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·12 June 2026
Marco Silva apresentado: «Sair da Premier League? Razão é o nome do Benfica»

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·12 June 2026

Sucessor de José Mourinho, Marco Silva foi, esta sexta-feira, apresentado oficialmente como novo treinador do Benfica, em pleno Museu do clube. Em declarações aos jornalistas, o técnico de 48 anos, que esteve acompanhado de Rui Costa, presidente do Benfica, e Mário Branco, diretor desportivo, abordou o porquê de ter aceitado este desafio e vários temas da atualidade benfiquista.
O que sente neste momento: «Agradecer toda a confiança demonstrada em mim e no staff. Uma honra e orgulho enorme, as duas palavras que quero expressar. Responsabilidade de estar neste cargo. Tudo o que acarreta. São os três pontos que quero destacar»
Identidade que quer impor: «O presidente falou e quem está neste clube tem de pensar na grandeza e número de títulos do Benfica. É o objetivo acrescentar algo. Títulos fazem parte da história do Benfica. Quanto à identidade, queremos ser dominadores. Para conseguir vencer em Portugal, temos de o fazer. Uma equipa capaz de colar os adeptos à equipa, conseguir que haja uma ligação muito forte. Será cada vez maior se a equipa corresponder. Estou a falar de uma forma positiva e dominadora de jogar.»
Quando recebeu o convite e se pensou ser plano B: «Para mim é simples. A primeira vez que o presidente falou comigo, perguntou se queria treinar o Benfica e se estava disposto a voltar a Portugal. Quando isto acontece, eu era a primeira opção para o presidente do Benfica. O que está para trás, não me interessa. O convite foi claro e a minha resposta também.»
Acredita que pode ser campeão: «Quem entra nesta casa tem de ser a pensar que é para ser campeão. Acredito muito muito muito. Eu, juntamente com a minha equipa técnica, estamos capazes de acrescentar algo, para fazer do Benfica campeão e estar ao melhor nível. Para no final ter direito ao que é mais importante neste clube, poder celebrar títulos. Todos sabemos a dificuldade que é, com grandes concorrentes. O objetivo é claro. Grandes treinadores no passado, grandes grupos de jogadores. Compete-me olhar em frente. Trazer a positividade e confiança que os adeptos precisam.»
Porquê trocar Premier League pelo Benfica: «É uma realidade. Não vou dizer que foi decisão fácil ou difícil. Não vou esconder a ligação à Premier League. Por algum motivo estou fora do país há quase 12 anos, 10 anos em Inglaterra. É um país onde me senti bem, com futebol que me identifico. Não foi fácil. O Benfica e a parte emocional teve um peso na decisão. O desafio é muito grande e estamos preparados. Não há razão diferente a não ser o nome do SL Benfica.»
Ligação passada ao Sporting: «Não há mágoa nenhuma. Enorme respeito pelos clubes que passei. É a razão pela qual estou aqui. Pus toda a minha paixão nos desafios que tive na minha carreira, como farei no Benfica.»
Quando começou a planear a nova época: «Até um certo momento não a tive. A partir do momento que o Benfica oficializou que o acordo estava perto, e foi público, começámos a preparar a nova época.»
Lugar em risco se não for campeão? «Qualquer treinador tem o lugar em risco. Preocupa-me pouco. Quando decidi vir para esta carreira, sei que estou sempre em risco. Vivo bem com isso. O meu estado de espírito é diferente, mas sou equilibrado para perceber isso. Assinei por três anos com o Benfica, que é o objetivo ficar três anos, para trazer alegrias.»
Peso da parte financeira na decisão: «Parte financeira não foi o principal motivo para estar aqui, se não, não estava.»
Desafio devolver domínio ao Benfica: «É a realidade e temos de encarar a realidade como é. O presidente falou da desilusão que foi a época anterior. Faz parte. Três anos sem títulos tem peso e temos de quebrar. É esse o objetivo. De forma positiva, com ambição, queremos ser campeões, sabendo nós que temos três adversários à altura.»
Várias vezes associado ao Benfica, houve convites? «Não vou esconder que tive oportunidades de voltar ao Benfica, não só ao Benfica. Por vários motivos não aconteceram. Senti que era o momento ideal para abraçar um clube desta dimensão.»
Análise do plantel e o que vale: «Não preciso de entrar em comparações. O plantel tem qualidade e estamos a trabalhar para reforçar em alguns aspetos. Perdemos um elemento importante da estrutura. É claramente uma das posições a reforçar. E outras mais, dentro da ambição do clube. O presidente deixou claro e fará o que achar necessário. Não estar na Champions tem o seu peso, inclusive nos adeptos, mas não é por isso que começamos atrasados e o Benfica não será competitivo.»
Lacunas e virtudes identificadas no plantel: «Não as vou dizer. Era dar alguns trunfos. Teremos muito tempo para falar. Temos é de falar de virtudes, do que traz sinais positivos. Lacunas vamos tentar esconder, dentro de um balneário forte. Não vou dizer que vi os jogos todos, do primeiro ao último minuto, porque o foco estava noutro clube. Mas como português, fazia parte do nosso dia a dia ver jogos do campeonato português. Víamos, naturalmente.»
