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·30 July 2026
Great Scott #653: Quem marca o último 1:0 numa final FIFA sem o adversário tocar na bola?

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·30 July 2026

A final do Mundial-74 junta a nata da nata, porque Johan Cruyff é o melhor do mundo e Beckenbauer o segundo melhor. O magnífico Estádio Olímpico em Munique serve de palco para a consagração desse grande espectáculo. Que começa da maneira mais espantosa de sempre.
A bola sai da Holanda. Há uma troca de passes na defesa, depois no meio-campo e, de repente, Cruijff acelera em direcção à área. Vogts deixa-o solto, sem pedalada, e Uli Höness recorre à falta, já dentro da área. O árbitro inglês Jack Taylor aponta para a marca de grande penalidade aos 46 segundos, sem que um jogador alemão tenha sequer tocado na bola. Na marcação, aos 63 segundos, Neeskens remata para o meio da baliza enquanto Maier se desvia para a sua direita. Está feito o 1:0.
Anos, alguns anos depois, em 2000, vice-se uma situação idêntica na final dos Jogos Olímpicos, a de uma equipa marcar sem que a outra tocasse na bola. Em Sidney, perante 114 mil espectadores, Espanha e Camarões jogam pelo ouro. A Espanha reúne craques do futuro da estirpe Puyol e Xavi. Já os Camarões lançam o jóquer Eto´o - juntos, os três, ganhariam as Ligas dos Campeões 2006 e 2009, ao serviço do Barcelona.
Adiante, a bola sai da Espanha. No meio-campo, José Maria toca para Tamudo. Depois é Puyol, Amaya etc e tal. Aos 32 segundos, Tamudo é carregado sem dó nem piedade por Abanda à entrada da área. É livre, assinalado de pronto pelo mexicano Ramos Rizo. Na marcação, aos 74 segundos, Xavi atira ao poste mais longínquo e engana o estático Kameni. É o 1:0. Até ao intervalo, a Espanha ainda falha um penálti, aos 5´, por Angulo (que tira a bola das mãos de Xavi e permite a defesa de Kameni) e chega ao 2:0 pelo suplente Gabri, já nos descontos.
Na segunda parte, o central Amaya é o vilão da Espanha com um autogolo no 2:1 e uma demora inenarrável em sair para o fora-de-jogo no 2:2 de Eto´o. Vamos para prolongamento. Capdevila, outro suplente lançado por Iñaki, acerta em cheio na trave e, em cima do minuto 120, Eto´o marca um golo mal anulado pelo árbitro. Nos penáltis, Amaya (como no) é o único a falhar entre nove candidatos até ao remate vitorioso de Womé.
Pela segunda edição seguida, o campeão olímpico é africano: Nigéria 1996, Camarões 2000. Pelo segundo evento FIFA, a equipa que abre o marcador sem que a outra toque na bola consegue perder a final: Holanda 1974, Espanha 2000.
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