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·1 July 2026
Luciano Gonçalves não tem nada a ponderar. Tem é de sair

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·1 July 2026

Diz a notícia de O Jogo que Luciano Gonçalves está a ponderar pedir a suspensão do cargo de presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. A palavra ponderar é generosa demais para o momento que vivemos. Não há nada a ponderar. Luciano Gonçalves tem de sair, e tem de sair o quanto antes.
O problema não é a saída em si. O problema é tudo o que ficou para trás. A crise na arbitragem portuguesa começou com a demissão de Duarte Gomes do cargo de diretor técnico nacional, e já obrigou a FPF a remeter os factos invocados pelo antigo árbitro para o Ministério Público. Quando um caso chega ao MP, deixámos há muito o terreno da simples reflexão pessoal.
A questão central é esta. Enquanto Luciano Gonçalves permanecer, qualquer nomeação que fizer vai ser questionada. Já hoje gerava desconfiança, e o Benfica vê, com este cenário, as suas queixas reforçadas. Não é uma opinião confortável, mas é a leitura honesta do que está em cima da mesa. Um responsável envolvido num escândalo não pode continuar a distribuir árbitros como se nada fosse.
E há uma pergunta que não pode ficar por fazer. Cada nomeação que Luciano Gonçalves fez tem de ser investigada. Não por perseguição, mas por higiene. Se a confiança está destruída, só a transparência total a pode reconstruir. E a partir daí, uma dúvida ainda maior. As classificações dos árbitros estão certas? Se a base do sistema está posta em causa, tudo o que assenta nela merece escrutínio.
Segundo O Jogo, Artur Soares Dias seria um nome bem visto para ocupar o cargo, mas o antigo árbitro não estará disponível. Isto é informação por confirmar e deve ser tratada como tal. Não é como alguns que aparecem nas AG´s do Benfica a gritar pelo Soares Dias com informações falsas só para se mostrar. O que é certo é que, confirmando-se a saída de Luciano Gonçalves e caso o Conselho de Arbitragem caia, terá de haver eleições para encontrar novos responsáveis pelo setor.
Luciano Gonçalves, ex-presidente da APAF, lidera a arbitragem da FPF desde fevereiro de 2025. Menos de um ano depois, a casa arde. E numa altura em que a credibilidade da Liga Portugal depende de arbitragens acima de qualquer suspeita, insistir na permanência é o pior sinal possível. Não é tempo de ponderar. É tempo de decidir, e a decisão certa é uma só. A saída.
O futebol português não pode ficar refém de uma hesitação. Ou se limpa a casa por inteiro, ou continuamos a discutir arbitragem em tribunal em vez de a discutir em campo.







































