Portal dos Dragões
·3 June 2026
FC Porto tem margem para resistir no mercado até 30 de junho

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Se os clubes europeus mais ricos funcionam como tubarões, no vasto oceano do mercado de transferências o FC Porto encontra-se bem protegido face aos maiores predadores do continente. E essa é uma realidade particularmente relevante no período de mercado que decorre até ao dia 30 deste mês, data em que se encerra também o exercício financeiro dos emblemas da UEFA.
A SAD azul e branca não está obrigada a fazer uma venda de grande dimensão até ao fim do mês para manter as contas, se não em terreno positivo, pelo menos equilibradas. Qualquer negócio envolvendo a saída de um ativo importante, na ordem de vários milhões de euros, continuará a ser possível em função das propostas que chegarem ao Estádio do Dragão, mas o FC Porto tem margem para resistir a uma venda feita sob pressão.
Em termos práticos, isso significa que qualquer interessado nas principais figuras do clube, como Diogo Costa, Kiwior, Froholdt, Gabri Veiga ou Mora, terá pela frente um dragão duro de bater, que não baixará as exigências para assegurar um encaixe verdadeiramente milionário até 30 de junho. Uma perspectiva que certamente agradará aos adeptos do clube, conscientes de que, no passado, essa necessidade acabou por obrigar a SAD a negociar ativos relevantes já perto do fecho dos exercícios. Os exemplos mais mediáticos dos últimos anos são os de Luis Díaz, transferido para o Liverpool por 45 M€ a 30 de janeiro de 2022, no limite da janela de inverno – nesse caso por uma questão de liquidez – e, ainda nesse ano, a saída de Vitinha para o PSG por 41,5 M€, precisamente a 30 de junho, com o objetivo de garantir o cumprimento das metas de controlo financeiro da UEFA.
É certo que, depois do saldo positivo de 1,9 M€ no primeiro semestre de 2025/26, as contas da segunda metade da época ficaram mais pressionadas, sobretudo por quatro razões: o aumento da massa salarial devido aos quatro reforços de inverno, os 8 M€ acordados para a compra de Pietuszewski em janeiro, a aquisição a título definitivo de Kiwior por 17 M€ e a contratação recente de João Afonso, por 1,5 M€. Ainda assim, o FC Porto também obteve receitas adicionais com as vendas de Danny Namaso (5 M€) e Ángel Alarcón (2 M€), com o cumprimento de objetivos ligados a antigos jogadores, como Evanilson (2 M€), além de, na prática, cerca de 8 M€ provenientes do desempenho na Liga Europa, depois dos 15,6 M€ encaixados no 1.º semestre.
Assim, fica claro que, até ao fim do mês, o FC Porto até poderá vender um dos seus jogadores mais cotados no mercado, mas não o fará por especial pressão financeira. Uma eventual operação de valor mais moderado, na ordem dos 10 M€, será suficiente para manter o exercício financeiro bem encaminhado, isto antes de os prémios da Champions voltarem a passar, duas épocas depois, pela Invicta. E esse poderá ser também um elemento importante na gestão financeira da próxima temporada, tendo em conta que a média de receitas, para os clubes que atinjam a fase de liga, deverá situar-se entre os 40 e os 60 M€.







































