Portal dos Dragões
·30 April 2026
FC Porto fecha um primeiro ciclo de mudança com o título nacional à vista

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·30 April 2026

A mudança de liderança no FC Porto foi muito mais do que a simples substituição de um presidente por outro. Tratou-se de uma viragem de rumo que dificilmente poderia ter sido feita sem sobressaltos. Os primeiros tempos – e até o ambiente da campanha eleitoral de abril de 2024 – chegaram a fazer antever cenários mais complicados, mas a verdade é que o título nacional que os dragões vão reconquistar nos próximos dias ou semanas fecha um primeiro ciclo que acabou por ser sereno. Com dificuldades e polémicas pelo meio, sim, mas mais tranquilo do que seria de esperar.
Mesmo depois de uma época inaugural bastante abaixo do que é exigido ao FC Porto, houve tempo e espaço, entre a massa crítica azul e branca, para perceber que 40 anos dão muito espaço para moldar hábitos e estruturas, pelo que seria quase impossível encontrar de imediato uma solução vencedora.
As primeiras opções para treinador não terão sido as mais felizes, mas isso não desviou André Villas-Boas do objetivo: pretendia um técnico com ideias fortes e bem definidas, mas também capaz de assimilar um espírito muito particular do clube, da cidade e dos adeptos. Era preciso absorver e contagiar o grupo. Acertou em cheio com Francesco Farioli.
Além do êxito no futebol profissional – ao título principal juntaram-se as meias-finais da Taça de Portugal e os quartos de final da UEFA Europa League -, regista-se também a recuperação financeira do clube e da SAD, ou pelo menos a fuga ao abismo em que as contas se encontravam. Só o médio prazo permitirá confirmar se os caminhos escolhidos foram os mais acertados, mas os efeitos imediatos – os mais relevantes no horizonte portista – foram positivos e já apresentam resultados.
Em simultâneo, o FC Porto entrou com força no futebol feminino e está já na final da Taça de Portugal frente ao Benfica. É verdade que Portugal seria um país melhor com mais adeptos de clubes fora do trio habitual, mas a realidade é a que é e, neste contexto, a modalidade só tem a ganhar com a maior exposição mediática de um jogo no Jamor.
Tal como, muito provavelmente, o futsal sairá beneficiado quando o FC Porto se juntar aos velhos rivais na discussão pelos títulos.
Há, no entanto, um ponto menos positivo nestes dois anos de AVB: a forma como não conseguiu evitar algumas picardias para lá do razoável com Frederico Varandas, sem esquecer que, em qualquer caso, estamos sempre a falar de instituições maiores do que qualquer pessoa.







































