Portal dos Dragões
·20 March 2026
Futebol feminino do FC Porto cresce e fica mais perto da profissionalização

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[poucos anos, futebol feminino, FC Porto, promoção, profissionalização, condições]Criada na época passada, a equipa sénior de futebol feminino do FC Porto assegurou logo na estreia a subida da 3.ª para a 2.ª Divisão, lidera actualmente a fase de apuramento de campeão desse escalão e, na quarta-feira, carimbou o passaporte para a final da Taça de Portugal, onde defrontará o Benfica. A formação, lançada pela direcção de André Villas-Boas poucos meses após a sua chegada à presidência dos dragões, em Abril de 2024, está assim a caminho da profissionalização prevista.
Em termos mediáticos, a qualificação para o Jamor aproxima as jovens portistas de projectos bem mais consolidados, como os de Benfica, Sporting e também Sp. Braga. Mas, do ponto de vista competitivo, a realidade é outra, e é precisamente essa distância que o FC Porto pretende encurtar nos próximos anos. Segundo informações recolhidas pelo Record, o plano de crescimento do futebol feminino no FC Porto foi estruturado em três fases, sendo o passo seguinte a consolidação da equipa principal como profissional, algo que ainda não sucede neste momento.
Recuando à origem do projecto, em 2024/25, quando foi lançado o escalão sénior, o FC Porto apostou sobretudo em jogadoras jovens, portuguesas, algumas ainda menores, que também competiam nas equipas de sub-19 e sub-17, e muitas delas eram segundas opções de formações da 1.ª e da 2.ª Divisão. O objectivo era não só assegurar competitividade no 3.º escalão, como também lançar as bases do futuro. Com poucos recursos financeiros para oferecer às atletas para além de subsídios residuais de futebol amador, o FC Porto tentou atrair talento jovem através da ambição do projecto e da força da marca do clube. Concretizada a promoção, o plano entrou na segunda fase.
Nesta época, a equipa sénior passou a funcionar em regime de semi-profissionalização. O grupo integra 10 atletas profissionais e as restantes são amadoras. O plantel foi profundamente remodelado, embora parte do núcleo transitado tenha sido absorvido com a criação da equipa B, a competir na 4.ª Divisão, que completa a estrutura da modalidade, juntamente com os escalões sub-19, sub-17, sub-15, sub-13, sub-11 e sub-9.
Na próxima temporada, sobretudo se vier a ser alcançada a promoção à Liga BPI, o futebol feminino poderá entrar na fase de consolidação. Ainda assim, sem cair em excessos que permitam aproximar de forma apressada a competitividade da equipa sénior à dos rivais. Para já, os dragões elevaram o patamar da equipa com várias contratações, entre as quais as norte-americanas Cora Brendle, Eliza Turner e Lily Bryant – esta última autora do golo nas meias-finais da Taça frente ao V. Guimarães, que valeu o 1-0 -, além da dinamarquesa Laerke Tingleff, da eslovaca Lenka Mazachova e da francesa Mady Soumaré, no mercado de Inverno. Entre as portuguesas, destacam-se as aquisições de Maria Negrão e Mariana Azevedo, ambas ex- Sp. Braga.
No capítulo das jogadoras nacionais, a ambição azul e branca passa, no futuro, por também contribuir para a Seleção Nacional, embora essa seja, ainda, uma meta de difícil concretização a curto prazo, até pelo nível de competição. Ainda assim, o FC Porto já conta, por exemplo, com duas jogadoras no escalão de sub-23, Lara Perruca e Maria Ferreira, além de outras atletas nas camadas mais jovens.
Um dos factores apontados pelos responsáveis do FC Porto como diferenciador face a outros projectos, aquando do lançamento da equipa sénior, prende-se com as condições oferecidas às atletas como instrumento de desenvolvimento. Se na época de estreia o clube sentiu maiores dificuldades nesse capítulo, sobretudo pela necessidade de enquadrar a equipa no Centro de Treinos do Olival – que muitas vezes cedeu lugar ao Estádio Jorge Sampaio, em Pedroso -, nesta temporada a formação trabalha já a tempo inteiro na estrutura recentemente rebatizada com o nome de Jorge Costa.
Além disso, para lá de ter contado logo na época de estreia com uma equipa técnica e um staff de apoio alargados para a realidade de uma 3.ª Divisão, em 2025/26 foi dado mais um passo em frente com o reforço dessas áreas, nomeadamente ao nível da equipa médica, dos fisioterapeutas e do acompanhamento de um elemento do departamento de performance. Por outro lado, o apoio dos departamentos clínico e de scouting passou igualmente a estar centralizado, funcionando em simultâneo com os plantéis seniores masculino e feminino, à excepção de alguns profissionais exclusivamente dedicados.
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