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·20 February 2026

FC Porto gera menos produção ofensiva em 2026 e preocupa na finalização

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O FC Porto prepara-se para receber o Rio Ave, na 23.ª jornada marcada para domingo, com uma grande inquietação para Francesco Farioli. Fevereiro não tem sido particularmente frutífero para os azuis e brancos e há, neste momento, um evidente défice no capítulo ofensivo. Os números confirmam essa tendência. Este FC Porto cria menos ocasiões, embora se esteja a mostrar muito eficaz. Ainda assim, há motivos de preocupação no Dragão.

No segundo mês de 2026, o FC Porto somou os três resultados possíveis no futebol – derrota com o Casa Pia (1-2), empate com o Sporting (1-1) e vitória sobre o Nacional (1-0) – e, em todas as partidas, só conseguiu marcar um único golo.


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Se esse registo já é por si inquietante, a dimensão do problema aumenta quando se analisa mais detalhadamente. Com recurso à plataforma Sofascore, os dados relativos à produção ofensiva do FC Porto são elucidativos: falta mais vontade de ir à baliza adversária.

Patrão Bednarek ao resgate

No fim‑de‑semana passado, na Choupana, o FC Porto registou menos golos esperados (xG) do que o Nacional (0,55 contra 0,68) e a primeira grande ocasião foi dos insulares. A equipa da casa falhou o que parecia ser um golo certo por intermédio de Chuchu Ramírez na primeira parte, mas na segunda Jan Bednarek apareceu para desbloquear o resultado.

O cabeceamento fatal do defesa polaco foi um dos cinco remates enquadrados, embora o guarda‑redes Kaique só tenha sido incomodado em duas ocasiões.

Na ronda anterior, foi Seko Fofana quem apontou o único golo dos dragões frente ao rival Sporting, num lance caótico dentro da grande área leonina. Após numerosos remates que embateram nos defensores adversários, o reforço de inverno conseguiu finalmente endereçar a bola para o sítio certo e estreou‑se a marcar.

No confronto com o Sporting, os leões foram superiores no capítulo ofensivo, como demonstram as estatísticas: mais golos esperados (1,47 contra 0,81), três remates enquadrados contra um e oito cantos contra um.

Mais uma vez, o FC Porto esteve longe do perigo que mostrara noutros tempos e, em particular, no Clássico da 1.ª volta em Alvalade, quando tinha sido claramente superior (com mais golos esperados e remates à baliza) e venceu por 2-1.

Obrigado a correr em Rio Maior

Em Rio Maior, onde sofreu a primeira derrota no campeonato, a equipa de Farioli acabou por produzir mais (superou o Casa Pia em todos os indicadores ofensivos), mas teve também de recuperar o prejuízo, o que levou o treinador italiano a adoptar uma postura mais arrojada na segunda parte.

Convém, contudo, realçar que o FC Porto entrou com intensidade nos minutos iniciais, mas voltou a pecar na definição, num desafio igualmente condicionado pelas más condições do relvado, numa altura em que a chuva não facilitou na região Centro de Portugal.

Pablo Rosario assinou o único golo do FC Porto em Rio Maior, o que aponta para outro problema.

Os avançados estão em crise?

Ao fazer o balanço de fevereiro, Rosario, Fofana e Bednarek foram os autores dos três golos marcados no mês ainda em curso, evidenciando a possível crise dos avançados do FC Porto.

Samu lesionou‑se com gravidade frente ao Sporting, saindo ao intervalo e privando o actual líder do campeonato dos seus serviços pelo resto da temporada.

Borja Sainz, extremo que era presença habitual no onze, não marca nem assiste há nove jogos, com os últimos golos a remontarem a dezembro de 2025.

Também Pepê, outra peça utilizada com regularidade por Farioli, atravessa um período de menor inspiração, levando já 11 jogos sem marcar. Pelo menos deu duas assistências no período recente, a última em janeiro deste ano.

Deniz Gul passou a contar para o onze após a lesão de Samu, mas precisa de produzir mais em termos goleadores. O internacional turco soma cinco golos na temporada, dos quais apenas dois foram na I Liga, com o último a datar de 27 de outubro.

William Gomes, tal como Samu, marcou frente ao Gil Vicente em janeiro e foi expulso contra o Casa Pia, regressando na Madeira para actuar nos minutos finais. O extremo brasileiro tem oito golos na época.

Restam ainda Oskar Pietuszewski e Terem Moffi, reforços de inverno cujo rendimento seria prematuro avaliar agora, bem como André Miranda, à espera de uma oportunidade na equipa principal. Há também Yann Karamoh, que somou apenas sete minutos, e Luuk de Jong, que continua fora das opções devido a uma grave lesão sofrida no final de novembro.

O Rio Ave será presa fácil?

Com mais ou menos dificuldades ofensivas, o FC Porto sabe que terá de manter, acima de tudo, eficácia na hora de rematar à baliza adversária.

No domingo mede forças com o Rio Ave, uma equipa em má série (cinco derrotas seguidas no campeonato) que apenas por uma vez venceu os portistas fora, no antigo Estádio das Antas, em 1981.

O encontro entre FC Porto e Rio Ave está marcado para as 20h30 de domingo e terá David Silva como árbitro. Os dragões mantêm‑se no primeiro lugar da tabela, com quatro pontos de vantagem sobre o Sporting e sete sobre o Benfica, segundo e terceiro classificados, respectivamente.

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