Hildeberto Pereira acusa adepto de racismo no Brasil: «Chamou-me macaco» | OneFootball

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·19 April 2026

Hildeberto Pereira acusa adepto de racismo no Brasil: «Chamou-me macaco»

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Hildeberto Pereira, luso-cabo-verdiano de 30 anos, afirmou ter sido vítima de racismo durante o duelo do Operário Ferroviário no terreno do Vila Nova, a contar para o segundo escalão do futebol brasileiro.

«Ele chamou-me macaco, ele chamou-me macaco e fez o gesto», declarou o avançado, a um membro do staff do Vila Nova.


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«As imagens são claras. Dois adeptos do Vila Nova fizeram um ato de racismo e acho que depois disso o jogo acabou, manchou o espetáculo, um Vila Nova e um Operário que estavam a lutar pela liderança da Série B. Não dá para falar de futebol neste momento», referiu mais tarde à ESPN, no final da partida, que terminou com a vitória da equipa da casa por 2-1.

O extremo, que conta com passagens por Benfica e Portimonense, foi ainda mais longe: «Acho que vai ser feita justiça. É triste, porque a minha esposa estava em casa com as minhas filhas e ouviu o 'macaco'. Vamos ver isto todos os dias, seja um jogador ou um trabalhador. Tenho orgulho de onde eu vim, tenho muito orgulho de ser preto.»

«Estou triste, chateado, magoado, mas muito feliz em Ponta Grossa. Os adeptos do Operário, a direção e os jogadores foram uma família para mim. Não posso generalizar, porque as outras pessoas não têm culpa», concluiu.

Por outro lado, Hugo Jorge Bravo, vice-presidente do Vila Nova, garantiu que o clube «vai identificar a pessoa responsável» e pediu desculpas ao clube paranaense.

«Vamos identificar essa pessoa. Estou extremamente envergonhado com o que aconteceu e nós não vamos admitir este tipo de coisas aqui na nossa casa. O nosso povo não é racista e nós não vamos admitir isso», declarou.

Refira-se, ainda, que o jogador apresentou queixa e o adepto já foi identificado, segundo a imprensa brasileira.

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