partidas disputadas, e nenhum gol marcado. A irregularidade impede voos maiores: é uma equipe perigosa, mas instável.

O Cesena, que fecha a zona de playoffs com 43 pontos, possui um perfil bastante específico: ataque produtivo e defesa vulnerável. Os 47 gols sofridos são o pior número entre os oito primeiros, evidenciando um problema estrutural. A recente troca de treinador, com a saída de Michele Mignani e a chegada do inglês Ashley Cole – o mesmo que passou por Arsenal, Chelsea e Roma – já produziu impacto imediato, como na vitória sobre o Catanzaro.

Na primeira experiência do ex-lateral como técnico de um time profissional, o elenco respondeu bem ofensivamente, com Alberto Cerri, Tommaso Berti e Matteo Piacentini decisivos, mas segue precisando ajustar sua consistência defensiva. A equipe é competitiva, contando ainda com Cristian Shpendi e Riccardo Ciervo em bom momento, mas falta se acertar atrás, pois o goleiro Jonathan Klinsmann, filho de Jürgen Klinsmann, anda bem exposto.

A Carrarese talvez seja o melhor exemplo de equipe que cresceu ao longo da temporada. Com 41 gols marcados e 42 sofridos, apresenta números equilibrados, ainda que levemente negativos, o que reflete um time competitivo, e em construção. A vitória contundente sobre o Bari por 3 a 0 foi um dos resultados mais marcantes até aqui e reforça o momento positivo dos marmiferi. Individualmente, Fabio Abiuso aparece como principal referência ofensiva, já com 10 tentos, enquanto o coletivo se destaca pela intensidade. Ainda que não seja um candidato natural ao acesso, a formação toscana se mantém viva na briga por playoffs e, assim como em 2024-25 – quando retornou à Serie B após 76 anos longe do segundo nível do futebol italiano – já superou qualquer expectativa inicial.

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O Avellino apostou no veterano Ballardini, que estava fora do mercado havia quase dois anos (Orticalab)

Com a mesma pontuação da Carrarese, o Avellino vive um campeonato de contrastes. Se por um lado possui um ataque razoável, com 37 gols marcados, por outro apresenta uma das defesas mais vazadas entre os times do certame, com 51 sofridos. A troca de treinador foi fundamental para a reação recente: Davide Ballardini, que estava parado desde o fim de maio de 2024, assumiu o comando antes da 26ª rodada e conseguiu melhorar o desempenho da equipe, que venceu dois dos últimos quatro jogos. O símbolo desse momento é Cosimo Patierno, que anotou seu primeiro tento na Serie B aos 35 anos, em uma trajetória que sintetiza bem o espírito resiliente do clube. Os irpini ainda sonham com playoffs, mas sua fragilidade defensiva continua sendo o principal obstáculo.

Já na 11ª posição, com 38 pontos, o Südtirol representa um caso típico de estabilidade, porém, sem muita ambição. Com números equilibrados – 34 gols marcados e 35 sofridos –, se mantém distante da zona de perigo, mas sem força suficiente para brigar por algo maior. É um time que compete, mas não se impõe. Sua temporada tende a ser definida como segura, porém pouco marcante.

Porém, logo abaixo com 36, o Empoli é um dos casos mais interessantes da reta final. Com 43 gols marcados, possui um ataque relevante, mas os 47 sofridos expõem problemas defensivos constantes – que levaram à segunda troca de comando técnico, marcada pela saída de Alessio Dionisi, fracassado em seu bis pelo time da Toscana.

A alteração ocorreu após a derrota para o Bari, e a chegada de Fabio Caserta – que treinou justamente os biancorossi no início da temporada – já começou a surtir efeito. A vitória por 4 a 2 sobre o Pescara encerrou um jejum de mais de dois meses sem triunfos, impulsionada por uma atuação dominante de Stiven Shpendi, irmão gêmeo do já citado Cristian Shpendi, autor de dois gols – que levaram-no a ser eleito o melhor jogador da 32ª jornada. Inclusive, o albanês se tornou o único jogador a ter anotado uma doppietta de cabeça na Serie B 2025-26. Com qualidade ofensiva evidente, o Empoli ainda pode olhar para cima, mas precisa urgentemente corrigir sua defesa. De qualquer forma, deveria brigar para subir e é uma das decepções da categoria.

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Apesar dos gols de Shpendi, o Empoli não consegue engrenar e lutar fortemente pelo acesso (Ansa)

Primeiro time dentre os quatro que somam 34 pontos, o Padova vive uma queda acentuada. Com quatro derrotas consecutivas e apenas um pontinho nas últimas cinco partidas, a equipe despencou na tabela e se aproximou perigosamente da zona de playout. A consequência foi imediata, para variar: Matteo Andreoletti foi demitido após a derrota para o Palermo, e Roberto Breda assumiu o comando. O problema é estrutural – ataque pouco eficiente e defesa vulnerável –, e a mudança no banco surge como tentativa de reação urgente.

O Mantova apresenta números preocupantes, especialmente defensivamente: 48 gols sofridos evidenciam uma das piores retaguardas da competição. A equipe segue irregular mesmo com a troca de treinador – a saída de Davide Possanzini e a chegada de Francesco Modesto, ainda antes da 17ª rodada. A derrota recente para o Modena interrompeu qualquer tentativa de recuperação mais consistente. Ainda que tenha qualidade em nomes como os experientes Francesco Bardi e Marco Festa no gol ou o igualmente veterano Leonardo Mancuso no ataque, o coletivo segue vulnerável, e o risco de envolvimento direto na luta contra o rebaixamento é real.