Sudakov: «É jogador do Benfica, contamos com ele. Foi um investimento grande. Basta olhar das características das minhas equipas para ver que é um perfil de jogador que, normalmente, rende, que normalmente conseguimos tirar o melhor. É o que vamos tentar fazer. Acredito bastante nele. Não vou individualizar, mas será o momento dele se provar. Foi um ano difícil, num contexto complicado. Tem toda a nossa confiança e suporte. Estamos aqui para o melhorar.»
A sua frase forte: «Não preciso de uma frase diferente ou mais forte. É um sentimento real. Não há muito por onde ir.»
O que precisam de fazer para ser felizes: «É fácil. Temos de vencer. Não somos só nós que queremos, mas olhando para a nossa casa, temos de vencer, para todos estarem satisfeitos no final da época. Os nossos têm de perceber o papel que podem ter.»
Dualidade entre treinador e comunicador: «Não lhe sei dizer como vou reagir momento a momento. Como treinador do Benfica terei de ter controlo emocional, mas não garanto que vá ser sempre brilhante. Venho de uma cultura diferente, não fui sempre perfeito, tive de pagar algumas multas. Estou aqui para defender o Benfica. Não sou fã de falar de arbitragem. Com o passar dos anos falei mais do queria. Se formos mais fortes no campo será mais difícil não ser vitorioso. Espero que seja dentro dos limites, que seja capaz de agregar. Espero não errar nesse aspeto. Mas não prometo...»
Objetivo na Liga Europa: «Consigo dizer aos benfiquistas mas primeiro quero dizer que o primeiro passo é estar lá. Teremos uma pré-época atípica, mas isso numa será desculpa. Temos 6 jogos para disputar. Estando lá, olhando para a dimensão do Benfica e dos clubes, o Benfica tem de ser um candidato. Não foi necessário ter esta conversa com o presidente. A dimensão a isso obriga. Temos de ambicionar chegar a Frankfurt.»
Recursos financeiros para reforçar setores: «Claro que sim, falu-se de questões financeiras. O projeto não passa só por isso. O presidente foi claro ontem, haverá espaço para reforçar o plantel. Tenho alguns princípios e perfis definidos para alguns jogadores. Deixar uma mensagem clara para os adeptos e para o plantel, a base está lá, acreditamos muito. A parte financeira não é para mim, mas haverá espaço.»
Maior desafio da carreira? «Não comecei no Sporting, comecei no Estoril. Foi onde tudo começou. Foi o projeto e estou muito orgulhoso. O primeiro grande troféu, com relevância, foi lá. Tivemos duas qualificações europeias, que valem mais que troféus. A realidade é que sempre estivemos em clubes que davam condições para lutar por títulos. Não foi tudo perfeito. É difícil ganhar todos os títulos em todos os clubes do Mundo. Percebo a questão de Inglaterra, poder estar no Benfica traz responsabilidade. Mas a pressão, se não existir, eu sou o primeiro a colocá-la. A grandeza e a dimensão trarão pressão naturalmente. A pressão é um privilégio. Há momentos em que vai estar bem forte, outros em que vamos conseguir desfrutar, é um bocado isto, temos de ser capazes de aguentá-la. Sei que no momento menos positivo a pressão cai toda no treinador.»
Interessado em jogadores do Fulham? Traz a sua equipa técnica toda?: «Sim, grande parte. Em tempo oportuno irão saber. Não vou individualizar. Neste momento não está em cima da mesa nenhum jogador do Fulham.»
Conversa com Rui Costa: «A conversa foi fácil e clara. O Benfica precisava de um treinador e tenta os treinadores mais indicados para o projeto. Não escondo que, há quatro meses, se me perguntassem se o objetivo era voltar a Portugal, dizia que claramente não era. Houve um telefonema do presidente e a minha resposta, na altura, foi claramente deixar a porta aberta, que era algo que me entusiasmava. Foi uma manifestação de interesses.»
Mensagem aos adeptos: «Queria deixar duas. A primeira é dizer que é o maior desafio da minha carreira, disse que em todos os projetos coloco uma exigência máxima. É o maior desafio da minha carreira. E lembrar a força que temos. O Real foi tema ontem. Há pouco tempo teve eleições e teve 30 mil. Vocês sabem o número de votantes que teve o Benfica nas suas eleições. Estando longe senti que o apoio foi constante, essa paciência vai ser fundamental, não falo em menos exigência. Esta diferência de números só mostra a grandeza. Quanto mais unidos estivermos, mais difícil será não sermos vitoriosos. Se estivermos unidos, vamos ser cada vez mais fortes. Vamos fazer a nossa parte, ligar todas peças. E sei que irão fazer a parte deles para que possamos celebrar.»







































