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·13 June 2026

Idealizador explica mudanças feitas na nova versão do projeto 2.0 da SAFIEL

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  1. Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

A SAFIEL é um grupo que propõe a profissionalização da gestão do Corinthians através de uma Sociedade Anônima do Futebol baseada em governança lidera por profissionais de mercado, alinhado às tendências do mundo atual, planejamento a longo prazo e transparente. Um dos seus idealizadores, Eduardo Salusse, concedeu uma entrevista exclusiva à Central do Timão e explicou as principais mudanças apresentadas no projeto 2.0.

Primeiro, ele relembra alguns tópicos de como era a proposta anterior, sendo um deles os mecanismos para eleição do Conselho de Administração, que seria composto por cinco membros: Tiveram algumas mudanças. Acho que talvez a mais importante foi o mecanismo de votação na escolha do órgão principal da Safiel, que será o Conselho de Administração. Então, para relembrar, a Safiel, é formada pelo Corinthians, como um dos sócios com o patrimônio do Corinthians, e as dívidas, e, de outro lado, a Invasão fiel, que é uma espécie de holding dos torcedores corintianos que vão ser os investidores.”


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Foto: Reprodução/Central do Timão

“Então, os corintianos entram com dinheiro, que vai ser captado, o Corinthians com o patrimônio do futebol, e até que uma empresa nova, saudável, com os ativos e com o dinheiro. Esse dinheiro vai ser usado para equacionar as dívidas, fazer investimentos, melhorar a infraestrutura e dar condições do Corinthians a partir do zero. Esse órgão, essa nova empresa, que é a Safiel, ela terá, como órgão máximo, um conselho de administração formado por cinco profissionais.”

Posteriormente, o profissional detalha quem serão os cinco responsáveis pelo CA e como se dará o recrutamento dessas pessoas. Ele pondera que estas não terão ligação alguma com o Parque São Jorge, ou seja, não serão nem sócios e conselheiros do clube: Quem são esses cinco profissionais? Primeiro, não são pessoas que são nem sócios do Corinthians, nem conselheiros do Corinthians, nem sócios por parte dos investidores corintianos. São profissionais de mercado. Mas quem vai escolher esses profissionais de mercado? Primeiro, contrata-se uma empresa de headhunter, de recrutamento, de seleção, uma multinacional, uma empresa idônea. Dá-se a ela o perfil. Precisamos de pessoas que tenham experiência prática no mundo do esporte, do futebol, que tenham formação acadêmica, que tenham idoneidade, enfim, que tenham aqueles atributos que estão lá no estatuto.”

Salusse detalhe que a companhia headhunter será responsável por mapear os profissionais requisitados e que esses passarão pela avaliação do Comitê de Governança, formado por representantes do Corinthians e do Invasão Fiel: Essa empresa vai ao mercado e vai investigar quem é o cara bom, quem que não é, mesmo empregado ou não empregado, não importa. E ela traz uma lista pra gente. Achamos, com esse perfil, dez candidatos. Por hipótase. Esses 10 candidatos passam por um comitê de governança, que o comitê de governança é um órgão interno da Safiel, que vai certificar se esses 10 candidatos preenchem os requisitos do Estatuto. Se eles têm algum impedimento, se têm ligação com empresários, ligação com jogadores, ligação com outro clube, com entidade esportiva, coisas que inviabilizam. Ah não, não tem. Então, tem a qualificação do Estatuto. Então tá validado. Esse comitê é formado por representantes, tanto do Corinthians quanto da Invasão Fiel.”

Ele prossegue: “Validados os 10 candidatos. Muito bem. Aí vai para a Assembleia. Quem serão os cinco escolhidos? Todos os sócios, os corintianos, os investidores, eles vão escolher esses cinco. Aí o pessoal lá atrás dizia sim: ‘Qual é o critério de escolha? Quem é que vai escolher? Quem tem mais voto? Então quem tem mais dinheiro? ‘ Dinheiro, compra mais ações, tem mais voto. Portanto, esses cinco caras serão sempre representantes de pessoas que têm um poder aquisitivo maior. A gente discutiu até aqui, naquela última vez que aqui estivermos.”

Uma das novidades do projeto é a criação dos distritos econômicos, isto é, a divisão dos grupos de sócios da SAFIEL que forem comprar as ações: Nós separamos os corintianos sócios em cinco grupos, que nós definimos como distritos econômicos. Então, o primeiro distrito são os sócios que vão comprar entre uma e dez ações. O segundo distrito, entre onze e cem ações. O terceiro, entre cento e uma e mil ações. O quarto, entre mil e uma e dez mil ações. E o quinto, dez mil ações pra cima. E cada distrito vai escolher. Portanto, eu vou ter um conselho de administração formado por cinco profissionais escolhidos por cada um desses distritos econômicos. Ou seja, o profissional escolhido pelo distrito de quem tem menos ações vai ter o mesmo papel no conselho do que o profissional escolhido por quem tem mais ações. Então, tem um conselho misto ali. Tem uma administração com cinco representantes de cinco grupos econômicos de sócio.”

Ele segue exemplificando de maneira prática, citando a novidade da nomeação de um CFO, diretor de receita que terá o papel de buscar mais recursos financeiros: Então, os dez sócios vão ser votados. Então o Distrito 1, ah, eu escolhi o Henrique, legal. Distrito 2, o mais votado foi o Henrique também, mas o Henrique já foi escolhido no Distrito 1, então vai ser o segundo colocado que é o Érico. No terceiro, eu escolhi o Érico, o Érico já foi aqui, então vai ser o terceiro, assim por diante, a gente forma aqui esse grupo. E esse vai ser o órgão máximo da instituição da entidade. Esse órgão vai nomear o CEO, que é o presidente, esse órgão vai nomear o CFO, que é o diretor financeiro, e esse órgão vai nomear o CRO, que é o diretor de receita. Que não existe essa figura, ah, também é uma novidade.”

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