Revista Colorada
·22 January 2026
Félix Torres entra para a história após estreia pelo Inter

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A estreia de Félix Torres com a camisa do Internacional foi simbólica e, de certa forma, histórica. Além de marcar um dos gols da vitória colorada sobre o Inter de Santa Maria, no Beira-Rio, pelo Campeonato Gaúcho, o zagueiro equatoriano passou a integrar um grupo extremamente seleto de compatriotas que já defenderam o clube gaúcho ao longo de mais de um século de história.
Até hoje, apenas três jogadores nascidos no Equador atuaram oficialmente pelo Internacional. O primeiro deles foi Luis Bolaños, atacante que chegou ao Beira-Rio em 2009, cercado de expectativa após boas atuações no futebol sul-americano. Apesar de uma passagem curta e irregular, Bolaños entrou para a história por abrir esse caminho internacional para atletas equatorianos no clube.
Anos depois, o Inter voltou a apostar no mercado do Equador com um nome de peso. Enner Valencia, contratado em 2023, rapidamente se tornou protagonista. Artilheiro, decisivo em clássicos e referência ofensiva, Valencia construiu uma trajetória marcante até 2025, deixando seu nome gravado na memória recente do torcedor colorado. Diferentemente de Bolaños, Enner teve protagonismo, sequência e impacto esportivo, sendo um dos estrangeiros mais relevantes do período.
Agora, em 2026, é a vez de Félix Torres escrever sua própria história. Zagueiro, com passagem recente pelo Corinthians, o defensor estreou oficialmente pelo Inter entrando no segundo tempo e mostrou personalidade logo de cara. Além de segurança defensiva, apareceu no ataque para marcar de cabeça, selando a vitória por 2 a 0. Um cartão de visitas forte, que imediatamente o coloca sob os holofotes da torcida.
A curiosidade é que, apesar de compartilharem a mesma nacionalidade, os três equatorianos atuam — ou atuaram — em setores completamente diferentes do campo. Dois atacantes e agora um zagueiro. Félix Torres chega em um momento delicado do clube, com limitações financeiras e necessidade de respostas rápidas dentro de campo. Seu gol na estreia ajuda a aliviar a pressão e reforça a aposta feita pela direção.
Internamente, o Inter vê Félix como um jogador capaz de contribuir de imediato, seja formando dupla com Gabriel Mercado ou disputando espaço em um setor que ainda busca estabilidade. Para o torcedor, fica a esperança de que o novo equatoriano siga um caminho mais próximo ao de Enner Valencia do que ao de Luis Bolaños.
O fato é que, com poucos minutos em campo, Félix Torres já garantiu um lugar na história colorada. Em um clube marcado por ídolos estrangeiros de diversas nacionalidades, o Equador segue sendo uma presença rara, mas agora novamente representada. Resta saber se o novo capítulo será breve ou se ganhará páginas mais longas e vitoriosas no Beira-Rio.







































