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·9 June 2026

Muita grana? Base vira receita fundamental para o Palmeiras

Article image:Muita grana? Base vira receita fundamental para o Palmeiras

As categorias de base seguem como um dos principais pilares esportivos e financeiros do Palmeiras. De acordo com o Relatório Convocados 2026, produzido pela Convocados e OutField, com patrocínio da Galapagos Capital, o clube arrecadou mais de R$ 300 milhões por meio de receitas ligadas à formação e negociação de jovens atletas.

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Segundo o levantamento, sem considerar os valores obtidos com transferências, o faturamento alviverde cairia da casa de R$ 1 bilhão para pouco mais de R$ 700 milhões. O dado evidencia a importância estratégica da base no modelo de negócios adotado pelo Palmeiras nos últimos anos.

A construção desse cenário começou há mais de uma década. Em 2015, o Verdão iniciou uma ampla reformulação nas categorias inferiores, sob liderança de João Paulo Sampaio. Desde então, o clube investiu cerca de R$ 260 milhões em estrutura, captação de talentos e metodologia de formação.

O resultado apareceu dentro e fora de campo. Nomes como Gabriel Jesus, Endrick, Estêvão e Vitor Reis passaram pela base alviverde, ganharam espaço no profissional e se tornaram ativos importantes no mercado internacional. Além do impacto esportivo, as negociações ajudaram o Palmeiras a fortalecer o caixa e manter competitividade em alto nível.

Apenas em 2025, o clube arrecadou aproximadamente R$ 599 milhões com operações envolvendo jogadores formados nas categorias de base, segundo o relatório. O número ajuda a explicar como o Palmeiras conseguiu sustentar investimentos no elenco profissional e, ao mesmo tempo, preservar equilíbrio financeiro.

O estudo também aponta que a indústria do futebol brasileiro movimentou R$ 14,3 bilhões em 2025, com alta impulsionada por transferências de atletas, receitas comerciais e premiações. No mesmo cenário, o Palmeiras aparece entre os clubes que melhor exploram a formação como fonte recorrente de receita.

Além das vendas diretas, o Verdão mantém percentuais econômicos de atletas revelados no clube, o que pode gerar novas receitas mesmo após a saída dos jogadores. Um exemplo recente foi Jhon Jhon, cuja transferência ao Zenit, da Rússia, rendeu cerca de R$ 23 milhões ao Palmeiras.

A tendência é que a estratégia continue nas próximas janelas. Allan, já integrado ao elenco profissional, desperta atenção do mercado europeu e é avaliado internamente em cerca de 40 milhões de euros. Outros jovens, como Eduardo Conceição e Heittor, também são tratados como ativos promissores para o futuro.

O modelo reforça uma mudança de patamar no clube. A base deixou de ser apenas um caminho para revelar jogadores e passou a ocupar papel central na sustentabilidade do Palmeiras. Com estrutura consolidada, o Verdão se tornou referência nacional na formação de atletas e no aproveitamento econômico das Crias da Academia.

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