Massis vaza ‘cartinha’ a jornalistas. E mais do que apoio a Rui Costa e Roger, escancara ‘chapão’ para sua reeleição | OneFootball

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·23 April 2026

Massis vaza ‘cartinha’ a jornalistas. E mais do que apoio a Rui Costa e Roger, escancara ‘chapão’ para sua reeleição

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Parece até inacreditável, mas a crise que explodiu no São Paulo com o limite da convivência entre a torcida e a dupla Rui Costa e Roger Machado gerou, digamos, frutos inesperados.

O são-paulino acordou nesta quinta-feira (23) com uma carta publicada por alguns veículos de imprensa e jornalistas setoristas do clube. Não foi algo produzido especificamente para a imprensa, como divulgado, mas apenas um esboço para tal. E que acabou vazado propositalmente (e premeditadamente) a poucos escolhidos.


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No conteúdo, é informado primordialmente que o presidente Harry Massis Júnior se reuniu com um grupo de conselheiros e bateu o martelo sobre a questão da permanência de Costa e Roger, conseguindo em um primeiro momento a paz interna entre seus pares para a dupla seguir trabalhando no Morumbi.

Para bom entendedor, meia palavra basta: Massis deixa claro que, por ora, está descartada a escolha de um nome político para trabalhar no futebol, como ele mesmo vinha endo cobrado internamente.

O fato é: mais do que o apoio incondicional e Costa e Roger, que convenhamos, é tão seguro e garantido como um lençol pendurado em um varal sem pregadores em um dia de ventania e tempestade, o texto revela coisas além. Vamos a ele primeiro:

“Nos reunimos com lideranças do grupo Nova União, que representa mais de 180 conselheiros da instituição. Entendemos que o momento pede união de todos os são-paulinos para que, juntos, consigamos alcançar os resultados que esperamos. É muito importante termos a torcida ao nosso lado, pois são o nosso grande combustível para lutar pelo melhor para a entidade. Queremos reforçar que Rui Costa e Roger Machado têm o apoio e a confiança da gestão e de toda a nossa coalizão no clube”.

Uma leitura rápida revela o óbvio. Em um momento de crise institucional, já é arriscado por si só o presidente do clube se comunicar de uma maneira, digamos, pouco convincente. Um esboço de nota oficial, sem ser chancelada pela comunicação do clube, distribuída a poucos veículos não traz necessariamente a credibilidade necessária para apaziguar as coisas como se deveria.

Mas a bem da verdade, Massis não precisa. Porque a resposta está no próprio texto. Ele revela um detalhe tão curioso quanto elucidativo. Ao dizer que reuniu 180 conselheiros, o presidente deu o sinal claro: formou sua base para disputar a reeleição no final do ano.

Em um momento de sinais de insatisfação eterna onde vale (para eles), o Conselho, Massis consegue mais uma vitória política. Há um mês, o presidente sofria uma derrota contundente ao ver o balanço financeiro do ano passado ser reprovado. Desde então, galgou degraus. Aprovou a renovação de contrato com a New Balance, se lançou oficialmente à reeleição… Para agradar as bases, principalmente às antes ligadas ao antecessor Julio Casares, que hoje corre risco de ser expulso do clube, tratou de afastar pessoas que chamou como aliado, como o oposicionista Flávio Marques, que tocava um plano de reestruturação econômica e austeridade.

O texto revela que o martelo foi batido. E se antes a ingovernabilidade parecia ser plausível com a derrota na aprovação do balanço, agora o presidente parece ter dado a volta por cima. Incluindo uma nova nomenclatura. O que era coalisão nos tempos de Casares (o termo inclusive é citado na nota), agora é chamado de Nova União. Um indicativo claro da unidade política atingida.

Como nos tempos de Casares, no meio do caos, com o torcedor ansioso por mudanças estruturais, Massis dá sinais que o modo operandi continua o mesmo habitual no São Paulo.

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