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·12 March 2026

Galo: Menin articula nova capitalização e pode assumir controle total da SAF

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Os bastidores da SAF do Atlético-MG vivem um momento de rearranjo de forças e reposicionamento interno. Nesta quinta-feira (12), veio a público que os empresários Rubens e Rafael Menin preparam uma nova capitalização na Galo Holding com o objetivo de assumir o controle majoritário da SAF e reduzir drasticamente a influência do banqueiro Daniel Vorcaro.

A movimentação ocorre em meio ao impacto gerado pela prisão de Vorcaro, em 4 de março de 2026, relacionada a escândalos envolvendo o Banco Master. O episódio provocou desconforto reputacional dentro do clube e acelerou discussões sobre governança e imagem institucional.


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Atualmente, a família Menin detém cerca de 41,8% das ações da SAF. Com o novo aporte financeiro, cuja conclusão é prevista para as próximas semanas, a expectativa é que o grupo ultrapasse a marca de 50% de participação, assumindo controle efetivo da operação.

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Com isso, a participação de Vorcaro deve sofrer uma forte diluição. A fatia do banqueiro, que era de aproximadamente 27%, pode cair para algo em torno de 5%, transformando-o em um acionista minoritário sem influência nas decisões estratégicas da gestão.

O processo de distanciamento entre o investidor e o clube, no entanto, não começou agora. Ainda em outubro de 2025, o Atlético havia solicitado esclarecimentos sobre a origem dos cerca de R$ 300 milhões utilizados por Vorcaro para adquirir suas ações na SAF. Um mês depois, em novembro, ele foi retirado do conselho de administração da sociedade.

A prisão ocorrida na semana passada acabou funcionando como o estopim para acelerar a reestruturação acionária e reforçar medidas de compliance e governança dentro da holding.

A estrutura da SAF atleticana é composta por diferentes grupos. A família Menin aparece como principal investidora, enquanto a associação civil do clube mantém 25% da participação, preservando o patrimônio histórico, escudo e cores. Outros investidores também participam da holding, incluindo nomes ligados ao setor financeiro e um fundo formado por torcedores.

Com a possível consolidação de mais de 50% das ações nas mãos da família Menin, o Atlético tende a concentrar o poder de decisão em um único grupo. Nos bastidores do mercado financeiro, o movimento é visto como uma tentativa de blindar a SAF de crises envolvendo sócios minoritários e preservar a credibilidade do projeto diante de futuras negociações e parcerias comerciais.

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