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·2 June 2026
João Costa e a estreia pelo FC Porto: «Foi o dia mais feliz da minha vida e carreira»

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João Costa, guarda-redes do FC Porto, recordou o momento em que se estreou pela equipa principal dos dragões, durante o duelo com o Santa Clara (1-0), a contar para a última jornada da Liga Portugal Betclic.
«Além de concretizar vários sonhos - ser campeão oficialmente e a estreia no meu clube do coração -, foi o poder dizer que consegui dar a volta por cima. Quem conhece a minha história e quem acompanhou sabe que nem sempre foi fácil, em que em certos momentos o mais fácil teria sido atirar a toalha ao chão e eu nunca o fiz», começou por afirmar, em entrevista à SportTV.
«Mais do que os sonhos cumpridos, é a mensagem que passamos para as pessoas. Isso é o mais importante e acho que a mensagem que eu passo é que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, nunca devemos atirar a toalha ao chão», acrescentou.
O guardião, de 30 anos, abordou ainda o gesto de Diogo Costa, que lhe entregou a braçadeira de capitão, na altura em que entrou em campo - ao minuto 71.
«Nunca tinha tido dúvidas, mas tive a certeza quando nos sagrámos campeões com duas jornadas por jogar. Eu sabia que ia jogar, não sabia quanto tempo, mas sabia que iria jogar. O que eu não sabia é que me iria tocar este momento com a braçadeira de capitão…», referiu.
«Soube na hora. Foi uma surpresa do nosso capitão e teve um significado ainda maior enquanto portista e enquanto profissional de excelência. Um capitão tem de servir com alma e coração e, depois, tem de ser um exemplo dentro e fora do campo em tudo o que isso implica», declarou, indo mais longe:
«Tem de conseguir elevar os outros, conseguir que os outros sejam melhores pessoas e melhores jogadores. E acho que este ato do Diogo, em passar-me a braçadeira naquele momento, fez com que passasse a mensagem que eu realmente era esse tipo de pessoa. Isso teve um peso ainda maior e agradeci ao Diogo por este momento, este reconhecimento. Tocou-me profundamente e vou levá-lo comigo para sempre», explicou.
Com isto, o guarda-redes, que foi campeão em todos os escalões pelo emblema portista, considerou esse o «dia mais feliz da sua vida e da sua carreira», explicando que, para si, já «era especial tudo o que implicasse fazer parte da história do clube».
«É um feito que não está ao alcance de qualquer um, porque foi único e servirá de exemplo e de motivação e inspiração para todos os jovens que entraram tão cedo nesta casa, como eu entrei. É um legado que deixarei para sempre no FC Porto», concluiu.







































