Messi sofre forte pressão na web por posicionamento antirracismo; entenda | OneFootball

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Jogada10

·18 July 2026

Messi sofre forte pressão na web por posicionamento antirracismo; entenda

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Uma onda de menções a Lionel Messi fora da pauta futebol invadiu as redes sociais na última semana. Tudo porque o craque mantém o silêncio durante a Copa sobre uma questão que ganha cada vez mais peso dentro e fora de campo: o racismo. Às vésperas de poder sagrar-se bicampeão mundial, em final contra a Espanha, às 16h deste domingo, cresce a cobrança sobre o maior astro do futebol atual para ajudar a coibir a discriminação que parte, em muitos casos, dos argentinos.

Virou uma cena comum ver homens e mulheres imitarem macacos para ofender jogadores ou algum torcedor rival. A punição, mesmo com imagens, não sai da fase da investigação da Conmebol e da Fifa, que propõe campanhas ineficientes. Além disso, esta edição do Mundial trouxe uma explosão de posts, ações e ameaças nesse sentido. Segundo levantamento da entida máxima do esporte, há uma semana, já havia um aumento de mais de 1.200% menções em relação a 2022.


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Durante as partidas contra Cabo Verde e Egito, pela fase de mata-mata, um grupo de argentinos ofendeu e atirou copos de cerveja nos torcedores dos outros países nas arquibancadas. As seleções representam a África e, no caso egípcio, também o mundo árabe. Mas foi o influencer norte-americano Speed que deu luz à discussão. Afinal, após declarar apoio a outros times, ele virou alvo dos “hermanos”, com insultos como “vá chorar no zoológico”.

Postura de Messi vs. Mbappé e Yamal

Voz importante e dono de uma rede gigantesca de seguidores, Messi prefere não se pronunciar. Aliás, desde sempre, não recriminou compatriotas, como nos cânticos racistas contra franceses em 2022, ou se envolveu em controvérsias sociais. Nesta Copa, teve o microfone depois de praticamente todos os jogos em que se destacou e, mesmo assim, escolheu focar no futebol ou em rebater a ideia de suposto favorecimento a Argentina nas decisões de arbitragem.

Em 20 anos de carreira, o que fez pela causa foi emprestar seu rosto a campanhas antirrascistas que incluíam diversas personalidades. Ao mesmo tempo, o atacante é parceiro de pessoas associadas à pautas ultrarradicais, racistas e misógenas, como o ativista espannhol Javier Negre. Sobre a política de seu país, Messi não demonstrou apoio público ao presidente Javier Milei, de extrema direita, mas já lhe enviou uma camisa autografada de presente.

A postura passiva contrasta com duas estrelas de gerações mais recentes que também foram longe na Copa. Afinal, Kylian Mbappé (27 anos) e Lamine Yamal (19), homens negros e de origem humilde, não deixam de denunciar atitudes e criticar excessos do público que acompanha o futebol.

Racismo é questão cultural na Argentina

Na Argentina, praticamente não há cidadãos negros. Já na seleção, não há registros desde a Copa de 1978, quando o goleiro Héctor Baley foi convocado. Isso é consequência de uma série de medidas étnicas desde o século XIX que incentivaram e favoreceram a relação afetiva exclusivamente entre pessoas brancas.

Com isso, o termo “negro” é usado para qualquer ofensa pejorativa. Até mesmo a sul-americanos que vivam acima do território argentino e tenham origens mescladas com povos antigos, como maias e aztecas, e indígenas. É com essa justificativa que muitos jogadores se defendem de acusações de racismo. Não há, culturalmente, o entendimento que certas “brincadeiras” sejam classificadas como atos ofensivos ou preconceituosos.

O próprio Messi já foi alvo de denúncia recente. Afinal, o ex-jogador holandês Royston Drenthe disse que ouviu a expressão “negro de merda” da boca do craque argentino, quando defendia o Real Madrid, depois de uma dividida e discussão em campo.

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