Portal dos Dragões
·13 January 2026
Gonçalo Borges elogia Farioli, afasta arrependimentos e acredita no FC Porto campeão

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Gonçalo Borges traçou um balanço calmo e seguro do seu percurso recente, comentando a saída do FC Porto, a adaptação ao Feyenoord e a influência dos treinadores com quem trabalhou, sem ocultar o orgulho pelas suas raízes portistas.
O extremo recordou com apreço o curto período de pré-época no FC Porto orientado por Francesco Farioli, realçando a ligação rápida estabelecida com o técnico italiano. Gonçalo salientou que Farioli combina uma leitura apurada do jogo com uma liderança próxima e humana, atribuindo-lhe grande parte do bom momento da equipa na primeira volta, ainda que reconheça que a pré-época não revela tudo e que as ideias do treinador só se confirmaram em contexto competitivo.
Perante a hipótese de arrependimento por ter deixado o Dragão, foi directo: a decisão está tomada e não olha para trás. Admitiu o forte afecto pelo clube que o formou e os laços pessoais que mantém, mas considerou necessário sair da sua zona de conforto para progredir. No Feyenoord nota uma evolução mais pronunciada, que responde às exigências do seu jogo e ao momento da sua carreira.
A transferência trouxe igualmente um retorno financeiro relevante para o FC Porto, algo que o jogador vê com naturalidade. Para Gonçalo, o verdadeiro senso de missão cumprida deriva sobretudo dos títulos e das conquistas obtidas no clube, mesmo reconhecendo que dispôs de menos minutos em campo do que desejaria. Ainda assim, entende que ambas as partes beneficiaram da operação.
Sobre a corrida ao título, acredita que o FC Porto tem condições para sagrar‑se campeão. Reconhece a dificuldade do percurso e a elevada competitividade da segunda volta, mas ressalta que existe uma identidade e uma capacidade competitiva que distinguem os dragões dos adversários.
Na vertente formativa, destacou o papel de Sérgio Conceição no seu desenvolvimento competitivo, em particular na aprendizagem da paciência e na transição da II para a I Liga. Elogiou igualmente Vítor Bruno e Martín Anselmi, sublinhando que ambos trabalharam em contextos de grande instabilidade e merecem maior reconhecimento pela sua qualidade humana e intelectual.
Fora do campo, Gonçalo mantém um forte envolvimento com o futebol de formação e em iniciativas solidárias. Explicou que o contacto com crianças e jovens o ajuda a reencontrar a sua própria infância, com o objectivo de inspirar e transmitir uma mensagem clara: independentemente das ambições no futebol, a escola deve ser sempre uma prioridade.









































