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·9 July 2026
Fernando Tavares sobre Hayley Raso no Benfica: «SAD enviou contrato ao fim de duas semanas»

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·9 July 2026

Fernando Tavares, antigo vice-presidente do Benfica e responsável pelo futebol feminino até à temporada passada, recorreu ao LinkedIn para esclarecer os bastidores da tentativa de contratação de Hayley Raso e da chegada de Salomé Prat à Luz, no dia em que foi anunciada a mudança da ala francesa para o Valencia.
Na publicação, o ex-dirigente justificou as opções tomadas no último mercado de transferências e deixou críticas à atual gestão do clube.
Segundo Fernando Tavares, Hayley Raso era a prioridade do Benfica para reforçar o ataque na última temporadae existia mesmo um acordo entre as partes. No entanto, garantiu que a operação caiu devido à demora no envio do contrato.
«Apesar do acordo estar alcançado, os serviços da Benfica SAD apenas enviaram o contrato ao fim de duas semanas. Perante a demora, a jogadora perdeu a confiança no processo e acabou por abandonar a operação e assinar pelo Eintracht Frankfurt», escreveu.
O antigo dirigente revelou ainda que a internacional australiana esteve em Lisboa, visitou o Seixal e «gostou do que viu», sublinhando que «em contratações deste tipo é determinante fechar o processo nos tempos certos»
Com o fecho do mercado a aproximar-se, o Benfica avançou para a contratação de Salomé Prat, numa decisão que, segundo Fernando Tavares, contou com o aval da equipa técnica. O antigo vice-presidente explicou que o Torreense «manteve-se irredutível» no pagamento da cláusula de rescisão de 50 mil euros, levando o clube da Luz a reformular a estrutura financeira da operação.
«Reduziu-se a proposta de salário da atleta para acomodar a amortização anual da cláusula», explicou, acrescentando que «a soma entre salário e amortização colocava o custo total da jogadora no percentil adequado da estrutura salarial do plantel». Referiu ainda que «a atleta queria muito representar o Benfica e concordou imediatamente com os termos» e que, mesmo assim, o custo anual de Salomé Prat era «bem inferior» ao que representaria a contratação de Hayley Raso.
Fernando Tavares defendeu, contudo, que «a questão nunca foi a contratação da atleta», mas sim a forma como foi gerida depois de chegar ao clube.
«Uma jogadora contratada deve ser integrada, valorizada e potenciada, e não rapidamente encostada», escreveu, numa referência à reduzida utilização da ala francesa e ao posterior empréstimo ao DUX Logroño.
O antigo dirigente recordou ainda o caso de Carissa Boeckmann, considerando que a jogadora foi «escolhida pela equipa técnica, validada pelo scouting e mais tarde descartada». Aliás, foi inclusive apresentada esta quinta-feira como reforço de Dallas Trinity.
A terminar, Fernando Tavares deixou críticas à atual estrutura do Benfica, defendendo que «parece ter-se instalado uma lógica de contratar para, pouco tempo depois, dispensar atletas», uma prática que, na sua opinião, acaba por «desperdiçar recursos e dificultar a construção de um projeto desportivo consistente».







































