Farioli não quer ouvir falar em festa: “São apenas mais 3 pontos e menos um jogo por disputar…” | OneFootball

Farioli não quer ouvir falar em festa: “São apenas mais 3 pontos e menos um jogo por disputar…” | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Portal dos Dragões

Portal dos Dragões

·20 April 2026

Farioli não quer ouvir falar em festa: “São apenas mais 3 pontos e menos um jogo por disputar…”

Article image:Farioli não quer ouvir falar em festa: “São apenas mais 3 pontos e menos um jogo por disputar…”

Francesco Farioli saiu satisfeito da vitória do FC Porto sobre o Tondela, mas sem espaço para embalos prematuros. Na sala de imprensa, o treinador dos dragões destacou a boa entrada da equipa, valorizou o peso do coletivo acima das individualidades e travou qualquer discurso de celebração antecipada na corrida do campeonato. No essencial, deixou um aviso claro e garantiu: “são apenas mais 3 pontos”.

Num momento da época em que cada resultado parece convidar a fazer contas, Francesco Farioli escolheu outro caminho. O treinador do FC Porto falou com pragmatismo depois do triunfo, recusando transformar o passo em definitivo e insistindo numa ideia que atravessou toda a conferência: foco absoluto no que vem a seguir, sem deslumbramento e sem distrações.


OneFootball Videos


Questionado sobre a forma como a equipa entrou na partida, Farioli mostrou-se satisfeito com a resposta imediata do FC Porto e com a maneira como o jogo foi sendo construído. A leitura foi de controlo, iniciativa e eficácia no arranque das duas partes.

“Sim, acho que sim.”, afirmou. “Além do penálti tivemos duas ou tres ocasiões. Abordámos a segunda parte da melhor maneira e estou muito feliz com o resultado obtido.”

Mais do que uma aprovação genérica, a resposta sublinha uma equipa ligada desde cedo ao encontro e capaz de o encaminhar sem perder o pulso competitivo. Era, no fundo, o primeiro retrato de uma noite em que Farioli preferiu olhar para o rendimento global antes de se deter em euforias.

Quando o foco passou para as mexidas e, em particular, para a entrada de Gabri Veiga, o treinador voltou a recentrar a conversa no funcionamento coletivo. Houve elogio individual, mas sem permitir que o jogo fosse reduzido a um só nome.

“Sim, mas o Pablo também entrou bem e o golo começou nele, assim como outra jogada.”, explicou. “Mas nada se resume a um jogador. É tudo fruto do coletivo e é um resultado coletivo.”

É uma formulação reveladora da matriz que Farioli quis sublinhar: reconhecer o impacto de quem entra, sem descolar esse impacto da engrenagem inteira. Nesse equilíbrio entre mérito individual e construção comum, o treinador foi desenhando a mensagem central da noite.

A pergunta inevitável surgiu a seguir: com nova vitória, sente o título mais perto? Farioli foi frontal e recusou alimentar qualquer clima de festa, preferindo manter a equipa presa ao imediato e à gestão do calendário que ainda falta cumprir.

“A realidade é que são apenas mais 3 pontos e menos um jogo por jogar, apenas isso.”, sublinhou. “Agora vamos analisar o dérbi e preparar o jogo da Taça. Se começarmos a pensar e a fazer contas que só precisamos deste jogo e daquele acabamos por perder o foco. Como se viu hoje não há jogos fáceis e não podemos perder o foco.”

A resposta serve quase como manifesto competitivo: o perigo, para Farioli, começa no momento em que o objetivo se transforma em ansiedade ou cálculo. Daí a insistência no foco, na próxima tarefa e na recusa em transformar vantagem em conforto.

Já sobre a atitude competitiva da equipa, o treinador alargou a análise e ligou este jogo ao que tinha visto anteriormente. A exigência, deixou claro, não está apenas em aparecer bem uma vez, mas em repetir comportamentos e manter a consistência quando o contexto aperta.

“Já na quinta-feira [contra o Nottingham], a nossa abordagem foi fantástica a jogar com menos um.”, analisou. “O desafio real é continuar a repetir performances. Agora teremos de recuperar de desvantagem frente a uma equipa fantástica. Na nossa casa, os nossos adeptos serão muito importantes. Depois vamos lutar segundo a segundo e no fim esperamos dar a volta.”

Na leitura de Farioli, a atitude não é um detalhe emocional: é uma disciplina que se trabalha e se repete. E mesmo depois de uma vitória que podia empurrar o discurso para o entusiasmo, o treinador preferiu deixar o FC Porto preso àquilo que considera essencial — recuperar, preparar e continuar a lutar, sem perder de vista que ainda nada se ganha antes do tempo.

View publisher imprint