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·11 March 2026
Jurgen Klinsmann: “O FC Porto parece-me forte para conquistar o título”

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Jurgen Klinsmann, figura de referência do futebol alemão, deu uma longa entrevista à edição desta quarta-feira do jornal O Jogo em que antecipou um confronto equilibrado entre o seu Estugarda (clube que representou entre 1984 e 1989) e o FC Porto, com um lugar nos quartos de final da Liga Europa em disputa.
“Vejo que o FC Porto está a fazer uma época fantástica, a liderar desde o início, e parece-me forte para conquistar o título, esta época. São elogios que explicam tudo, mas o Estugarda está cheio de ambição e sedento por estes jogos, contando, atualmente, com vários jogadores da seleção alemã que querem ir ao Mundial”, afirmou.
O antigo avançado conhecido como Bombardeiro Dourado salientou também o historial europeu dos portistas, recordando, em particular, a final da Taça dos Campeões Europeus de 1987 e o remate de calcanhar de Rabah Madjer, que ajudou à reviravolta frente ao poderoso Bayern Munique, no Praterstadion, em Viena.
“Esse jogo figura na memória de qualquer adepto, pelo incrível golo de Rabah Madjer. Não há quem não se lembre desse golo. Era uma equipa recheada de craques, como Futre, João Pinto e Jaime Magalhães, sabendo que estes dois últimos jogaram toda a vida no clube”, acrescentou.
Interpelado sobre o que distingue o Estugarda, apontou: “”É um clube com facilidade de atrair jogadores especiais, com mais de 100 mil adeptos e lotação esgotada sempre que joga em casa. Mantenho uma ligação forte e uma relação especial com antigos colegas, como Buchwald, que venceu o Mundial de 1990 comigo. É um dos embaixadores do clube, com Hansi Muller e Sami Khedira”.
Natural de Goppingen, Klinsmann iniciou a sua carreira no Estugarda, onde começou a construir um percurso prolífico em golos e em títulos, passando depois por clubes como Internazionale, AS Monaco, Tottenham, Bayern Munique, Sampdoria e OC Blue Star, clube onde se retirou em 2003.
“Cresci em Estugarda sonhando jogar neste grande clube. Sempre tivemos como grande rival o Bayern Munique, por sermos cidades do sul da Alemanha. É uma rivalidade como a entre FC Porto e Benfica. Tínhamos uma equipa muito boa, no final dos anos 80, e jogámos a final da Taça UEFA, em 1989, contra o Napoli, de Maradona. Mas, sem dúvida, os jogos contra o Bayern Munique eram os mais emocionantes, aqueles por que todos os adeptos do Estugarda esperavam todo o ano”, recordou.
Contudo, admitiu que há partidas que o marcaram profundamente, como a de 21 de novembro de 1995, quando apontou um póquer contra o Benfica:
“Obviamente, marcar quatro golos num jogo europeu é muito especial, e ainda mais especial foi porque conseguimos vencer essa final da Taça UEFA”.
“Marquei um recorde de 15 golos nessa campanha. Recordo esses golos ao Benfica com um sorriso rasgado, por se tratar de um gigante do futebol. Eu estava no auge, em 1996, e ganhei o Europeu pela Alemanha, em Inglaterra”, concluiu.









































