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·20 February 2026
Luisão: «Nunca me calarei diante da discriminação de uma minoria que não representa o clube que amo»

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·20 February 2026

Depois de ter sido alvo de insultos, Luisão recorreu às redes sociais, esta sexta-feira, para abordar novamente o caso entre Vinícius Júnior e Prestianni. Numa extensão publicação, o antigo defesa dos encarnados reiterou que o racismo «não pode ser relativizado».
«Nos últimos dias, posicionei-me contra qualquer forma de racismo no episódio que envolve o Vini Jr. Não por nacionalidade, nem por polémica, mas por princípio. Racismo não tem clube, não tem camisola, não tem lado», escreveu o brasileiro, que revelou ter sofrido insultos racistas depois de se manifestar sobre o assunto.
«Isso dói, mas não me fará recuar. Posso ter ignorado provocações desportivas ao longo da carreira, mas nunca me calarei diante da discriminação de uma minoria que não representa o clube que amo», pode ler-se ainda.
No final, o ex-central apelou: «Que saiamos deste episódio melhores. Como clube, como adeptos, como sociedade. Porque jogos passam. Títulos passam. Mas caráter e valores ficam.»
Leia a publicação de Luisão na íntegra:
«Passei grande parte da minha vida no Benfica. Cresci como jogador, como homem e como capitão. Conquistei títulos, vivi noites inesquecíveis e defendi aquela camisola com tudo o que tinha. O Benfica é parte da minha história. E é exatamente por isso, e não apesar disso, que me sinto na obrigação de falar.
Nos últimos dias, posicionei-me contra qualquer forma de racismo no episódio que envolve o Vini Jr. Não por nacionalidade, nem por polémica, mas por princípio. Racismo não tem clube, não tem camisola, não tem lado. E não pode ser relativizado.
Tudo começou com uma comemoração, um gesto de alegria após um golo. E é preciso dizer o óbvio: dançar não é desrespeito, é expressão. O futebol sempre foi emoção. A alegria de uns é o lamento de outros. Sempre foi assim.
Grandes jogadores celebraram a dançar: Cristiano, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho... A dança nunca foi o problema. O que não pode ser aceitável é transformar uma comemoração em justificativa para ofensas racistas. Nada justifica isso. Nem provocação, nem rivalidade, nem o calor do jogo. Um estádio não é um território sem valores. O respeito continua a valer dentro dele.
Também fui alvo de ofensas, inclusive racistas, depois de me manifestar. Isso dói, mas não me fará recuar. Posso ter ignorado provocações desportivas ao longo da carreira, mas nunca me calarei diante da discriminação de uma minoria que não representa o clube que amo.
O Benfica tem uma história enorme, respeitada no mundo inteiro. Uma história maior do que qualquer episódio isolado. É isso que precisa prevalecer.
O meu amor pelo clube permanece intacto, assim como o respeito e a gratidão pelos seus adeptos. O meu apoio é inegociável, na Luz ou em qualquer estádio.
O futebol é paixão e intensidade. Mas, antes de tudo, é humanidade. E humanidade não admite racismo.
Que saiamos deste episódio melhores. Como clube, como adeptos, como sociedade. Porque jogos passam. Títulos passam. Mas caráter e valores ficam.»









































