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·21 April 2026

Francesco Farioli e os jogos grandes: “Sou um pouco paranoico nessa parte…”

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Francesco Farioli, treinador do FC Porto, falou na conferência de imprensa de antevisão à segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, diante do Sporting, esta quarta-feira (20h45), no Estádio do Dragão. Farioli abordou a estratégia para o encontro, recordou o lance de Pepê em Alvalade e reforçou a confiança em Varela para continuar a assumir penáltis.

FC Porto, em desvantagem, vai ser mais ofensivo?

«É sempre uma questão de gosto. O essencial é encarar o jogo lance a lance e fazer uma grande exibição. É verdade que entramos em desvantagem por 1-0, mas não podemos cair na armadilha de perder a cabeça logo no primeiro minuto. Temos de ter uma abordagem forte, claro, mas isso é algo que fazemos em todos os jogos. Frente a eles, tivemos sempre abordagens diferentes. Por vezes parece que ter mais posse de bola nos torna mais ofensivos, mas já falei da quantidade de bolas que recuperamos no meio-campo adversário para mostrar a nossa agressividade, sobretudo sem bola. Com bola, na minha opinião, o mais importante é ter uma estrutura que pode ser mais conservadora, com mais passes e mais paciência. Se atacas depressa no momento errado, ficas exposto aos contra-ataques, e isso é algo que queremos evitar. Amanhã será um jogo que terá de ser bem preparado em relação a todos os cenários possíveis. Se marcamos cedo, se tudo se mantém estável… Temos de estar preparados e estamos, apesar de não termos tido muito tempo para preparar o jogo.


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Mentalmente estamos no ponto certo, taticamente vamos dar o nosso melhor e, fisicamente, depois do jogo com o Tondela – o terceiro jogo com mais distância percorrida em sprint – e com o Nottingham – com 10 jogadores -, isso mostra onde está a equipa fisicamente. Não é suficiente, mas são sinais que me fazem acreditar que estamos no caminho certo para fazer uma grande exibição amanhã. Mas não jogamos sozinhos, teremos pela frente uma equipa de topo e a combinação de vários fatores vai decidir o desfecho do jogo.»

Dois jogos tão afastados no tempo

«É verdade. Comparando os jogos frente ao Nottingham, que têm uma semana de intervalo, com este, é uma história diferente. A imagem pela qual devemos começar é a do sprint do Pepê no minuto 90+6, em que trava um jogador isolado do Sporting. Acredito que esse corte pode ser o corte da qualificação, aquilo que nos deixou em melhores condições para nos qualificarmos. E isso representa bem o que somos, a forma como esta equipa se comporta, o sacrifício que cada jogador coloca dentro de campo todos os dias. E o Pepê, mais do que qualquer outro, é a imagem deste grupo. Tem sido um jogador muito criticado por não marcar na Liga, mas tem um contributo invisível, muito visível na minha opinião. Sempre que não conseguiu ajudar com golo, ajudou com outra coisa, uma assistência ou trabalho que criou melhores condições para um colega. E aquilo que fez em Alvalade com esse sprint no último minuto do jogo é o ponto de partida para voltarmos a ligar-nos a este encontro. E acredito plenamente que essa pode ter sido a ação que iremos recordar amanhã, depois do jogo, como uma das decisivas.»

FC Porto mais confiante nos grandes jogos

«Diferença de mentalidade não sei. Sei que pode ser difícil de acreditar para quem está de fora, mas, se perguntarem aos jogadores, a preparação é exatamente a mesma, quer seja contra uma equipa de topo da Liga, contra uma equipa da Liga Europa, ou contra outra da parte inferior da tabela. Ou até contra uma equipa de divisões inferiores, na Taça. Nessa parte, sou um pouco paranoico, porque gosto de ver cada jogo com os mesmos óculos, com a mesma abordagem. Tento manter as rotinas o máximo possível. Claro que é preciso perceber que em alguns jogos há momentos diferentes, mas o meu trabalho e uma das minhas principais regras é respeitar qualquer adversário ao mesmo nível. Em relação às nossas exibições frente às equipas grandes, até agora fizemos um grande trabalho. Mas o passado é passado. O jogo de amanhã é outro, é um momento diferente da temporada, um jogo que envolve muito. E o nosso foco tem de estar em todos os acontecimentos. Se exigir 90 minutos, se exigir 120 e se exigir penáltis, temos de estar preparados. O que queremos é claro: chegar à final. E podem ter a certeza de que vamos fazer tudo o que conseguirmos para lá chegar.»

Equipa treinou os penáltis

«Treinámos penáltis, tal como fizemos com o Nottingham Forest. Depois, é difícil reproduzir a pressão e os sentimentos do jogo, embora tentemos ter alguns truques para criar um pouco de pressão extra. O Alan já bateu um penálti contra o Vitória e temos confiança total nele. Se for preciso, não há dúvidas de que vai assumir a responsabilidade e terá personalidade para bater e marcar.»

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