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Jornal do Fla

·2 August 2026

Morro da Viúva: Flamengo vende R$ 40 milhões em imóveis e fica perto de zerar estoque

Article image:Morro da Viúva: Flamengo vende R$ 40 milhões em imóveis e fica perto de zerar estoque

O Flamengo está cada vez mais perto de zerar seu estoque de apartamentos no Rio By Yoo, edifício erguido no terreno da antiga sede do clube no Morro da Viúva. Segundo o balancete do segundo trimestre de 2026, o clube vendeu 14 unidades no semestre por R$ 40,7 milhões e mantém apenas 9 apartamentos no estoque.

O ritmo de vendas acelerou bastante em relação ao ano anterior. Em todo o exercício de 2025, o Fla havia vendido 12 unidades por R$ 34,2 milhões. Só nos primeiros seis meses de 2026, o clube já superou esse volume, tanto em quantidade de imóveis quanto em valor arrecadado.


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No primeiro trimestre, o Rubro-Negro já havia detalhado a venda de duas unidades do edifício por R$ 10,5 milhões. Agora, as nove unidades restantes estão avaliadas em R$ 27,3 milhões.

Do Morro da Viúva ao Rio By Yoo: um breve histórico

Antes de entender os números, vale relembrar um pouco da história desse patrimônio. O terreno no Morro da Viúva, localizado na Praia do Flamengo, abrigou a sede histórica do clube até ser desocupado. O espaço passou por anos de indefinição, período que incluiu uma tentativa frustrada de parceria com o grupo EBX, de Eike Batista, para a construção de um hotel no local.

Em 22 de junho de 2018, o Fla fechou um acordo com a CBR 040 Empreendimentos Imobiliários, com garantia da Cyrela Brazil Realty. A negociação previa a comercialização de 103 unidades do empreendimento batizado como Rio By Yoo.

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Foto: Reprodução

Pelos termos firmados, o clube receberia R$ 26 milhões em dinheiro e mais R$ 104 milhões representados por 45 unidades reformadas e entregues prontas. O contrato também incluiu uma área comum do condomínio, garantindo que esses bens ficassem à disposição do Flamengo para uso próprio ou comercialização futura.

O clube vem vendendo esse lote de apartamentos gradualmente ao longo dos últimos anos. Em agosto de 2023, o Conselho Deliberativo aprovou a comercialização de 44 dessas unidades por intermédio da imobiliária Lopes, operação estimada na época em R$ 177 milhões.

Já em meados de 2025, o conselho aprovou uma nova rodada de vendas referente a quatro apartamentos por R$ 11,4 milhões, valor que já contabilizava abatimentos. Na mesma ocasião, aplicou-se um desconto de 13% sobre as unidades restantes para acelerar a saída do estoque.

A decisão foi defendida pelo presidente Bap, que argumentou ser financeiramente desfavorável manter imóveis fechados diante do cenário das taxas de juros do período.

O que diz o novo balancete do Flamengo

Das 14 unidades vendidas no primeiro semestre de 2026, por um total de R$ 40,7 milhões, o custo de aquisição desses imóveis no balanço do clube era de R$ 33,3 milhões. A diferença entre o valor de venda e esse custo contábil gerou um ganho de R$ 7,4 milhões para o Flamengo.

Nem todo esse dinheiro entrou no caixa de uma vez. Do total das vendas do semestre, R$ 22,2 milhões já haviam sido recebidos até 30 de junho, e os R$ 18,5 milhões restantes ficaram registrados como valores a receber. Somando ainda R$ 5,8 milhões recebidos no semestre referentes a vendas já concluídas em 2025, o efeito total em caixa dessas negociações imobiliárias foi de R$ 28 milhões.

Quanto vale o que ainda resta no Morro da Viuvá

Com a venda das 14 unidades, o estoque do Flamengo no Rio By Yoo caiu de 23 apartamentos, no fim de 2025, para apenas 9 no fim de junho de 2026. O custo de aquisição registrado no balanço é de R$ 20,9 milhões, mas o clube também informa o valor justo, ou seja, a estimativa de quanto esses imóveis valeriam hoje se fossem vendidos.

Por esse critério, as 9 unidades restantes estão avaliadas em R$ 27,3 milhões, valor bem acima do custo contábil, o que sinaliza que o clube ainda tem margem de ganho relevante.

Com o ritmo acelerado das vendas no primeiro semestre, restam hoje pouco menos de um quarto das unidades que o Flamengo chegou a ter em estoque no início do processo de desmobilização. Se o ritmo do primeiro semestre se mantiver, é possível esperar que o clube encerre 2026 com esse capítulo praticamente encerrado.

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