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·23 June 2026

Herrera sonha terminar carreira no FC Porto: “Falei com Villas-Boas”

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O antigo capitão do FC Porto, Héctor Herrera, revelou que pretende terminar a carreira no clube azul e branco e disse já ter falado sobre essa possibilidade com o presidente André Villas-Boas. A residir em Houston, o médio mexicano comentou ainda a seleção portuguesa, o seu sucessor na braçadeira, Diogo Costa, e as condições que a equipa das Quinas poderá encontrar no Mundial, em entrevista ao programa Bola Branca, da Rádio Renascença.

Ao serviço do Houston Dynamo, depois de ter representado os dragões entre 2013 e 2019, o jogador admitiu que já expressou a vontade de regressar à Invicta. «Falei com Villas-Boas, ele disse que podíamos falar», afirmou Herrera, deixando em aberto um possível regresso. «Seria um sonho poder terminar a minha carreira no FC Porto. Foi um clube onde passei muitos anos e passei muito bem. Gosto muito da cidade, do clube, das pessoas. Seria um sonho poder voltar e terminar a minha carreira aí. Quando estive com a equipa em Nova Iorque, no ano passado [no Mundial de Clubes], falei com o André [Villas-Boas] sobre isso. Disse que podíamos falar [risos]. Estou num momento em que ainda tenho contrato, mas seria um tema, poder fechar a carreira no clube de que gosto», contou.


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A ligação ao FC Porto continua a ser muito forte, sendo o emblema para o qual sente «mais carinho no futebol». Herrera guarda os anos passados na Invicta como «talvez os melhores» da sua carreira, num período de grande evolução pessoal e profissional. «Foram muitos anos, talvez os melhores anos da minha carreira. Foi onde mais desfrutei do futebol e onde mais cresci como jogador e como pessoa», afirmou, sublinhando que o laço com a cidade e com o clube «nunca vai terminar».

Entre as recordações mais marcantes está o golo decisivo apontado ao Benfica, no Estádio da Luz. «Acho que foi o melhor momento que passei no FC Porto. Foi um momento inesquecível que acho que vou lembrar toda a minha vida», descreveu. A emoção, garante, mantém-se intacta: «Eu ainda hoje vejo esse vídeo e arrepio-me». Esse golo, importante para a conquista do título, foi visto como «uma recompensa por todo o trabalho» e a «cereja no topo do bolo». Trata-se de uma imagem que faz questão de partilhar com os filhos, como «um bom exemplo».

O antigo jogador continua a seguir a Liga portuguesa, vendo os resumos sempre que a agenda permite, e mantém contacto com amigos no clube. Mostrou-se «muito feliz» com a recente conquista do título, considerando-a merecida. «Jogaram muito bem na maior parte do campeonato. A gente do FC Porto está muito feliz com o que conseguiu», comentou, agradecendo a André Villas-Boas a oportunidade de ter assistido a jogos da equipa em Nova Iorque durante o Mundial de Clubes.

Com 245 jogos, 35 golos e 28 assistências pelo FC Porto, o internacional mexicano, que também tem nacionalidade portuguesa, mantém uma ligação muito próxima ao clube. Sobre o atual capitão, Diogo Costa, Herrera não estranhou a afirmação do guarda-redes. «Não fico surpreendido. Ele desde miúdo que mostrava muita qualidade e tinha um grande futuro», elogiou.

Por fim, deixou uma sentida homenagem ao falecido presidente Pinto da Costa, que classificou como «o maior ídolo» da história do clube. «Era o maior símbolo do FC Porto, foi uma notícia muito triste para todos nós», lamentou, lembrando o tratamento exemplar que sempre recebeu do histórico dirigente e agradecendo-lhe a oportunidade de ter envergado a camisola do FC Porto.

Portugal favorito e o dilema numa final com o México

Na mesma conversa, Herrera apontou Portugal como uma das seleções com mais argumentos para vencer o Mundial. «Pelos jogadores que tem e pelo nome do país, mas principalmente pelos jogadores que tem. Acho que podem fazer um grande Mundial», opinou. Questionado sobre quem apoiaria numa eventual final entre Portugal e o México, o médio admitiu que seria difícil escolher.

«Empate, não? [risos]. Dividia-se a taça», brincou, antes de reconhecer a complexidade da decisão. «Agora a sério: acho que seria muito bonito ter uma final entre México e Portugal. Mas eu amo o México, é o meu país. Mas estou muito agradecido a Portugal, gosto muito das pessoas, de tudo o que envolve o país. Os clubes e a seleção, principalmente. Seria uma decisão muito difícil», explicou.

O antigo capitão do FC Porto falou ainda da não convocatória do seu ex-companheiro Paulinho para a seleção portuguesa, um tema habitual no futebol nacional. «Nós somos muito amigos. Ele é uma pessoa incrível, e como jogador é top. Tem mostrado uma qualidade muito grande no México, fui bicampeão mexicano com ele», elogiou.

Herrera considera que Paulinho poderia ter merecido uma oportunidade na Seleção lusa, embora reconheça a forte concorrência. «Acho que podia ter tido uma oportunidade, mas talvez mais cedo. Mas também é verdade que compete com jogadores que jogam ao mais alto nível, ele próprio falava disso», explicou, acrescentando que o avançado encara a situação com serenidade. «A atitude dele é: ‘Se considerarem que estou pronto para jogar na seleção, vou. Vou fazer o meu trabalho’», contou.

Para terminar, Herrera sublinhou o carinho que os adeptos mexicanos acabaram por desenvolver por Paulinho. «Ele foi convocado para um jogo particular lá, pela seleção, em março, e quando entrou o estádio todo bateu palmas. Ganhou muito o carinho dos mexicanos», concluiu.

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