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·10 January 2026
Fio Tricolor: Entre novas polêmicas e o São Paulo busca quatro reforços

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(Foto: Reprodução | São Paulo FC)
Alguns grupos políticos do São Paulo começam a se movimentar de forma mais intensa nesta semana e, diante disso, o cenário institucional do clube segue carregado de tensão. Nesse contexto, conselheiros e lideranças internas articulam reuniões estratégicas para definir posicionamentos antes da votação marcada para a próxima quarta-feira, o que reforça o ambiente de instabilidade que marca a atual gestão de Júlio Casares.
Entre esses grupos, o Legião ganha protagonismo, sobretudo pela influência de Carlos Belmonte, um de seus nomes mais fortes. Segundo informações divulgadas por Alexsander Vieira, o grupo se reúne com o objetivo de buscar um consenso sobre qual caminho adotar na votação, ainda que, por outro lado, o voto secreto permita mudanças individuais de posição e alimente incertezas nos bastidores.
Além disso, a expectativa por alinhamento interno contrasta com a fragmentação política que se intensificou nos últimos meses. Embora discursos públicos defendam unidade, na prática, os rumores indicam divergências profundas, o que evidencia dificuldades da gestão Casares em manter uma base sólida e previsível dentro do clube.
Durante a recente reunião do Conselho Consultivo, o próprio Júlio Casares fez uma defesa presencial e afirmou que provará todas as acusações que enfrenta. Segundo André Hernan, apenas ex-presidentes votaram na reunião, enquanto Casares não participou, o que reforça o caráter preliminar, porém simbólico, do encontro.
Na sequência, Olten Ayres convocou para o dia 14 de janeiro uma votação no Conselho Deliberativo que pode resultar em um processo de impeachment do presidente. Assim, o São Paulo entra em um período decisivo, no qual a condução política da diretoria passa a ser tão relevante quanto o desempenho esportivo.
Nos bastidores, a reunião do Conselho Consultivo também revelou aconselhamentos importantes (talvez errôneos). Segundo Gabriel Sá, o ex-presidente Carlos Miguel Aidar orientou Júlio Casares a não renunciar ao cargo. Aidar, inclusive, foi um dos principais defensores do atual mandatário e chegou a declarar um “pequeno arrependimento” por ter deixado a presidência em 2015, afirmando hoje acreditar que teria sustentação política para permanecer, mesmo em meio aos escândalos da época.
Enquanto isso, a situação financeira segue como pano de fundo das crises políticas. Segundo Gabriel Sá, o São Paulo acumula dois meses de direitos de imagem atrasados e pode chegar ao terceiro, situação tratada internamente como rotina no clube. Ainda assim, essa naturalização expõe falhas graves de planejamento e gestão de fluxo de caixa.

(Foto: Thiago Ribeiro | AGIF)
Diante desse cenário, a diretoria volta a recorrer a uma estratégia já conhecida: a venda de jogadores como principal fonte de receita. Nesse sentido, o meia Rodriguinho, de 21 anos, tornou-se o nome da vez. Segundo Marcelo Braga (@mabragatchelo) e @geglobo, o São Paulo encaminhou a venda ao Bragantino, mantém 90% dos direitos e pode preservar percentual para lucro futuro.
Paralelamente, a base de apoio político de Júlio Casares dá sinais claros de desgaste. Segundo Thiago Simões, grupos como Vanguarda, Sempre Tricolor, Legião e Participação se reuniram e devem comunicar ao presidente que não farão mais parte da chamada “coalização”. Além disso, há expectativa de que esses grupos peçam a renúncia do presidente e coloquem seus cargos à disposição, aprofundando a crise institucional.

Reprodução
Na segunda frente, o planejamento esportivo tenta avançar apesar das turbulências. O São Paulo sondou a situação do meia Kevin Zenón, do Boca Juniors, atleta que agrada a Hernán Crespo, conforme informou o @BlogdoSaoPaulo. Ao mesmo tempo, o clube negocia a contratação do zagueiro Matheus Dória, de 31 anos, que busca a rescisão com o Atlas, do México. Segundo Jorge Nicola, a diretoria adota cautela devido à concorrência no mercado brasileiro, especialmente após negociações frustradas do jogador com o Internacional.
Por fim, o mercado segue agitado em outras frentes. De acordo com Venê Casagrande, o Flamengo demonstrou interesse em Marcos Antônio e não trabalha com troca por empréstimo, mas sim com compra definitiva. Já segundo Gabriel Sá, o São Paulo avançou nas tratativas para trazer Allan por empréstimo, enquanto esfriou o interesse em Jhon Solís, do Girona, devido aos altos valores exigidos. Além disso, o Corinthians consultou a situação de Alisson a pedido de Dorival Júnior, embora o Tricolor, a princípio, não pretenda negociar. Assim, entre crises políticas e cautela no mercado, o São Paulo busca equilibrar sobrevivência institucional e reconstrução esportiva em um de seus momentos mais delicados.









































