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·30 May 2026

Fernando Sá: “Ganhar é o que importa” após o triunfo sobre o Sporting

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O FC Porto ficou a uma vitória de garantir presença na final depois de derrotar o Sporting no terceiro jogo da meia-final, no Dragão Arena, e Fernando Sá saiu da noite com três convicções bem assentes: o controlo de zonas onde o adversário costuma crescer, a atitude da equipa e o impacto do apoio vindo das bancadas. No balanço de um clássico que colocou os azuis e brancos em posição de vantagem, o treinador portista destacou ainda o esforço de Tanner Omlid num contexto fisicamente exigente. E, no meio de tudo, resumiu a fórmula: “Ganhar é o que importa”.

Em plena fase decisiva da época, com a eliminatória a disputar-se à melhor de cinco e a final já no horizonte, Fernando Sá manteve a mensagem de resistência e pragmatismo. O técnico da equipa de basquetebol do FC Porto preferiu olhar menos para o brilho exibicional e mais para o comportamento competitivo de uma equipa que, num ano descrito como difícil, procura transformar o sofrimento em impulso.


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Questionado sobre a vitória no clássico, Fernando Sá sublinhou a forma como o FC Porto conseguiu impor-se em áreas tradicionalmente fortes do Sporting e recusou reduzir o triunfo a uma simples estatística. O treinador valorizou sobretudo a consistência emocional e competitiva da equipa ao longo de toda a partida.

“Dominámos em alguns aspetos em que o Sporting é forte, como a luta dos ressaltos, mas a verdade é que acabámos o jogo com mais 15 ressaltos do que eles. Não é o número, foi a atitude ao longo de todo o jogo, embora pudéssemos ter tomado melhores decisões na parte final, mas vencemos bem”, afirmou. “Ganhar é o que importa, estamos nos playoffs. Agora temos dois jogos para ganhar um.”

Na perspetiva do treinador, o essencial esteve menos na diferença no marcador e mais na forma como o FC Porto se agarrou ao encontro. Há ali uma equipa que reconhece falhas, mas que não deixa que essas imperfeições condicionem o resultado nem o momento da eliminatória.

O ambiente no Dragão Arena também mereceu destaque, sobretudo num contexto em que o próprio técnico admitiu que a ligação entre bancada e equipa nem sempre viveu dias tranquilos. Fernando Sá falou de uma temporada marcada por dificuldades diárias e valorizou a resposta dos adeptos numa fase em que a pressão aumenta.

“Compreendo que a satisfação dos adeptos com a equipa não seja a melhor, mas tivemos muitos problemas ao longo da época, problema diários. Nesta fase da época é que a confiança na equipa não é total, jogar com uma casa assim, isto é ser Porto”, explicou. “Os adeptos foram essenciais pelo apoio que nos deram. São fundamentais para nós.”

As palavras mostram um treinador consciente do ruído que acompanha uma época irregular, mas também agarrado à ideia de que, no momento decisivo, o clube encontra sempre uma reserva emocional nas bancadas. Mais do que cenário de fundo, o apoio apareceu como combustível competitivo.

Houve ainda espaço para destacar um gesto que, aos olhos do treinador, ajuda a definir o que esta equipa quer ser nesta reta final. Ao falar de Tanner Omlid, Fernando Sá mostrou o peso do compromisso individual num momento em que recuperar energias se tornou uma necessidade imediata.

“Agora o descanso é muito importante, sobretudo para jogadores como o Tanner Omlid, que só jogou por ser quem é, pois teve uma infeção respiratória e há bem pouco tempo tinha 39 graus de febre”, descreveu. “Disponibilizou-se para jogar e ajudar a equipa e acredito que cada vez vamos ter mais Tanners Omlids, alguém que tem muita responsabilidade para com a equipa. É isso que precisamos para podermos avançar para a final.”

Nessa imagem de sacrifício individual, Fernando Sá encontrou também uma bandeira coletiva. O que o treinador pede para o próximo passo é, no fundo, a repetição desse compromisso: menos discurso, mais entrega, porque a final está perto e o FC Porto já percebeu exatamente o que precisa de levar consigo.

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