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·30 July 2026
Início desastroso, adaptação e reação: Mirassol corrige rumo e deixa Z4 do Brasileirão

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O Mirassol superou todas as expectativas em 2025, mas teve de lidar com nova realidade na temporada atual. Encarando várias frentes, com a classificação para a Libertadores, e com a perda de nomes importantes no início do ano, o clube paulista sofreu com uma arrancada desastrosa no Brasileirão. Agora, parece ter reencontrado o caminho, deixando a zona de rebaixamento após 14 rodadas.
A diferença de resultados é clara. Nas dez primeiras partidas, o time de Rafael Guanaes venceu apenas uma - contra o Vasco na estreia - e empatou três. Chegou a emendar uma série de seis derrotas consecutivas. Foram seis pontos somados, atingindo o "fundo do poço" - a lanterna do Brasileirão.
A reação começou em um duro confronto contra o Internacional no Beira-Rio. Uma vitória por 2 a 1 interrompeu a série de derrotas e, desde então, o clube vem recuperando a velha forma, em especial em casa.
Nas dez últimas rodadas, o Mirassol somou 17 pontos, quase três vezes mais do que nas dez primeiras. O time, que terminou 2025 invicto em casa no Brasileirão, voltou a ter seus jogos como mandante como principal trunfo, com quatro vitórias e um empate.
A adaptação à nova realidade, com Libertadores, maratona de jogos e sem o fator surpresa, pode ter pesado no primeiro semestre do Mirassol. Mas, para Rafael Guanaes, não houve mágica alguma. Faltou um toque de sorte para a equipe?
"Fizemos vários estudos e a equipe produziu mais do que os pontos representam, especialmente no Campeonato Brasileiro. Agora precisamos buscar a eficiência que faltou no primeiro semestre. A expectativa é transformar esse desempenho em resultados", defendeu.
Apesar do discurso, algumas mudanças foram claras no elenco ao longo da temporada. Entre elas a perda de espaço de alguns atletas experientes e que não se encaixaram como esperado na dinâmica da equipe, como Tiquinho Soares, Everton Galdino e Gabriel Pires. Os atacantes já deixaram o clube e Gabriel está fora dos planos. Outros atletas contratados para a temporada, como Lucas Mugni, Yuri e Rodrigues também foram negociados no meio do ano.
Em contrapartida, o Mirassol foi ao mercado. Trouxe nomes de "peso" para o ataque, como o já conhecido do clube, Fernandinho, o então artilheiro da Série B, Bruno Santos, e o ex-Corinthians Gustavo "Mosquito" Silva. Apresentou ainda Gabriel Knesowitsch (zagueiro), Elias (lateral direito) e Japa (meia).
"São jogadores jovens, com qualidade técnica, perna rápida e principalmente um fator que para nós é fundamental: o querer estar aqui, a fome de gostar de trabalhar, de crescer, disputar grandes competições e buscar coisas maiores", explicou o treinador, feliz com o resultado do trabalho na pausa para a Copa do Mundo.
"Esse é o maior período que eu tenho para trabalhar o time desde que cheguei ao Mirassol. Aproveitamos muitíssimo bem esse período, não só para colocar os jogadores novos dentro da identidade de jogo e da cultura do clube, mas também para promover o entrosamento com os outros jogadores, com a cidade e com tudo que envolve o Mirassol", justificou.
Repetir o sucesso de 2025 seria muito difícil. A missão agora é se manter o mais distante possível do Z4. Os resultados recentes indicam que o rumo parece ter sido corrigido a tempo, mas a sequência que vem promete ser dura, com frente tripla por conta da Copa do Brasil e Libertadores, e jogos próximos com os líderes Palmeiras e Flamengo. O pequeno clube do interior de São Paulo precisa se adaptar para não ser vítima do próprio sucesso...







































