Zerozero
·29 January 2026
FC Porto ataca o top-8 da Liga Europa: quantos milhões estão garantidos e quantos estão em jogo?

In partnership with
Yahoo sportsZerozero
·29 January 2026

Esta quinta-feira, o FC Porto joga a última jornada da fase de liga da Liga Europa e está de olhos postos no top-8, que dá acesso direto à fase a eliminar, além dos milhões que daí vêm.
É sabido que os valores exercidos na Liga Europa (e Conference League) são bem mais baixos do que os vistos na Liga dos Campeões. Contudo, não deixam de ter o seu peso, especialmente numa altura em que o FC Porto investe no reforço do seu plantel com mais frequência.
Como bem se sabe, as provas europeias mudaram de formato na época passada e, com isso, mudaram também os valores envolvidos e a forma como os prémios monetários serão distribuídos pelas equipas em prova. Para começar, qualquer equipa que garantiu o acesso direto à fase final da nova Liga Europa, a fase de liga, teve direito a 4,31 milhões de euros, um crescimento de cerca de 700 mil euros face aos 3,63 que os clubes receberam por chegar à fase de grupos da Liga Europa em 2023/24.
De notar que deixa de existir aqui o valor referente ao coeficiente da UEFA relativo aos últimos dez anos, mas o mesmo será compensado pelo novo value pillar, que explicaremos mais à frente.
Nas últimas épocas, qualquer vitória na fase de grupos da Liga Europa valia 630 mil euros, enquanto cada empate valia 210 mil euros. Esses valores baixaram ligeiramente. A partir de agora, cada vitória na fase de liga vale 450 mil euros e cada empate 150 mil euros. Contudo, é preciso ter em conta que cada equipa disputará oito jogos, ao invés dos habituais seis.
Ora, o FC Porto, fruto de quatro vitórias e dois empates ganhou um total de 2,3 milhões de euros. A isto junta-se ainda 120 mil euros referentes à redistribuição do valor atribuídos a empates - valor pode aumentar depois da última jornada.
É a partir daqui que o formato de prémios financeiros mais se altera. Cada equipa recebe um bónus referente à sua posição final na fase de liga. O último classificado, o 36º, recebe 75 mil euros, o 35º classificado recebe duas vezes 75 mil euros e por aí fora, até que o 1º classificado vai receber 36 vezes esse valor.
Feitas as contas, o FC Porto ganhou, até ao momento, nesta edição da Liga Europa, 8,93 milhões de euros. A isto poderá ainda adicionar o valor de uma possível vitória ou empate no jogo com o Rangers. Caso se qualifique diretamente para os oitavos de final, ficando no top-8, receberá mais 600 mil euros, aos quais se juntam mais 1,75 milhões de euros de qualificação para os oitavos de final.
Se, por outro lado, os dragões ficaram fora do top-8, entre o 9º e o 16º lugar, receberão «apenas» 300 mil euros, aos quais se juntam mais 300 mil euros de participação no playoff de acesso à fase a eliminar.
Quer isto dizer que ficar no top-8 acrescenta 2,35 milhões de euros, enquanto ficar fora dele - e ir ao playoff - apenas garante 600 mil euros (embora, caso ultrapasse essa eliminatória, receba os tais 1,75 milhões de euros de qualificação para os «oitavos»). Assim, ficar no top-8 significaria o FC Porto ficar, até ao momento, com um valor garantido de 11,28 milhões de euros nesta participação na Liga Europa.
O valor será superior no final da época, quando se juntar o value pillar - explicamos a seguir.
Em jeito de comparação, Benfica e Sporting já ganharam, cada um, mais de 25 milhões pela sua participação nesta edição da Liga dos Campeões.
Até então, a esse valor relativo à performance desportiva de cada equipa a UEFA juntava ainda, no final da época, o valor referente ao market pool, um valor referente ao valor proporcional de cada mercado televisivo de cada uma das equipas em prova. Isto fazia com que as maiores e mais assistidas equipas a nível mundial via televisivo, como Manchester City, Liverpool ou Real Madrid, por exemplo, recebessem um valor bastante acima dos restantes.
A partir de agora, a UEFA substituiu esse market pool por uma ferramenta que chamou de value pillar, que aglomerará o market pool e o coeficiente dos clubes em prova, com a diferença que, daqui em diante, esse coeficiente será calculado com base nos últimos cinco anos, ao invés dos até aqui habituais dez anos. Este estará dividido em duas partes: a parte Europeia e a parte não Europeia.
Os montantes que cada clube receberá relativo ao value pillar serão proporcionais ao resultado efetivo das vendas de direitos de transmissão para essa competição nos mercados da UEFA (parte europeia) e todos os outros mercados (parte não europeia). O rácio entre a parte europeia e a parte não europeia basear-se-á nos contratos celebrados com os mercados dos media para todo o ciclo até 1 de julho de 2024.
Por exemplo, se na Champions o valor de todos os direitos de transmissão europeus for 75% das receitas totais dos direitos de transmissão, o value pillar para a competição é dividido em 75% para a parte europeia e 25% para a parte não europeia. Cada clube recebe o total das suas quotas nas duas partes. No fundo, Sporting e Benfica dividirão entre si o valor do mercado televisivo de Portugal vendido para a Europa e outros mercados, sendo que os mercados das Big-5 são, por norma, os mais valiosos e que recebem, por isso, uma maior percentagem deste bolo.
A isto junta-se o coeficiente da UEFA dos clubes em prova referentes aos últimos cinco anos. De seguida, faz-se uma média entre a posição da equipa no tal mercado televisivo e no ranking e posiciona-se as equipas num ranking entre 1º e 36º classificado. O último classificado receberá uma parte do valor total - que dependerá da distribuição do mercado europeu e outros -, enquanto o melhor classificado receberá 36 vezes o que recebeu o último. Este cálculo é feito para a parte Europeia e a não europeia e cada clube recebe a soma das duas.








