Primeira equipe fora da zona de playout, a Sampdoria é, possivelmente, o retrato mais claro da instabilidade estrutural da Serie B. Com 43 gols sofridos e apenas 31 marcados, apresenta dificuldades claras em ambos os setores. A Samp já está sendo comandada por seu terceiro treinador na temporada, com Attilio Lombardo, então auxiliar, assumindo após a saída da dupla formada por Angelo Gregucci e Salvatore Foti, não apenas pelos resultados em campo – os dois foram suspensos por 10 jogos neste mês de março, após irregularidades.

Ex-auxiliar de José Mourinho na Roma e no Fenerbahçe, Foti atuava como técnico de fato sem ter a licença necessária, enquanto Gregucci assinava a súmula como comandante principal, o que resultou numa punição de 10 rodadas. Porém, poucos dias antes do afastamento ordenado pela FIGC, a dupla foi demitida pela diretoria blucerchiata. Caos à parte, a vitória recente sobre o Avellino trouxe algum alívio, com destaque para o ítalo-brasileiro Matteo Brunori e o garoto Matteo Palma. O elenco tem qualidade, mas todo o contexto interno do clube, assim como na temporada passada, compromete qualquer tentativa de reação mais consistente.

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O ítalo-brasileiro Brunori (esq.) tenta salvar uma Samp que tem potencial de crescimento, mas lida com problemas (Arquivo/UC Sampdoria)

Sediada na Ligúria, tal qual a Sampdoria, a Virtus Entella fecha a lista de concorrentes com 34 pontos e pode ser encarada como um caso peculiar: mesmo com números defensivos frágeis (45 gols sofridos), é a única equipe da zona de risco que não mudou de treinador durante a temporada. A elástica vitória sobre a Reggiana por 3 a 0 foi um dos resultados mais importantes da rodada, recolocando o time na disputa direta pela permanência. A equipe mostra sinais de reação, mas ainda precisa sustentar esse desempenho. Os chiavaresi apostam na continuidade, algo raro nesta Serie B, e têm colhido os frutos disso, com três vitórias nos últimos cinco confrontos.

Com 31 pontos, o Bari vive uma temporada decepcionante. Com apenas 30 gols marcados e 50 sofridos, apresenta um dos piores saldos da competição (-20). O time já demitiu dois treinadores e atualmente é comandado por Moreno Longo, mas segue sem conseguir reagir. A derrota por 3 a 0 para a Carrarese, sob vaias da torcida, simboliza o momento negativo dos galletti. Apesar disso, a equipe apuliana ainda está fora da zona de rebaixamento – mas por uma margem mínima. O risco é alto.

Abrindo a zona de descenso, o Spezia continua como uma das maiores decepções da temporada. Com 46 gols sofridos, a defesa é constantemente exposta, e o ataque não compensa essa fragilidade, muito longe dos aquilotti que disputaram os playoffs na temporada passada. A recente troca de treinador – a saída do experiente Roberto Donadoni e o retorno de Luca D’Angelo, que fora demitido pela equipe em novembro de 2025 – evidencia o desespero do clube na reta final. A derrota para a Juve Stabia aprofundou a crise de um time que deveria estar brigando pelo acesso, mas, numa daquelas reviravoltas típicas da dura segundona italiana, só luta para sobreviver.

Igualada em pontos com o Spezia (30), a Reggiana vive um dos cenários mais críticos da competição. Com 49 gols sofridos e apenas 30 marcados, apresenta um desempenho claramente insuficiente. A instabilidade também se reflete no banco. Lorenzo Rubinacci chegou para o lugar de Davide Dionigi e resistiu somente nove rodadas antes de ser demitido. Recém-contratado, o veterano Pierpaolo Bisoli – que tem no currículo dois acessos à elite com o Cesena – assumiu como terceira tentativa de reorganizar a equipe emiliana.

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Insigne voltou ao Pescara no inverno europeu e lidera a incrível reação dos golfinhos nesta Serie B (IPP)

Mesmo na lanterna, o Pescara é, paradoxalmente, um dos times mais interessantes neste momento da competição. Com a pior defesa do campeonato (58 gols sofridos), ainda carrega problemas estruturais evidentes. Mas há esperança: o retorno de Lorenzo Insigne, que já soma três gols e cinco assistências, mudou completamente o cenário dos golfinhos. Lorenzinho, que brilhou na histórica campanha do título da segundona em 2011-12, voltou no fim de janeiro e agora pode renovar sua idolatria ao liderar uma arrancada improvável que pode resultar na permanência.

Antes da chegada do campeão europeu pela Itália, o time somava apenas 15 pontos. Agora, com 29, reduziu a distância para o Bari (primeiro fora do Z3) para apenas dois, recolocando-se na disputa pelo playout. Além disso, o ataque – com 43 gols – não é desprezível, e nomes como Antonio Di Nardo (13 tentos) seguem sendo decisivos. Mesmo com derrotas recentes, o Pescara deixou de ser apenas um candidato ao descenso e passou a ser um competidor real na luta pela permanência.

A Serie B 2025-26 chega às suas seis rodadas finais com todos os cenários abertos. No topo, Venezia, Monza e Frosinone travam uma disputa direta pelo título e pelo acesso automático, enquanto o Palermo se consolida como força imediata na corrida pelos playoffs. Mais atrás na tabela, a luta é por consistência – equipes como Catanzaro, Modena e Cesena tentam se firmar e alcançar o acesso pelos playoffs, enquanto outras, como Avellino e Empoli, ainda oscilam entre ambição e instabilidade.

Já na parte inferior, o campeonato assume contornos dramáticos. Com múltiplas trocas de treinadores, sequências negativas e confrontos diretos decisivos, a luta contra o rebaixamento se intensifica a cada rodada. E, nesse cenário, o Pescara simboliza bem o espírito da Serie B: um time que parecia condenado, mas que, a poucos jogos do fim, ainda encontra caminhos para lutar.

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