Portal dos Dragões
·7 July 2026
Formado no Olival, Luís Gomes aponta ao lugar de quinto central portista

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Entre os vários jovens da formação do FC Porto que Francesco Farioli tem observado desde o arranque da pré-época, apenas dois integram o setor defensivo: o versátil lateral Yoan Pereira e o central Luís Gomes. Desde esta manhã, esse setor ganhou muito mais profundidade com os regressos de Bednarek, Kiwior, Prpic e Zaidu, mas os dois jogadores formados em Olival prometem continuar a lutar para convencer o treinador italiano de que podem ser opções válidas para uma época exigente. No caso de Luís, existe até a possibilidade de se afirmar como alternativa direta ao quarteto de centrais do plantel principal, que, salvo uma proposta irrecusável por Jakub Kiwior, parece fechado. Mas vamos por partes.
A SAD liderada por André Villas-Boas não tem intenção de ir ao mercado em busca de mais uma opção para o eixo da defesa. A estrutura portista e Farioli confiam nas qualidades de Bednarek, Kiwior, Nehuén Pérez e Prpic para darem garantias ao longo da época, havendo ainda Pablo Rosario, cuja polivalência é bem conhecida e muito apreciada pelo técnico de 37 anos.
Por outro lado, a equipa B também serve de antecâmara para a integração dos talentos no plantel principal e, ao mesmo tempo, de apoio à equipa A sempre que necessário. É nesse contexto que Farioli pode encontrar mais um defesa-central de raiz como solução para uma eventual lesão ou outro imprevisto.
Aos 21 anos, Luís Gomes entra na 12.ª temporada de dragão ao peito identificado como um dos futebolistas formados pelo FC Porto com maior margem de evolução. Dono de grande estatura – 1,89 metros -, ganhou mais ritmo no escalão sénior em 2025/26, ao somar 17 jogos pela equipa B, orientada por João Brandão. É também presença frequente nas seleções jovens e ajudou os sub-20 de Portugal a conquistar o Torneio de Toulon no início de junho, competição na qual participou em duas partidas.
Agora, Luís Gomes tem uma oportunidade séria para mostrar valor entre os mais experientes, sabendo de antemão que será na equipa secundária que deverá encontrar um espaço competitivo mais regular, até porque deverá assumir o papel de líder nesse contexto. Felipe Silva deverá sair no verão – o São Paulo tem grande interesse – e Gabriel Brás, que está a trabalhar com o plantel principal, também é forte candidato a mudar de ares: aos 22 anos, já completou três épocas na equipa B e prepara-se para subir a outro patamar.
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